quarta-feira, abril 20, 2005

No melhor estilo náufrago

Um analista de sistemas meio introvertido finalmente estava começando a desfrutar da sua viagem de férias, quando um furacão virou o navio no qual viajava como se fosse uma caixa de fósforos. O rapaz conseguiu agarrar-se a um colete salva-vidas e chegar a uma ilha aparentemente deserta e muito escondida.

Deparou-se com uma cena belíssima: cachoeira, bananas, coqueiros... mas quase nada além disso. Ele se sentiu desesperado e completamente abandonado.

Vários meses se passaram...

Um belo dia, apareceu remando um bote, uma belíssima moça. Uma mistura de Scheila Carvalho com Gisele Bündchen, num traje a la Jane, pra lá de provocante. A moça puxou uma conversa:

- Olá! Eu sou do outro lado da ilha. Você também estava no cruzeiro?
- Estava! Mas onde você conseguiu esse bote?
- Simples! Tirei alguns galhos de árvores, sangrei alguma borracha, reforcei os galhos, fiz a quilha e os remos com madeira de eucalipto.
- Mas... com que ferramentas?
- Bem, achei uma camada de material rochoso, evidentemente formada por aluviões. Eu descobri que esquentando este material a uma determinada temperatura, ele assumia uma forma muito maleável. Mas... chega disso! Onde você tem vivido esse tempo todo? Não vejo nada parecido com um teto...
- Na verdade, tenho dormido na praia.
- Quer conhecer a minha casa?

O analista de sistemas ficou meio sem jeito, mas aceitou. A moça remou com extrema destreza ao redor da ilha. Quando chegou no "seu" lado, amarrou a canoa com uma corda que mais parecia uma obra prima de artesanato. Os dois caminharam por uma passarela de pedras construída pela moça e depararam, atrás de um coqueiro, com um lindo chalé pintado de azul e branco.

- Não é muito, disse ela, mas eu o chamo de "lar".

Já dentro da casa, ela convidou:

- Sente-se, por favor. Aceita um drinque?
- Não, obrigado! Não agüento mais água de coco!
- Mas não é água de coco! Eu tenho um alambique meio rudimentar lá fora, de forma que podemos tomar piñas coladas autênticas!

Tentando esconder a surpresa, o analista aceitou. Sentaram no sofá dela para conversar. Depois de contarem suas histórias, a moça perguntou:

- Você sempre teve barba?
- Não. Toda a vida eu andei bem barbeado.
- Bem, se quiser se barbear tem uma navalha lá em cima, no armarinho do banheiro.

O homem achou que a moça estava de sacanagem, mas foi conferir assim mesmo. Lá em cima, surpreso, fez a barba com um complicado aparelho feito de osso e conchas, tão afiado quanto uma navalha. A seguir, tomou um bom banho, sem nem querer arriscar palpites sobre como ela tinha água quente no banheiro. Desceu a escada sem poder deixar de se maravilhar com o acabamento do corrimão: "Que mulher!"

- Você ficou ótimo! Vou lá em cima também me trocar, vestir algo mais confortável.

Nosso herói continuou bebericando sua piña colada, imaginando se aquilo tudo não passava de um sonho. Em instantes, a moça estava de volta, com um delicioso perfume de gardênias, e vestindo um estonteante e revelador robe, muito bem trabalhado em folhas de palmeira.

- Bom - disse ela - ambos temos passado um longo tempo sem qualquer companhia... Você não tem se sentido solitário? Há alguma coisa de que você sente muita saudade? Que lhe faz muita falta e da qual todos os homens e mulheres precisam?
- Mas é claro! - disse ele esquecendo um pouco sua timidez. Tem algo que venho querendo desesperadamente durante todo esse tempo. Mas aqui nesta ilha... sabe como é... é simplesmente impossível!

- Olha - continuou ela - já não é mais impossível, se é que você me entende...

O rapaz, tomado por uma excitação incontrolável, disse:

- Não acredito! Você está querendo me dizer que... bolou um jeito de receber os seus e-mails aqui na ilha?

::: O que fazer com um sujeito desses?? Nerd! :::

terça-feira, abril 19, 2005

Pessoas que têm um cotidiano feliz são mais saudáveis

LONDRES - As pessoas que se mantêm felizes no dia-a-dia têm índices de substâncias químicas saudáveis mais altas do que as quem demonstram menos satisfação indicou um novo estudo, segundo informa a edição desta segunda-feira da revista "New Scientist". De acordo com os cientistas da Universidade College London, na Grã-Bretanha, isso significa que as pessoas mais contentes podem ter corações e sistemas circulatórios melhores e, quem sabe, até ter o risco de diabetes reduzido.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a depressão está associada com problemas de saúde comparados com estados emocionas em geral. No entanto, segundo a "NewScientist", poucos estudos analisaram o efeito dos humores positivos sobre a saúde. Agora, os cientistas britânicos associaram a felicidade cotidiana a outros níveis de importantes substâncias químicas do corpo, como o hormônio do estresse cortisol.

"Esse estudo mostrou que o fator de as pessoas serem felizes ou menos contentes em sua vida diária têm efeitos nos marcadores biológicos que são associados às doenças", afirmou a psicóloga clínica Jane Wardle, integrante da equipe de pesquisadores. "Talvez a risada seja o melhor remédio", acrescentou ela.

Os cientistas estudaram 216 homens e mulheres de meia idade que vivem em Londres, que participam do projeto "Whitehall II" que estuda centenas de civis, conduzido por Michael Marmot. Os voluntários tiveram de dar uma nota sobre o quão felizes eles se sentiam nos últimos cinco minutos durante seus dias de trabalho e de lazer. Seus batimentos cardíacos e pressão eram medidos por um sistema automático nesses momentos.

Mostras de saliva também foram colhidas dos voluntários em oito pontos durante o dia de trabalho e de folga para testar os níveis de estresse do hormônio cortisol. Em uma ocasião, os voluntários eram chamados ao laboratório e tinham de realizar uma tarefa relativamente estressante, durante a qual suas respostas biológicas eram medidas. A equipe observou fatores como posição sócio-econômica, idade e gênero para poder observar apenas os efeitos da felicidade sobre a saúde.

"Quanto mais feliz você era, menor era o nível de cortisol durante o dia. Para os homens, mas não para mulheres, quanto mais feliz você era mais baixa era sua média de batimentos cardíacos", explicou Wardle.

O cortisol é um hormônio do estresse cujos níveis são associados a doenças como a diabetes tipo II e hipertensão. Índices cardíacos mais baixos são associados a uma boa saúde cardiovascular.

Fonte: Globo Online

::: É... a vida é bela... :::

segunda-feira, abril 18, 2005

Michael Jackson campeão carioca 2005

Juiz rebolativo estraga final do campeonato "errando" lances decisivos contra o Volta Redonda e entregando o título para o Fluminense.


Nenhum jornal saiu com uma manchete dessas hoje. A maioria preferiu imbecilidades óbvias como: "Flu deu um voltaço no Maracanã!" Ninguém dedicou espaço aos erros grosseiros de arbitragem cometidos por Edílson Soares da Silva, o Michael Jackson, que influíram decisivamente no resultado da partida.

Alguns deles chegaram até a afirmar que o fluminense virou o jogo e conquistou o título "empurrado pela torcida". Só se teve outro jogo lá em Marte! Quem esteve no maior do mundo, como eu, viu outra vez uma torcida pequena (incapaz de fechar o anel da arquibancada) e calada em grande parte do tempo, só abrindo a boca para rezar.

Fui ao Maracanã com a Táia, Mayra, Amana e Rodrigo. Chegamos pouco antes do início da partida, e nos juntamos aos cerca de 15000 aurinegros que faziam a festa com bandeiras e balões de gás no setor verde à esquerda das cabines de rádio.

O tricolor da terceira divisão começou atacando para tentar tirar os dois gols de diferença necessários para conquistar o trigésimo título estadual. Mas... foi o Voltaço que abriu o placar aos nove minutos, após bom passe de Mário César para Fábio (cria do Glorioso), que apenas teve o trabalho de deixar o nanico goleiro Kléber estatelado no chão e empurrar para o fundo do gol.

Lembrei da semifinal da Taça GB, quando o Glorioso foi eliminado não pelo Americano mas pelo apito de Michael Jackson. A diferença é que a massa alvinegra era muito mais numerosa e não parou de incentivar em nenhum momento, chegando a fazer tremer a arquibancada algumas vezes, mesmo após levar os gols.

O time da cidade do aço se fechou de vez na defesa e o fluminense tentava atacar, mas sem a menor organização e passou até o fim do primeiro tempo sem ameaçar. Irritado, o treineiro Abel tirou o meia Juninho e colocou o bizarro atacante Rodrigo Tiuí, um negro alto e muito magro, de pernas longas porém finíssimas, que quase sempre se enrola com a bola.

Aos 47, o lance que começou a mudar o rumo da taça, de Volta Redonda para as Laranjeiras: Arouca cruza da esquerda, Tuta sobe junto com Lugão na linha da pequena área e o empurra para baixo fazendo uma falta clara. Ao derrubar o goleiro, Tuta consegue cabecear a bola no travessão. Ela volta, bate no zagueiro Aílson e entra. Empate e intervalo.

O único pecado de Dário Lourenço, treinador do time do sul fluminense, foi apostar demais na defesa. Quem joga pra empatar, quase sempre se dá mal e perde. E a tônica da segunda etapa foi essa, ataque do flu contra defesa do Voltaço. Aos 12 minutos, numa disputa de bola próximo à lateral, o nervosinho Tuta desfere uma cotovelada no lateral esquerdo Maciel e é merecidamente expulso.

Conhecendo bem o soprador de apito, comentei com o Rodrigo que era bom o Volta Redonda tomar cuidado porque ele iria expulsar um deles para fazer média. E ele nem sequer tentou disfarçar, pois não levou nem cinco minutos para isso acontecer: Tiuí dominou a bola pela direita e cortou para o meio. Mário César tirou a bola, e somente a bola. O atacante tricolor se jogou, e ato contínuo, Michael Jackson apitou a "falta" e sacou o cartão vermelho para o meia aurinegro.

Mais cinco minutos e o fluminense chega a seu único gol legítimo na partida, numa falha de Lugão, que não saiu para cortar o cruzamento de Juan. Esse resultado levaria a decisão para os pênaltis, e assim o Volta Redonda tentou uma reação. Aos 35, Túlio invadiu a área mas acabou conseguindo a façanha de chutar em cima de Kleber.

Mais uma vez nos acréscimos, de novo aos 47, o ataque do fluminense teve um impedimento marcado pelo bandeira, mas ignorado pelo árbitro. No lance seguinte, a bola foi cruzada para a área, onde só estavam Antônio Carlos e Lugão. Este saiu hesitante e perdeu a disputa no alto, na qual o zagueiro tricolor havia subido de costas para o gol. A bola bateu na nuca dele e subiu, caindo mansamente dentro da rede, um autêntico gol espírita.

Finalmente a torcida pó-de-arroz se manifestou e comemorou o gol e o título, sem se importar com a vergonha e o ridículo de precisar da ajuda substancial do juiz para derrotar um modesto time do interior. Eles não aprenderam nada com a lição do tri rebaixamento... deixa que o castigo vem num momento oportuno.

::: Tirando isso, o resto do fim de semana foi uma beleza! :::

sexta-feira, abril 15, 2005

Quando a liberdade de imprensa se torna intrusão

Descobri esse site por indicação da Mariana, e é realmente muito bom, por isso reproduzo o texto. Ler coisas em português lisboeta é sempre uma diversão, mesmo quando o assunto é teoricamente sério.



Muito se escreve na imprensa ocidental acerca da liberdade de imprensa na Federação Russa, muitas vezes por jornalistas que não entendem o que escrevem, nem sequer se maçam a pesquisar a área sobre a qual vão escrever, mesmo na Internet. A verdade crua e nua é que as coisas não são bem como andam a dizer por aí.

PRAVDA.Ru é um exemplo da imprensa livre na Federação Russa. Como um dos três directores e chefes de redacção (nesse caso da versão portuguesa) e sendo amigo pessoal dos directores e chefes de redacção da versão russa Vadim Gorshenin e da versão inglesa Inna Novikova, posso declarar que não há qualquer tipo de controlo, nem de influência exercida sobre nós, em qualquer das versões.

Quando iniciei o projecto da versão portuguesa em Setembro de 2002, tive reuniões em Moscovo com as autoridades competentes. Á pergunta se havia linhas-guia a seguir, veio a resposta: “Claro que não. Tem de colocar no jornal a verdade, mais nada. Se a verdade dói a quem for, assim seja”.

O que não se pode fazer na Federação Russa é divulgar mentiras como se fossem a verdade ou providenciar informação gratuitamente a elementos subversivos que trabalham contra o Estado. Por exemplo, há restrições sobre o conteúdo das informações que podem ser divulgadas durante uma crise provocada pelas acções de terroristas. Logicamente.

Porém, há que traçar uma linha entre normas de funcionamento, como existem na Federação Russa, e normas repressivas, como existem hoje em dia na Argélia e em Tunísia, por exemplo, onde a imprensa não está totalmente livre e onde os jornalistas podem ser processados por dizerem a verdade simplesmente porque o Estado a entende como mentira.

Hoje surgiu um belíssimo exemplo duma imprensa intrusiva em Portugal, num dos jornais diários mais vendidos (nem interessa qual, porque esse jornal não interessa mesmo), onde veio na capa a revelação que nas escutas policiais ao telefone do senhor Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do FC Porto, havia referências na gíria portuguesa a prostitutas.

Primeiro, o que isso tem a haver com notícias e segundo, quem passou a procuração a esse farrapo (que não se pode chamar de jornal) de falar da vida pessoal do Sr. Pinto da Costa (mesmo sendo verdade a peça)? Terceiro, se essas escutas estão incluídas no processo policial “apito dourado” que investiga a corrupção no futebol, como é que o conteúdo pode estar apresentado na praça pública, porque sendo parte do processo judicial, influencia o caso. Em muitos países o caso de investigação contra Sr. Pinto da Costa seria considerado nulo só por esse motivo.

Ora bem, o jornal em questão apresentou a cabeça no bloco, porque entre utilizar prostitutas (que não é crime) e utilizar palavras que referem a prostitutas, há uma grande diferença e fica aberto a um processo de calúnia e o devido pagamento duma multa elevadíssima. E merece.

Se um jornal serve para apresentar as notícias à população e se um jornalista serve para as escrever ou apresentar na televisão ou rádio, há que discernir entre o que constitui uma notícia no interesse público e o que constitui fofoqueira, coscuvilhice ou bisbilhotice, seja o que for, que pertence à sala do cabeleireiro ou nos bares, mas que só pertence à sarjeta do jornalismo.

Se Sr. Pinto da Costa utilizar/utilizou ou não prostitutas, o problema é dele e de mais ninguém. Se tivesse sido um caso de rapazes de 18 anos (que não foi), teria também sido uma questão particular. Contudo, se tratasse de rapazes ou moças de sete anos, seria sim uma questão que poderia ser apresentada como de interesse público, porque sendo uma figura pública, a cometer um crime, sujeita-se ao facto que o público tem o direito de exigir um comportamento pelo menos dentro dos limites legais.

Caso contrário, perde o direito. No entanto, o facto do Sr. Pinto da Costa estar sob investigação no processo “apito dourado” não quer dizer que é culpado de qualquer coisa que fosse, até ser julgado (e com essas manchas atiradas contra seu carácter, como é que o processo pode continuar de forma objectiva?) e o facto dele ser investigado não quer dizer que perdeu seus direitos como ser humano.

Imprimir na primeira página duma publicação diária que Senhor X. faz referências a prostitutas nos seus telefonemas (informação que de qualquer modo foi propriedade das autoridades policiais) é uma intrusão na vida pessoal, é interferir com a objectividade do processo legal e é uma expropriação do carácter judicial e fundamental do material em questão.

Isso não se trata da liberdade de expressão ou da imprensa. Trata-se de intrusão.

Há por isso três pontos a ter em consideração na questão da liberdade de divulgar (porque sendo jornalistas, assumimos uma certa responsabilidade e como chefes de redacção e directores, um grau de responsabilidade muito maior).

Primeiro, há normas deontológicas a seguir. Segundo, além de normas, há uma questão ética a respeitar. As normas passam pela representação da verdade na condição de ser de interesse público, e só nessa condição, e a questão ética tem a ver com o respeito pelo ser humano, providenciando-lhe o mesmo tratamento que nós queríamos receber se estivéssemos no lugar dele.

É basicamente uma questão de decência comum. Os leitores saberão discernir entre os órgãos que trazem notícias a eles, e os outros e depois questionar-se-ão se valeu a pena gastar o seu dinheiro do modo que gastaram.

Fonte: Pravda.ru

::: É bom saber que existem portugueses do bem! :::

Estagiário de direito

Mais uma de "adevogados" para não perder o pique:

Era meu aniversário de 37 anos e meu humor não estava lá essas coisas. Naquela manhã, ao acordar, dirigi-me à copa para tomar café na expectativa de que meu marido dissesse: "Feliz aniversário, querida!" Mas ele não disse nem bom dia... Aí pensei: "Esse é o homem que eu mereço até o fim da dos meus dias!"

Não desisti e continuei a imaginar: "As crianças certamente lembrarão..." Quando elas chegaram para o café não disseram nem uma palavra. Saí de casa bastante desanimada, mas me senti um pouco melhor quando entrei no Fórum e o meu jovem estagiário disse: "Bom dia Doutora. Meus parabéns, Feliz Aniversário!"

Quem diria, finalmente alguém havia lembrado, e logo o estagiário... Trabalhei até meio-dia, quando o estagiário entrou na minha sala falando: "Sabe Doutora Promotora, Está um dia lindo lá fora, e já que é o dia do seu aniversário, pensei que poderia convidá-la para almoçar juntos, só a senhora e eu."

Como ele era o maior gatinho e eu já estava puta com meu marido, decidi aceitar. Fomos a um lugar bastante reservado, nos divertimos muito, e no caminho de volta ele sugeriu: "Doutora, com esse dia tão bonito, acho que não devemos voltar ao Fórum. Vamos até o meu apartamento, e lá tomaremos um drinque para comemorar."

Fomos então para o apartamento dele, e enquanto eu saboreava um Martini ele disse: "Se não se importa eu vou até o meu quarto vestir uma roupa mais confortável." Ao que eu respondi: "Tudo bem. Fique à vontade."

Decorridos mais ou menos cinco minutos, ele saiu do quarto carregando um bolo enorme, seguido de meu marido, meus filhos, amigas e todo o pessoal do Fórum... Todos cantando: "Parabéns Pra Você"!

E lá estava eu, totalmente nua, sem sutiã, sem calcinha, sentada de perna aberta no sofá da sala... pronta para dar para o meu estagiário gostoso...

::: É por isso que eu digo: ESTAGIARIO SÓ FAZ MERDA! :::

quarta-feira, abril 13, 2005

Coração de advogado

Num sábado de manhã, um bem sucedido advogado estava sendo conduzido em uma limusine para sua chácara, quando observou dois homens maltrapilhos comendo grama ao lado da estrada. Ele ordenou imediatamente ao motorista que parasse, saiu do veículo e perguntou:

- Por que vocês estão comendo grama?
- Porque nós não temos dinheiro para comprar comida - respondeu um dos homens.
- Bem, você pode vir comigo para a chácara - disse o advogado.
- Senhor, eu tenho uma esposa e três filhos aqui.
- Traga-os também - replicou o advogado.
- E quanto ao meu amigo?

O advogado virou-se para o outro homem e disse:

- Você pode vir também.
- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos - diz o segundo.
- Não há problema. Eles podem nos acompanhar - disse o advogado enquanto se dirigia de volta à limusine.

Todos se acomodaram como puderam na limusine e, quando já estavam a caminho, um dos acompanhantes disse:

- O senhor é muito gentil e bondoso, obrigado por levar a gente com o senhor.

O advogado respondeu:

- Não precisa agradecer, vocês vão adorar minha chácara. A grama está com quase um metro de altura!

::: É por aí mesmo que esse pessoal raciocina :::

terça-feira, abril 12, 2005

Feeling de Bêbado

Uma mulher foi às compras em um supermercado perto de casa, onde pegou:

a) 2 caixas de leite desnatado,
b) 1/2 dúzia de ovos,
c) 1 litro de suco de laranja,
d) 2 alfaces americanas,
e) 1 kg. de café descafeinado,
f) 1 pacote de carne de soja,
g) 1 Cream Cheese
h) 1 garrafa de Coca Cola light lemon
i) 6 iogurtes de ameixa
j) 300 gramas de peito de peru defumado

Ela estava passando as compras do carrinho para a esteira do caixa, e um bêbado, seguinte na fila, a observava. Enquanto o caixa registrava as suas compras, o bêbado calmamente disse:

"Você deve ser solteira."

A mulher ficou um pouco espantada com a declaração, e intrigada com a intuição do bêbado, já que, de fato, era solteira. Ela olhou os dez itens sobre a esteira e não viu nada de particular em sua seleção que pudesse sugerir ao bêbado seu estado civil. Com a curiosidade aguçada, ela disse:

"O senhor sabe, está absolutamente correto. Mas como diabos conseguiu descobrir isso?"

E o bêbado respondeu:

"É porque você é feia pra caralho!"

::: Por isso que eu parei de beber... :::

segunda-feira, abril 11, 2005

Volta Redonda, olímpica e triunfal sobre o salto alto tricolor

O estadual 2005 provavelmente já teria acabado se um soprador de apito não tivesse inventado um pênalti pra lá de suspeito, no melhor estilo Mandrake, na partida entre o Voltaço e o flacasso, na semifinal da Taça Rio. O time da imensa massa de iletrados pagou caro pela vitória injusta e indevida e levou um chocolate da páscoa com uma semana de atraso do limitado tricolor das laranjeiras: 4x1.

Este por sua vez, assumiu durante a semana a condição de favorito ao título, com o tradicional oba-oba da imprensa e torcida. Até que na sexta-feira, Maicon, um inocente aprendiz de perna-de-pau, recém saído das fraldas, respondeu o seguinte quando perguntado por um setorista se ele arriscava um palpite para o primeiro jogo contra o Volta Redonda:

"Acho que o Fluminense ganha por 2x0."

Pois é, ele quase acertou. Aliás, se o jogo terminasse aos 5 minutos do primeiro tempo ele teria se dado bem. Mas... nos outros 85 minutos o time da terceira divisão mal viu a cor da bola, e levou um passeio com estilo do surpreendente time do Vale da Paraíba.

Comandado por Dário Lourenço fora do campo e pelo incansável craque Túlio Maravilha dentro dele, o Voltaço virou a partida na segunda etapa e chegou a abrir 4x2. No fim, após inúmeras caneladas e gols perdidos, o bonde Tuta diminuiu numa desatenção da defesa aurinegra.

Com esse placar de 4x3, basta ao Volta Redonda empatar a segunda partida para se tornar o primeiro campeão estadual de fora da capital em 99 anos de disputa. Se o tricolor vencer por um gol de diferença a decisão vai para os pênaltis. E somente com uma vitória por dois ou mais gols de saldo o fluminense leva o título.

A medíocre torcida pó de arroz mostrou mais uma vez o quanto é pequena, não só em tamanho como em disposição. Pouco mais de 30000 pessoas estavam na arquibancada pelo lado tricolor, com cerca de 5000 abnegados fãs do Voltaço completando o ridículo público de 35000 pagantes numa final de campeonato.

Sem falar que eles ficam calados o tempo todo, só de vez em quando cantam uma oração para o recém-falecido Papa João Paulo II. Pensando bem, não dá para esperar muito mais do que isso: com um time horrível desses, só rezando mesmo!

No final, o melhor. E não me refiro ao olé, nem ao resultado em si, mas à entrevista dada pelo treinador do Volta Redonda à Vênus Platinada:

Repórter: O que você achou da reação do time na partida?
Dário: O gol no final do 1º tempo foi fundamental, e no segundo tempo tivemos tranqüilidade para virar o jogo, impondo nosso ritmo.
Repórter: Alguma mudança para domingo?
Dário: Vamos ver durante a semana...
Repórter: Essa vitória foi uma resposta às provocações do Abel?
Dário: Não, a ele não. Mas teve gente que falou muita besteira durante a semana. Na sexta-feira, um colunista do jornal "O Globo" (o bestial Renato Maurício Prado, meu parêntese) escreveu que o Fluminense ia dar de goleada. Tem que falar para o pessoal lá do Globo escolher melhor seus colunistas! Dedico a vitória a ele!

Sensacional!! Soube depois que o narrador e o comentarista foram corporativistas e ficaram defendendo o colega no ar, dizendo que o técnico tinha que aproveitar a vitória e não alfinetar a imprensa. Ah, então tá! O cara escreveu merda, como de costume, e quem é atingido ainda tem que escutar calado? Tô fechado com o Voltaço e não abro!

A propósito, joguei bem na pelada sábado, com a camisa atual do eterno Túlio Maravilha, fiz dois gols e algumas jogadas muito bonitas, além de combater o tempo todo.

::: Domingo estarei lá mais uma vez, para a despedida definitiva da geral, que já está deixando saudades :::

quinta-feira, abril 07, 2005

Uma comparação (para refletir)

Chegando em casa, liguei a tv e fiquei vendo Santos x LDU. Que diferença! Não tem como não gostar do Robinho: ele é tudo aquilo que todo moleque gostaria de ser. Vamos combinar que a tal LDU é um time extremamente limitado que só tem chance quando joga nos quase 3000m de altitude de Quito, mas o Santos só não enfiou mais por causa do caneleiro Deivid, que é o único que destoa no time paulista comandado por Gallo. (aquele mesmo, cabeça de área lento e botinudo, mais um discípulo de Lalauxemburgo, que praga!)

Quase não há erros de passe e pasmem, num jogo valendo pela Libertadores, o time da Vila Belmiro cometeu apenas quatro faltas... em toda a partida!!! E dá-lhe Robinho, entortando e enlouquecendo o lateral direito e zagueiros equatorianos. Final 3x1, Santos. Desde 2002, o alvinegro praiano investe maciçamente nas divisões de base, de onde saíram Diego, Robinho, Elano entre muitos outros.

A diretoria soube capitalizar os dois títulos brasileiros e o vice na Libertadores e contratou bons jogadores para compor o elenco, além de fechar bons contratos de patrocínio que rendem muitos cobres aos cofres santistas.Aí fica a dúvida? Por que o Botafogo não tenta esse caminho? Tradição por tradição, os dois clubes têm uma trajetória semelhante.

Por que insistir na contratação, a peso de ouro, de veteranos cansados e desinteressados, que ficam no esquema come e dorme, sugando os escassos recursos do clube sem trazer nenhum retorno? Exemplos: Guilherme, Caio, Scheidt, Ramon, Valdo, Luizão, Mortinho Paulista.

Por que insistir na contratação de jogadores obscuros de times inexpressivos, pagando gordas comissões a empresários que não têm o menor interesse no sucesso do clube, usando-o apenas como vitrine para exposição de "produtos"? Exemplos: Rogério Souza, Luis Cláudio, Elvis, Raúl Estévez, Dill, Marquinhos, Juca entre tantos outros.

O caminho é investir na base, revelar talentos, injetar sangue novo no time, criar identificação entre atleta, clube e torcida. Quem joga no Botafogo tem que saber o que é o Botafogo, tem que ter no mínimo respeito pela história do clube. Não falo nem em "amor à camisa", porque sei que hoje em dia já não há espaço para isso na ditadura do "profissionalismo".

Sei que isso que escrevo não é nenhuma novidade, mas será que ninguém vê? O campeonato nacional promete ser duríssimo, e quatro times descem para a Série B em 2006. Além disso, já faz sete anos que não entra nenhuma taça em General Severiano. Periga, daqui a pouco, a gente começar a ouvir torcedores de outros times cantando parabéns para nós outra vez, como acontecia na década de 1980...

::: Acorda, Bebeto! As eleições estão chegando e não queremos aturar o Montenegro e sua turma de novo... :::

Empate é derrota, hoje e sempre.

2005 começou muito bem para o Botafogo e para mim em particular. Mas aos poucos, velhos problemas voltaram a acossar nosso time e nossa torcida. Depois do Americano, Fluminense e Cabofriense nos tirarem do estadual, mesmo sendo o clube com a segunda melhor campanha, ontem o Paulista de Jundiaí eliminou o Glorioso da Copa do Brasil com o empate em 2x2, diante de pouco mais de 5000 testemunhas no Maracanã.

Depois do empate com a Cabofriense, Bonamigo caiu e para o seu lugar foi contratado... Paulo César Gusmão, o algoz! Confesso não lembrar de nenhum caso parecido, mas é aquela história: se não consegue derrotar o inimigo, junte-se a ele. O time partiu para a aprazível Águas de Lindóia com o objetivo de escapar das cobranças da torcida, dar uma chance para PC conhecer o elenco e se concentrar exclusivamente no jogo contra o time do interior de São Paulo.

Como dizem os coleguinhas de rádio, "detalhe": uma rápida olhada no cartel do bravo discípulo de Luxemburgo aponta o seguinte retrospecto: Vasco da Gama, nenhum título; Palmeiras, nenhum título; Flamengo, sem nada e quase rebaixado para a Série B em 2004; Cruzeiro, título mineiro 2004 (detalhe do detalhe: os próprios mineiros não dão a mínima para o campeonato, tanto que o chamam de "Ruralzão" ou Rural...) mas eliminado da Libertadores; Cabofriense, fracasso no estadual 2005. Será que esse sujeito tem perfil para ser treinador do Botafogo? Eu não vejo como um cara que fracassou em todos os lugares que passou possa vir a fazer sucesso justo agora, por aqui. E ele tratou de confirmar isso logo de cara!

Como o jogo de ida terminou em 1x1, bastava ao Glorioso um empate em 0 a 0 para se classificar para as oitavas de final da Copa do Brasil. Todos sabem o que acontece com quem entra pensando em empatar...

Aos 4 minutos, após cobrança de escanteio rasteira, o bom atacante Léo (que passou pelo Botafogo em 2003, sem ser aproveitado) arriscou um despretensioso chute de fora da área. Jefferson pulou de forma estranha e a bola passou ao lado de sua mão esquerda, entrando no meio do gol. Uma falha extremamente inoportuna desse que vinha sendo o destaque do time em todas as partidas.

Atordoado com a desvantagem, o alvinegro só conseguiu criar a primeira chance aos 13. O inoperante Juca fechou os olhos e mandou ver, também de fora da área. Provavelmente a bola iria parar na arquibancada, como já aconteceu muitas outras vezes, mas encontrou as costas de um zagueiro e subiu com uma trajetória diferente, enganando e encobrindo o goleiro Rafael que estava adiantado.

Esse resultado levaria a disputa da vaga para os pênaltis, mas o Paulista não se acomodou e continuou explorando o contra-ataque. Um desses resultou numa falta na intermediária aos 32 minutos. O meia Cristian bateu de trivela, com muita força, e a bola entrou no ângulo esquerdo de Jefferson. Uma bola indefensável, mesmo sendo de longe.

Um locutor flamenguista imbecil, que dizem ser o melhor do Rio, pergunta para o comentarista: “Esse goleiro é horroroso! Tá falhando muito! Será que não era melhor colocar o Max? Ou será que não é trocar xixi por pipi?” (acredite, as palavras foram ditas assim mesmo) O comentarista solta uma gargalhada e concorda.

Talvez fosse o caso de algum Geraldino mijar numa garrafa d’água e arremessar dentro da cabine onde esses infelizes “trabalham”, para verem que xixi e pipi é o desserviço que prestam mentindo escandalosamente para torcedores do Brasil inteiro, num jogo sem televisão (O Sportv preferiu passar o sensacional duelo entre Corinthians e Cianorte, e a flaglobo ficou com o Santos x LDU). Tenho medo só de imaginar que amanhã posso estar dividindo o microfone com essa gente...

Para se classificar, agora o Botafogo precisaria de dois gols. E aos 35 PC resolveu mostrar serviço, sacando o inacreditável Elvis, que errava passes de dois metros, colocando Almir. Três minutos depois, o "matador" Guilherme aproveitou um erro de passe do Paulista no meio campo e fez um lançamento primoroso (acredite se quiser) para Alex Alves, que ganhou da zaga na corrida e tocou com categoria por cima do goleiro. 2x2.

Intervalo, e os repórteres correm pra cima do goleiro Jefferson. Reproduzo uma das entrevistas mais insólitas que já ouvi na minha vida. Nesse caso, os ponteiros trabalharam direito, as respostas (em negrito) é que foram surreais:

- O que houve nos gols, Jefferson?
- Confesso que falhei no primeiro gol, mas no segundo o jogador deles foi feliz.
- Mas o chute foi de muito longe, houve uma desatenção?
- Não, é que eu entrei um pouco cansado (!?!?!?).
- Cansado? De quê? O Botafogo está a duas semanas sem jogar!
- Não sei. Estou um pouco cansado.
- Aconteceu algum problema durante o dia, na alimentação ou no sono?
- Não sei qual é o problema. Não sei se dormi muito, ou pouco, ou se não dormi!(!?!?!)
- Você não sabe se dormiu mal ou não dormiu?
- É... não sei...

Dá pra acreditar num negócio desses? Só mesmo no Botafogo, né? Jefferson foi campeão mundial sub-20 com a seleção e foi o melhor goleiro do brasileiro 2004 e do estadual 2005. Mas como todo goleiro, está sujeito a falhar. Até aí tudo bem, mas entrar em campo "cansado" e sem saber se dormiu ou não é demais! E olha que ele nem é da turma dos putanheiros e farristas como alguns "atletas" do clube...

No segundo tempo, como era de se esperar, o Botafogo entrou com tudo e o Paulista tratou de ficar na retranca. Mas bola na rede que é bom mesmo, nada. Já no final, na base do desespero, aos 41, Ricardinho chutou a bola na trave e voltou para Guilherme que, dentro da pequena área, mandou na trave de novo. Só que dessa vez, após bater na trave, a bola entrou e foi tirada já de dentro do gol. Os jogadores protestaram, mas o bandeirinha e o juiz ficaram impassíveis e deixaram o jogo correr.

Terminou a partida e terminou a participação do Botafogo na Copa do Brasil. O time jogou mal? Sim, jogou. Mas é a terceira vez em menos de dois meses que o alvinegro é eliminado por erros de juízes. Esse nem foi grosseiro como os anteriores, mas teve o mesmo efeito.

::: Agora, só nos resta ganhar o brasileiro! :::

terça-feira, abril 05, 2005

O facão do Assador

O gaúcho chega em uma churrascaria em São Paulo, senta e, indignado,chama o garçom:

- Mas bah! Lá na minha terra não tem essa história de cardápio. Nos pampas, a gente escolhe a carne cheirando a faca do assador!

O garçom deu um sorriso irônico, mas como não queria perder o cliente atendeu a caráter. Dirigiu-se ao assador das carnes, pegou sua faca que tinha acabado de cortar uma picanha e levou-a ao gaúcho. Ele pegou a faca, colocou-a embaixo de seu nariz e exclamou:

- Mas bah! Essa picanha está maravilhosa, me traz um pedaço, tchê!

O garçom, assustado, serviu a picanha e, logo após, buscou a faca utilizada para cortar a costela e deu para o gaúcho. Este exclamou:

- Mas bah! Essa costela está no ponto! Pode trazer, tchê!

O garçom continuou sem acreditar naquilo e foi à cozinha mais uma vez. Trouxe outra faca diferente para testar o gaúcho:

- Mas bah!Agora este serviço está melhorando!Adoro lingüiça toscana, corta uma pra mim!

O garçom, já puto da vida com o gaúcho, pegou uma nova faca e pediu pro assador:

- Tião (assador) passa a mão no teu pau e depois esfrega nessa faca! Mas esfrega com vontade!

Dito e feito, o garçom entregou esta faca para o gaúcho. Ele a colocou em frente de seu nariz, suspirou, sorriu, olhou para o garçom e disse, surpreso:

- Mas bah! Como este mundo é pequeno, tchê! O Tião trabalha aqui!?!?!

::: Gaúcho é tudo igual... huahuahua :::