quarta-feira, março 30, 2005

Jornalistas querem reagir contra sua banda podre

Réu em cerca de 100 processos por crime contra a honra, o comentarista esportivo Jorge Kajuru foi condenado, na semana passada, a 18 meses de detenção, em regime aberto, na Casa do Albergado de Goiânia. O processo foi aberto pela filial da Rede Globo em Goiás, onde a emissora é tocada pela Organização Jayme Câmara. Kajuru, cujo nome é Jorge Reis da Costa, responde por, pelo menos, mais 108 processos por dano moral.

Por ser definitiva, a decisão é incomum. Por ter sido movida por empresa jornalística, é emblemática. A condenação acontece em um contexto pouco favorável para a imprensa em geral e especialmente ruim para os jornalistas. Levantamento feito por este site, há pouco mais de 1 ano, mostra que para um universo de 2.783 jornalistas de 5 grupos jornalísticos havia 3.342 ações judiciais por dano moral.

O estudo mostra que a imprensa foi engolfada pelo alto grau de litigiosidade que vigora em todos os setores do país, o que se constata pelo entupimento do sistema judicial. Mas mostra outras duas vertentes típicas do setor: uma é o assédio judicial movido por políticos, empresários, juízes e outros segmentos que usam o Judiciário para que suas mazelas fiquem em segredo.

O outro vetor é o segmento de empresas e profissionais que usam o jornalismo para fazer negócios: suprimem ou dão notícias em troca de dinheiro, publicidade ou favores. É esse setor que contamina a imagem de toda a imprensa, contribuindo para a multiplicação de processos e condenações.

Caso concreto

Um caso acabado de extorsão é descrito em detalhes nos autos de processo (000.02.226954-1) julgado pela 2ª Vara Cível Central de São Paulo. Enquanto um empresário e sua empresa eram alvejados por notas consideradas mentirosas e ofensivas de um colunista, as vítimas foram procuradas por uma ONG do próprio jornalista para comparecer com uma "doação" de 30 mil reais. Sem a doação, os ataques recrudesceram.

A ONG em questão é uma entidade assistencial chamada Projeto Down, alegadamente voltada para o apoio a crianças acometidas da síndrome. A entidade tem o mesmo endereço da empresa jornalística e o site do colunista direciona os leitores para o projeto down.

Gilberto Luiz di Pierro, que atende pelo pseudônimo de "Giba Um", e sua empresa, a Manager Comunicação, foram condenados pelo juiz José Tadeu Picolo Zanoni a pagar 1.000 salários mínimos como reparação.
Em sua sentença, o juiz anota que o pedido de dinheiro "foi claramente confessado". A coincidência de o endereço do recibo da ONG ser o mesmo da Manager, afirma Picolo Zanoni "derruba toda a argumentação dos requeridos em prol do trabalho social que eles acreditam desenvolver".

O colunista Giba Um, em primeira instância, já foi condenado e recorre contra outras decisões que lhe impuseram as penas de três meses de detenção, uma reparação de 20 salários mínimos e outra de 500 salários. Outros processos estão em curso, como o da filha do presidente Lula, Lurian, e do prefeito Blumenau. Ambos pedem reparação de 1.000 salários mínimos. Todos os casos envolvem crime contra a honra.

Reação de classe

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) reuniu-se neste final de semana para discutir suas diretrizes para 2005. Na pauta, uma campanha de revalorização profissional. O vice-presidente da Federação, Fred Ghedini, que também dirige o sindicato dos jornalistas de São Paulo, concorda que para recuperar o respeito da sociedade e do Judiciário a corporação deve reagir contra quem usa o jornalismo para atos de banditismo.

"Por isso vamos retomar a luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas", afirma Ghedini. O Conselho teria instrumentos disciplinares mais efetivos que as comissões de ética da Fenaj e dos sindicatos. Segundo o dirigente, "uma ação mais firme no âmbito profissional traria um ganho de qualidade nessas questões", que hoje são arbitradas de forma descompensada pela magistratura.

Da Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2005

::: Será que o conselho sai dessa vez? Vamos aguardar... :::

quinta-feira, março 24, 2005

Bolinha de Pinball - Parte II

Voltei pra casa para me livrar da roupa pesada e da mochila idem. Bermuda e sandália no pé, estou pronto para ir ao Maraca. O trânsito está infernal por todos os lados por causa da chuva e da véspera de feriado, por isso, resolvo ir de metrô, apesar de não gostar das baldeações.

Tem uma pelada preliminar entre os reservas do Volta Redonda contra os do fluminense, que não vale nada porque ambos já estão na semifinal. Em seguida, depois da novela, mas sem a transmissão da flaglobo, que preferiu o vermelho e preto mais uma vez num jogo contra o América que não vale nada, o Glorioso entra em campo contra a poderosa Cabofriense, em busca da vaga para a semifinal.

Parei na parmê e comi uma pizza de calabresa. Depois encarei a longa viagem no metrô lotado. Na transferência para a linha 2 encontrei a Débora, que trabalhou comigo na... naquele lugar que não gosto de falar o nome. Ela está ainda mais linda do que já era antes, e me ajudou a esquecer de vez a biba portenha.

Chego na bilheteria, e para minha surpresa ainda havia ingressos de meia-entrada. Mais surpreendente ainda, a bilheteira, uma loura linda de olhos azuis e óculos. Parecia uma miragem no meio do deserto: ainda por cima, ela era simpática, sorridente e sabia todas as informações que eu pedi sobre os próximos jogos!! Uma sereia perdida no meio daqueles tubarões bandidos que trabalham na SUDERJ! Eu deveria ter tentado pedir a mão dela em casamento, mas me faltou a coragem que sobrava naquele narigudo que pensa que é gente.
Apenas balbuciei: “Muito obrigado, você é linda!” ela ficou vermelha, riu e eu fui embora.

Lá dentro, O Voltaço ia dando uma chinelada no subtime de terceira até que o soprador de apito resolveu inventar um pênalti para o fluminense, final 3x2 para o tricolor.

Encontrei o meu amigo e discípulo Pedra na arquibancada branca e vimos o jogo juntos, como de hábito. Não estava tenso, como deveria estar, e estava desconfiado de que alguma coisa não ia bem. Menos em relação ao jogo do Vasco e mais em relação ao jogo da Portuguesa, que tinha mais chances em caso de fracasso nosso.

Quinze minutos nada de gol, o time parece sonolento, e eis que o nosso Alex Alves arrisca uma jogada de ataque, e passa para Ramon. Este, dentro da área, mas de costas para o gol, gira manhosamente para a direita, esperando que o beque o derrube. Dito e feito, pênalti para o Glorioso. Alex bate e faz 1x0. Quase não comemorei.

Aos 24, Alex foi à linha de fundo e cruzou precisamente para o arremate de nosso “matador” Guilherme. 2x0, tudo normal e eu quase quieto na arquibancada. O comentarista diz que o placar é injusto, porque a Cabofriense dominava “amplamente” o jogo e o Botafogo havia “apenas” feito os gols. Engraçado, porque quando acontece o contrário, é justo que o alvinegro seja castigado por não fazer os gols...

Depois da saída, o simpático Arcelino saiu fazendo fila e driblou três jogadores nossos que não esboçaram muita reação. Apenas César Prates correu para evitar que ele marcasse, e deu um carrinho na entrada da área. Por ser o último homem, o juiz o expulsou. Com um a mais, o time de Cabo Frio se animou e veio pra cima, principalmente com o endiabrado Diego que após rebote num escanteio, chutou sem chances para Jefferson.

Aos 43, o incansável Túlio roubou uma bola no meio e partiu ele mesmo pela esquerda. Cruzou na medida para Guilherme que apenas teve o trabalho de empurrar com a direita para o canto direito do goleiro. Dessa vez vibrei com mais entusiasmo e a torcida, precipitadamente, começou a gritar “Adeus Vasco, Adeus Vasco!”. Não gosto desse tipo de coisa, menos ainda faltando um tempo inteiro por jogar.

No segundo tempo, a Cabofriense voltou pressionando ainda mais e diminuiu aos 10 com um gol de Diego. Importante dizer que ele estava impedido na hora em que recebeu a bola, mas vão dizer que é choro de perdedor, né?

Diego foi às redes buscar a bola para recomeçar o jogo o mais rápido possível e formou-se uma confusão entre ele e os jogadores do Botafogo. Quando saía da área, Elvis tentou tirar a bola dele, que caiu como se tivesse levado um soco, ou coisa pior. O honesto e justo soprador de apito, atendeu o apelo do bandeirinha e o expulsou pela “agressão”.

Com dois a menos, não há esquema tático ou preparo físico que resista. Nosso técnico Bonamigo (da onça) pensou em segurar o resultado e seu emprego tirando os atacantes Alex Alves e Guilherme, para a entrada do cabeça de área Thiago Xavier e do machucado atacante Ricardinho.

Não podia ter dado certo, e não deu. Por piores que sejam as condições, um time nunca pode abdicar do ataque. Por pior que seja o adversário, ele vai acabar marcando, nem que seja só pela insistência. Como a essa altura o Vasco já vencia o Olaria por 2x1, se a Cabofriense empatasse o Botafogo seria eliminado do campeonato.

E aos 29, a casa acabou caindo de vez: Diego, outra vez em posição pra lá de duvidosa, recebeu passe de calcanhar de Flavinho e empatou a partida em 3x3. A partir daí, curiosamente, o time da região dos lagos diminuiu o ritmo, mesmo com dois a mais. Inexplicavelmente, já que se fizesse mais um gol e vencesse, se classificaria para a semifinal eliminando o flamengo que não passou de um empate sem gols com o América.

Aos 37, já no desespero, nosso treinador saca o lateral esquerdo Daniel e coloca em campo o atacante Almir. Aos 43, ele fez uma jogada que marcou sua atuação na série B em 2003, arrancando com a bola desde o meio campo driblando dois adversários e mais um na entrada da área, cortou pra esquerda e chutou no canto direito do goleiro, a bola caprichosamente bateu num zagueiro e saiu em escanteio.

No minuto seguinte, o juiz resolveu fazer uma média e expulsou Flavinho por uma falta em Ramon, que por sinal nem foi das mais grosseiras, mas Pablo dos Santos Alves queria mostrar “isenção” e que estava coibindo a violência...

Então tá... 47 minutos, o juiz encerra a partida. As pessoas se entreolham na arquibancada, não sabem o que fazer, parecem não acreditar no que viram, mas é isso aí mesmo: o Botafogo está fora do campeonato devido a mais um gol irregular, mesmo tendo a segunda melhor campanha entre todos os clubes.

Enquanto isso, Vasco (sexto lugar) e flamengo (oitavo) continuam na disputa! Aliás o time da gávea poderia ter conseguido (e quase conseguiu) a façanha de ser rebaixado e campeão ao mesmo tempo! Cosias do regulamento... se a gente conta uma dessas lá em Lisboa, diriam que é piada de brasileiro!

Fui até a saída do estacionamento, vi alguns dos nossos “craques” se escondendo dentro do ônibus, e fiquei conversando com meu amigo Vitor, que é chefe da equipe de seguranças e conselheiro do clube. Depois levei o Gustavo até o Cervantes para comer um sandubão de filé com queijo e abacaxi e mostrei pra ele onde fica o Bip-Bip, reduto de sambistas de plantão no Posto 5. Três da manhã, fim da linha.

::: A nossa bolinha caiu e se foi, agora só resta torcer para Túlio Maravilha e o Voltaço conquistarem o título e acabar com a festa dessa gentinha :::

Bolinha de Pinball - Parte I

Pra cima, pra baixo, pra cima, pra baixo.
Pra dentro, pra dentro, pra fora... Pra fora? Pra fora!!!

Assim passou meu dia 23 de março de 2005. Acordei às quinze pras sete em Niterói, na casa do meu camarada Vitor Munhoz, numa prévia do que pode vir a se tornar uma rotina a partir do mês que vem. Peguei a barca de 07:12 e cheguei no escritório exatamente uma hora depois.

Tudo indo normal até as 10. Toca meu estridente tijolo móvel, do outro lado da linha fala Adriana, que faz uma proposta indecente: “Esteja de barba feita e bem arrumado no Marina Hotel às 14:30, 26º andar!”

Calma, não é isso que vocês estão pensando, a coisa é estritamente profissional: vender alguns exemplares de livros do autor Dernizo Pagnoncelli, que estaria no local proferindo uma palestra e distribuindo autógrafos.

Saio do escritório às duas em ponto e pego um táxi para casa, para poder entrar no perfil pedido pela “minha chefe”, vamos dizer assim. Chego no hotel, um cinco estrelas no Leblon, e procuro por Priscila, que deveria estar com os livros.

Quando finalmente a encontro, ela diz que nada sabe sobre os livros. Tudo bem, nem prestei muita atenção no que ela dizia, e não é difícil explicar por quê:

Priscila é uma morena bronzeada de nada mais nada menos que 1,85m de altura. Disso tudo pode colocar que mais de um metro são só de pernas, belíssimas pernas por sinal. As ancas também superam a marca dos 100cm por larga margem, e para não deixar a menor dúvida, longas madeixas castanhas lisas (mas não alisadas) que batem na cintura, devendo estar mais ou menos nessa metragem.

Não consegui encaixar um papo não profissional com ela, mas nem precisava, pelo contrário, poderia até estragar aquela visão do paraíso na Terra. Só pelo olhar, arrogante, já deu pra sacar que ela é daquele tipo de mulher que tem a exata noção do quanto é linda e gostosa, e que somente por isso pode conseguir tudo que quiser. Inclusive humilhar e esnobar todo e qualquer homem que não lhe interesse, no caso, eu.

Os potenciais compradores dos livros, que assistiam à palestra, iam abrindo o bolso e comprando alguns exemplares. Ao mesmo tempo passavam pelo lugar onde eu estava hóspedes do hotel, na maioria gringos que se dirigiam para a sauna e piscina, que ficam no andar de cima.

Seis horas, empacotei os livros que sobraram e fiquei admirando essa moça que mais parecia uma obra de arte do que qualquer outra coisa. Filosofando (mentalmente) como é bom ser homem, e melhor ainda ser apaixonado pelas mulheres. Me despedi dela e das outras duas pessoas que estavam na organização do evento.

Esperando o elevador, que demora uma eternidade, já que são apenas dois para atender 26 andares, pára ao meu lado um hóspede que parecia recém-saído da piscina. Reparei que ele já tinha passado algumas vezes antes pelo corredor e olhado para mim bem mais do que deveria.

Entramos eu e o sujeito no elevador, que é todo espelhado e tem uma enorme câmera de vigilância no teto. Na esperança de evitar o pior, fico de costas para o cara, e olho no espelho para ajeitar a barba, sabendo que continuo sendo observado. Mesmo assim, ele não se conteve e soltou a pérola: “És muy lindo!”

Virei e fiquei de frente pro infeliz, com a cara de mais ódio e nojo que consegui fazer e soltei um “Como é que é?!” Ele, fingindo arrependimento, levantou as mãos como se não tivesse entendido o que disse ou ficado com medo de apanhar e emendou “Desculpe”. Chegou no andar dele e saiu.

A porta fechou e eu comecei a gritar: “Argentino! Viado! Cheirador! Filho da puta! Morre de aids! Vai dar o cu no inferno!” (Sei que é tudo redundante, mas não custa nada recitar...) Tudo isso esmurrando o espelho e mostrando o dedo médio para a câmera.

Por que a Priscila, que passou a tarde inteira comigo, não teve uma sacada dessas: “Você é lindo!”; “Vamos jantar amanhã.”, “Vamos lá pra casa pra eu te mostrar minha coleção de biquínis” ou qualquer coisa na linha?

Como é que um argentino viado depilado pau no cu desgraçado sem mãe, (não dá pra evitar...) que ficou apenas 30 segundos perto de mim, teve a cara de pau de me dar uma cantada tosca dessas?

Ainda bem que eu tive a presença de espírito e auto controle suficientes para me segurar e não partir pra cima e dividir o focinho desse infeliz em dois. Poderia dar uma merda grande dupla: eu perder futuros eventos, e ainda por cima esse cão do inferno se apaixonar por mim de vez e querer levar mais porrada.

::: Achou que tava ruim? Prepare-se porque o pior ainda está por vir... :::

terça-feira, março 22, 2005

Audi A4 e Fiat Uno

Um grupo de brasileiros alugou um carro na Alemanha para viajar pela Europa. Quando eles chegaram na fronteira de Portugal, o policial português deu uma volta ao redor do carro e disse aos brasileiros:

- Vocês não podem passar.
- Mas por quê? - perguntou o motorista brasileiro.
- Porque vocês são cinco num Audi a Quatro.
- E daí?! - disse o brasileiro - Isso não tem nada a ver. “A Quatro” é o modelo do carro, mas o senhor pode olhar os documentos e ver que é um carro de cinco lugares.
- Isso não me interessa - continuou o policial português - O meu chefe me passou a orientação de que num Audi A4 podem viajar no máximo quatro passageiros.
- Mas isso é um absurdo!! - indignou-se o brasileiro - Chame o seu chefe agora, que eu preciso falar com ele, isso é inacreditável!
- Agora não será possível, ele está muito ocupado. Vocês vão ter que aguardar.
- Ocupado com o quê?
- Com os dois caras do Fiat Uno.

::: Só para relaxar... :::

segunda-feira, março 21, 2005

paulista = argentino

Diálogo entre pai e filho corintianos após a vitória do Corinthians sobre o Palemiras por 2x0 no Morumbi, ontem à tarde:

- Pai?
- Fala, filho.
- Por que eu não entendo o que esse jogador novo do Corinthians fala?
- Porque ele é argentino, filho.
- Argentino não é do Brasil?
- Não, meu filho. Argentino é quem nasce na Argentina.
- Aquele país que o senhor disse que só tem filho da puta?
- Er... bem... não é bem assim, filho.
- Então, se o Brasil jogar com a Argentina, agora a gente vai ter que torcer pra Argentina?
- Não, meu filho. Vamos continuar a torcer pro Brasil.
- E aquele outro que veio com ele, o Sebastião?
- Não é Sebastião, filho. É Sebastian!
- É aquele do comercial da C&A?
- Não, filho, aquele lá é um negão viado, mas não é argentino.
- E esse não é ?
- Não, ele é só viado porque é argentino, lá não tem crioulo.
- É mesmo??
- É.
- Então, pra ver jogo do Corinthians agora a gente vai ter que ir pra Argentina?
- Não, meu filho.
- Mas, e a Argentina, agora não tem mais jogador? Vieram todos pro Corinthians, né?
- Não, só vieram três argentinos, lá eles têm um monte de jogadores.
- Ah, entendi. Como na Argentina tem um monte de jogadores então eles mandam pra cá. Acabaram os jogadores brasileiros?
- Não, filho.
- Pai?
- Diga, meu filho.
- Agora quando a torcida começar a gritar "Filho da puta, Filho da puta" é por causa dos argentinos do Corinthians?
- Não, filho, na verdade isso é pro juiz...
- Por que? Ele também é argentino?
- Não, meu filho! É porque ele rouba o Corinthians, então a torcida xinga.
- Mas o senhor não vivia dizendo que todo argentino era filho da puta?
- Vivia, e com razão.
- Então o Corinthians virou um time de filho da puta?
- Não, filho! Presta atenção na televisão e para de me encher o saco que eu quero escutar!!
- Então me explica o que eles estão falando.
- Porra! Com você falando sem parar aqui e com aquele filho da puta falando enrolado lá, não dá pra entender nada direito!!! Cala a boca que eu quero escutar a entrevista!!
- Pai, o que é "porra"?
- Foi a merda que enfiei na tua mãe pra nascer um filho da puta que nem você!
- Ahhhhh, agora entendi! Então eu sou um argentino!!!

::: huahuahauhauhau subraças, eles se merecem! :::

segunda-feira, março 14, 2005

Gente que faz... merda!

Uma grande empresa entendeu que estava na hora de mudar o modelo de gestão e, para isso, decidiu contratar um novo administrador, de estilo durão e com dois cursos MBA na bagagem. Ele veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva.

No primeiro dia de trabalho, acompanhado dos principais assessores, resolveu fazer uma inspeção em todos os setores da companhia, até para que os funcionários o conhecessem. Na fábrica, todos estavam trabalhando, exceto um rapaz, que estava encostado na parede com as mãos no bolso, aparentemente matando tempo, sem fazer nada.

Identificando uma boa oportunidade de demonstrar a nova filosofia de trabalho que pretendia implantar na companhia, o administrador perguntou ao rapaz:

- Quanto é que você ganha por mês?
- Quatrocentos reais - respondeu o rapaz, sem saber do que se tratava - Por quê?

O administrador puxou R$400,00 do bolso e entregou ao rapaz, vociferando:

- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça daqui e não volte nunca mais!

O rapaz guardou o dinheiro e saiu o mais depressa que pode. O gerente, encheu o peito de orgulho, pediu a todos que interrompessem o que estavam fazendo e, usando um alto-falante, começou a discorrer sobre a nova ordem na empresa. Afirmou que a demissão do rapaz deveria servir de exemplo para todos, e que estaria permanentemente “de olho” no comportamento dos funcionários. Então, perguntou ao grupo de operários:

- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Veio entregar uma pizza - respondeu um dos operários.

E uma gargalhada generalizada irrompeu na fábrica...

Pano rápido!

::: Eu conheço gente que estuda ADM há mais de 10 anos, e faria exatamente a mesma coisa... :::

Shit, Scheidt, Shit, Scheidt!!!!

Aconteceu ontem um grande acidente no Maracanã, uma espécie de batida de caminhão com trem, algo que não acontece todo dia, que não deixou mortos, mas deixou muitos corações alvinegros gravemente feridos.

Parece difícil de acreditar e é, mas aquele subtime da terceira divisão que entrou pela janela e está infiltrado na primeira venceu o Botafogo por 4x0. Curiosamente, o placar dilatado não foi motivado por erros grosseiros de arbitragem, ou por superioridade técnica do adversário (visto que o time tricolor é muito fraco, salvando-se o lateral-direito Gabriel), mas sim pela total apatia do alvinegro durante os 90 minutos da partida.

Estranhando a situação, procurei minhas fidedignas fontes para tentar encontrar uma explicação para o ocorrido. Muitas delas revelaram que os salários do elenco estão em atraso a dois meses, e isso poderia ter motivado uma espécie de “operação tartaruga” por parte dos jogadores dentro das quatro linhas.

Aí eu pergunto: Se foi isso mesmo que aconteceu, porque os atletas não se reuniram ANTES do jogo para fazer uma “greve” ou convocar uma coletiva e mostrar a insatisfação para a imprensa e esta repercutir o fato publicamente? Mais de 35000 alvinegros (maioria absoluta em relação ao adversário em clássicos mais uma vez) foram enganados e tiveram que assistir seu time andar em campo, literalmente.

Sem falar na humilhação perante tricoloucos, e até mesmo burronegros e vascaínos, que não têm absolutamente nada a ver com isso, mas também estão me infernizando. O único a se salvar foi o melhor goleiro em atividade no Brasil, Jefferson, que além de não ter tido culpa nos gols, salvou inúmeras vezes a meta alvinegra de levar outros tantos, inclusive pegando um pênalti.

Na outra ponta, chamou a atenção a lamentável atuação do zagueiro Scheidt, que falhou diretamente nos quatro gols. Isso leva a uma outra possível explicação para o desastre: na quarta-feira, o doublé de lutador e meia Felipe, do Fluminense foi suspenso por seis meses devido a uma agressão covarde e despropositada contra o zagueiro Marcos Mendes, do possante Campinense-PB numa partida válida pela Copa do Brasil.

No dia seguinte, nosso astuto zagueiro falou para toda a imprensa que a punição foi branda e que seria muito maior se o agressor fosse um zagueiro. Nas Laranjeiras, já contando com o reforço da ausência do jogador suspenso, que se arrastava em campo e atrapalhava o time com seus dribles inúteis, essas declarações serviram para insuflar os ânimos dos atletas e do treineiro Abel. Ontem, o que se viu foi um Fluminense correndo muito mais do que em todos os jogos anteriores somados.

E na entrevista coletiva no vestiário, após o jogo, um atônito Scheidt não conseguia encontrar uma explicação para a derrota!! Dificilmente faço isso, mas ontem, depois do quarto gol, que foi aos 25 minutos, decidi ir embora. Queria ter feito uma despedida mais digna da geral... e ainda quase apanhei de três vermes, digo gentis homens da lei que não queriam permitir que eu assistisse alguns minutos da partida atrás do gol. Peguei o nome dos três infelizes e tive vontade de mandar para a corregedoria, mas achei melhor deixar quieto: quem é ruim se destrói sozinho.

::: Um epílogo adequado para um dia terrível :::

sexta-feira, março 11, 2005

Pingüins gays provocam protesto na Alemanha

De Bremenhaven – Bremen 14/02/2005

Um plano de um zoológico alemão para testar o apetite sexual de um grupo de pingüins suspeitos de serem homossexuais está provocando protestos de grupos de gays e lésbicas na Alemanha, que temem que os pesquisadores do zoológico forcem os pingüins a se tornarem heterossexuais.

"Vários grupos gays e de lésbicas de toda a Europa têm mandado e-mails e ligado para expressar insatisfação", afirmou um porta-voz do zoológico localizado na cidade de Bremerhaven, no noroeste do país. Ele afirmou que o zoológico concluiu que os pingüins talvez sejam gays depois de observarem tentativas de alguns pingüins machos de manterem relacionamento com outros machos. Alguns pingüins também teriam tomado conta de crias, comportamento normalmente assumido pelas fêmeas.

Alguns veículos de comunicação na Alemanha informaram que o zoológico planejava trazer algumas fêmeas pingüins da Suécia para testar a teoria de que as aves na cidade alemã seriam realmente gays. Assim que a notícia se espalhou, os protestos contra os planos do zoológico começaram.

"Ninguém aqui está tentando separar casais do mesmo sexo à força", reagiu o diretor do zoológico, Heike Kueck, em uma entrevista na rede pública NDR. "Nós não sabemos se os três pares de pingüins machos são realmente homossexuais ou se apenas estão juntos por falta de fêmeas", explicou.

Fonte: Reuters

::: Naturalmente, apóio a iniciativa do Zoológico de tentar reabilitar os pinguins!!! :::

terça-feira, março 08, 2005

Um casamento diferente

Essa veio lá do Sul, da pacata cidade de Amaral Ferrador, no interior dos Pampas do Rio Grande do Sul.


Conheceram-se no casamento do primo Tavinho. Apaixonaram-se e, 5 meses depois, resolveram casar. Duzentas pessoas compareceram à pequena igreja. O padre, visivelmente cansado da viagem, e com a batina amassada começou o sermão:

"A data de hoje é muito importante... duas pessoas que se amam e se respeitam vão unir-se aos olhos de Deus... assim como o respeito e o companheirismo, o sexo também é fundamental para uma aliança duradoura."

Os convidados se entreolharam em silêncio, pensando que ia ser só uma observação sob a ótica da procriação.

"O sexo bem feito pode segurar o homem em casa e garantir, também, a fidelidade da mulher..."

A mãe da noiva aperta forte a mão do marido.

"Marcelo, você deve respeitar a vontade da Tatiana quando ela não quiser ter relações... mas isso não deve ser motivo para desgastes.... o que eu sempre recomendo, nessas horas, para meus fiéis, é o prazer solitário, a masturbação... que dá maiores resultados quando se passa um creminho na face interna da mão."

Os convidados reprimem o riso. A mãe da noiva começa a suar dentro do vestido mostarda alugado. O pai ameaça interferir, mas se coloca no seu lugar de cordeiro de Deus e tenta parecer relaxado.

"Tatiana, você não deve se conformar só com a posição papai e mamãe. Ser ativa, no matrimônio, também é muito importante. Quando seu marido chegar cansado do futebol, por exemplo, você deve ficar por cima dele. Essa posição, além de dar uma folga para o esposo, também é excelente para que a mulher atinja o orgasmo, já que o contato do clitóris com a pélvis do marido é mais intenso. Se você, Marcelo, tiver um pênis muito avantajado, e que Deus o conserve assim, é conveniente que vocês escolham fazer amor de lado. Assim, você evita machucar a sua companheira, sem perder o prazer."

Os convidados deixaram o riso transbordar como água num dique perfurado.

Algumas mães, horrorizadas, tampam os ouvidos dos filhos pequenos. A essa altura, a mãe da noiva começa a se abanar com as folhas da decoração do altar. O pai olha o relógio na esperança do sermão estar chegando ao fim. Mas o Padre, com a maior naturalidade do mundo, continua:

"O coito anal deve ser praticado de vez em quando para não estagnar a relação. Se o seu orifício anal for muito apertado, Tatiana, você poderá usar o lubrificante íntimo Molhadinha e Discreta da Smart & Helmet ou usar o famoso KY Gel da Jonhson & Jonhson que são incolores e não tem cheiro. Você também pode encontrar, em sexs shops, alguns lubrificantes de sabores extravagantes como, por exemplo, Pinã Colada..."

Alguns convidados sentam para rir. Outros, começam a ficar com tesão e loucos para enfiar a mão por debaixo dos vestidos das mulheres.

O padre pega o copo de vinho e, dizendo umas palavras em latim, oferece ao casal.

"Quando a noiva estiver menstruada ela deverá avisar o marido antes da relação. Apesar das chances de engravidar serem bem menores, alguns cônjuges não gostam de fazer amor nesses dias".

A mãe da noiva já começa a apresentar sinais evidentes de tontura e o pai, de taquicardia.

Enquanto isso, o padre abençoa a hóstia e a coloca na boca dos noivos, e continua o seu discurso:

"O sexo oral também é muito importante... tanto para o homem quanto para a mulher... por isso é fundamental que o casal mantenha os seus órgão sexuais sempre limpinhos e saudáveis. Muitas mulheres só conseguem atingir o orgasmo através do sexo oral, e a maioria dos homens não vive sem uma boa chupeta."

A mãe da noiva faz que vai desmaiar. Os padrinhos também se controlam e, junto com os convidados, começam a rir, enquanto o fotógrafo japonês, de terno listrado, dispara um clique atrás do outro.

Finalmente, o Padre abençoa o casal, introduzindo, em seus dedos, as alianças.

"Se a tentação for muito grande, a infidelidade até será permitida perante o Senhor... mas nunca sem camisinha... Aproveito para lembrar que as camisinhas Loló, Hot, Red and Wet e Fuck me Baby foram as únicas que passaram nos testes de qualidade do Inmetro e do Ministério da Saúde... Os convidados podem sentar-se..."

Neste instante, um tio da noiva não resistiu e interveio ferozmente.

- Escuta aqui ô seu padre, que diabo de sermão é este? Isto mais parece um manual de sacanagem. Dê por encerrada esta cerimônia imediatamente!!! Pelo jeito tu também deves ser um daqueles padres pedófilos. Caia fora, seu depravado!!! E tem mais: o nome da minha sobrinha não é Tatiana e do noivo não é Marcelo.

Silêncio profundo no altar e no templo...

O padre, agora com um olhar de surpresa, desculpa-se.

"Olha aí gente, não levem a mal não: na verdade eu não sou padre, sou um ator, que foi contratado por amigos dos noivos pra fazer esta brincadeira, mas acho que errei de igreja e de casamento!!

Mas se serve de consolo, lhes asseguro que essas dicas servem muito bem para todos que moram neste autêntico cú de mundo. Fui!!!"

Dizem que a cidade de Amaral Ferrador nunca mais foi a mesma...

::: Cada uma que brota no meu email... :::

terça-feira, março 01, 2005

Você acredita na Justiça?

Aí amigo, Você acredita na Justiça Brasileira? Então leia isso:

Juiz mata comerciário dentro de supermercado no Ceará

FORTALEZA - O juiz de Direito Pedro Pecy Barbosa de Araújo matou com um tiro o vigia José Renato Coelho Rodrigues, funcionário de um supermercado na cidade de Sobral, a 230 quilômetros de Fortaleza. O crime aconteceu neste domingo, dentro da loja. O juiz chegou quando as portas já estavam sendo fechadas e foi impedido de entrar pelo vigia.

- Eu ficava pedindo calma para ele e ele dizia que não queria conversa, que queria o gerente. Aí ele viu o rapaz e atirou. Ele estava embriagado - conta João Batista de Oliveira, funcionário do supermercado.

O gerente do supermercado, Assis Viana, disse que liberou a entrada do juiz porque foi ameaçado.

- Ele disse que se eu falasse muito também ele iria me prender e prender o meu funcionário porque ele era uma autoridade - lembra o gerente.

O disparo foi registrado pelo circuito interno de TV. Uma imagem mostra que José Renato não teve defesa. Ele foi atingido na nuca, a queima roupa.

José Renato tinha 33 anos, era casado, tinha um filho e trabalhava no supermercado havia uma semana.

O juiz, que está foragido, vai responder a dois processos, um criminal e outro administrativo disciplinar. Ele avisou que vai se entregar nesta terça-feira. Pecy disse que faria isto hoje, mas adiou seu retorno para evitar o flagrante. Se for condenado, poderá perder o cargo de juiz e ser condenado de 6 a 30 anos de prisão.

O presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, Fernando Ximenes Rocha já abriu inquérito para o caso. O crime está sendo investigado pela delegacia de Sobral.

- É um fato profundamente lamentável para a Justiça ter um dos seus membros envolvido em um crime de uma dimensão dessas, um crime contra a vida de um ser humano - disse Ximenes

Extraído do Jornal Nacional 28/02/2004