quarta-feira, outubro 26, 2005

Matando a saudade do 583

Jamais imaginei que um dia fosse escrever isso, mas é verdade: tenho muita saudade das minhas viagens diárias no 583. Essa constatação me veio ontem à noite, depois que saí do escritório, quando minha fome era tanta que decidi passar na Fornalha para comer umas fatias de torta.

A Fornalha é um simpática lanchonete que fica no Humaitá, quase em frente ao Colégio Pedro II, onde tive a felicidade de estudar por alguns bons anos. Nem precisaria dizer, mas depois de saciada a fome, resolvi entrar lá para tentar reecontrar ao menos os meus professores favoritos: Ivan Paladino e Marcelo Beauclair, de geografia e português, respectivamente.

A tentativa foi em vão: a maldita, insensata, estúpida, indesejada e inútil greve também faz estragos por lá. Aliás, muito mais lá, do que nas universidades... As luzes apagadas, um cartaz tosco, e um solitário vigia me informaram sobre o que (não) estava acontecendo.

Não me fiz de rogado, e fui até o ponto de ônibus ao lado do colégio. Àquela altura, a preguiça me impediria de voltar andando para casa, nem sequer até a Real Grandeza. Fiquei ali, esperando o buzum, como se pudesse viajar e voltar no tempo. Pensei que se não foi possível entrar no colégio, pelo menos repetiria o trajeto que fazia para voltar para casa.

Pouco depois o 583 apareceu, devagarinho como sempre. Diferente daquela época mesmo, só o ar-condicionado. Não devia ser nem nove horas da noite, mas o ônibus estava completamente vazio e assim foi até Copacabana, onde chegou dali a uns 40 minutos.

Enquanto ele passava pelo Jardim Botânico, Gávea, Leblon e Ipanema, eu ia me lembrando de passagens engraçadas que aconteceram dentro deles (tanto do ônibus, quanto do colégio), das amizades que fiz com Luis Eduardo, Paulão, Gustavo, Marcelo, Thiago, Rafael Cygler, Raphael Scudiere, PT, Rodrigo, Bernardo... entre tantos outros.

Isso sem falar em duas mulheres fantásticas, que revolucionaram a minha vida, para o bem e para o mal. Mas deixa isso pra lá, que não vale a pena mexer com elas. Melhor que elas continuem sendo o que se tornaram: doces lembranças do passado.

Daqui a exatos dois meses completo 25 anos, um jubileu de prata, ou um quarto de século, como queiram. Sempre tive pressa em envelhecer, queria acumular mais experiência. Hoje em dia, já consigo aceitar que tudo tem o tempo certo para acontecer, que não adianta ficar atrasando, adiantando ou planejando tudo, que geralmente isso resulta em frustração.

O tempo não anda para trás e apesar de tudo, minha fase atual é, curiosamente, muito melhor do que era naquela época! Mas que o 583 me faz uma falta danada, ah isso faz!

::: Mó saudade de escrever a esmo assim. Tem horas que o tal do lead enche o saco! :::

Por que eu votei NÃO

O resultado já está aí, mas nunca é demais reforçarmos esse debate em torno da violência. Sim, porque é disso que se trata todo esse imbróglio do referendo. Violência. Quem fala que o eixo do debate é o desarmamento, ou está equivocado, ou está sendo hipócrita. Em pelo menos uma coisa, os pensadores políticos de ontem e de hoje concordam: o poder que sustenta, em última instância, um Estado soberano é
seu controle exclusivo sobre o uso da violência. A própria noção de direito deriva, em parte, desta premissa. As leis são feitas para coibir a ação violenta por elementos não autorizados pelo Estado.Até mesmo a Política, com p maiúsculo, não existe sem a violência. Política é, em último grau, violência. É a luta pelo monopólio da violência para a realização de variados fins, fascistas ou comunistas.

Antonio Gramsci, intelectual italiano, já apontava as duas pernas de dominação do Estado: o convencimento e a coerção. Um Estado que se pretenda realmente soberano não poderia dispensar nenhuma dessas pernas, sob pena de ficar coxo... O convencimento se dá, recorrendo ao filósofo Louis Althusser, através dos aparelhos ideológicos do Estado. Sob seus auspícios pode-se incluir, hoje, a grande mídia corporativa. Já a coerção ocorre, apelando novamente para Althusser, pelos chamados aparelhos repressivos do Estado. E aí podemos encaixar polícia, Exército, serviços secretos, etc.

Nos Estados Unidos, por exemplo, uma das principais diferenças entre republicanos e democratas, pelo menos no referente à política externa, é uma diferença de método. Isso fica evidenciado já no início do século XIX, quando senadores debatiam, pouco após a Independência, qual o caminho a ser seguido no resto do mundo. Os democratas defendiam o imperialismo, mas pela via da dominação cultural, expandindo os valores
americanos de liberdade e democracia para os países “atrasados”. Os republicanos, por sua vez, optavam já pela dominação física, com a presença de tropas estadunidenses nos países. Ou seja, enquanto um grupo privilegiava o “convencimento”, o outro apostava na “coerção”.

Aqui cabe uma rápida ressalva em relação à soberania dos Estados nos dias de hoje. De fato, os Estados vêm cumprindo um papel muito mais de regulador do que de
formulador de projetos político-econômicos. As transnacionais e os organismos ditos multilaterais aumentam sua influência nas decisões dos “Estados soberanos” dia após dia. De qualquer forma, como os interesses das empresas são refletidos nos interesses
do Estado, o monopólio da violência continua sendo estatal, mas em benefício dos ícones capitalistas.

O Brasil é um desses Estados. Teoricamente, o povo manda, o Estado o representa, controlando o uso da violência, mas, na prática, os aparelhos de Estado refletem os interesses das grandes empresas capitalistas, que, por sua vez, cagam e andam para o
povo soberano. É nesse contexto que surge o referendo. Existe um gravíssimo quadro de violência urbana por elementos que não possuem o direito constituído de usar da violência, aliado a um desemprego e miséria gigantesco, que deixa o Brasil à frente apenas de Serra Leoa em termos de distribuição de renda.

Nosso país, com o fim da ditadura, conformou-se com um determinado tipo de democracia: a democracia representativa. Nessa modalidade de soberania do povo,
nós delegamos poderes a determinados cidadãos para que representem nossos interesses nos poderes Executivo e Legislativo. A democracia representativa termina aí. Porém, nossa constituição nos deu alguns mecanismos para expandir um pouco mais nossa “soberania” popular. Uma dessas ferramentas é o referendo. Nele, nós decidimos pela aprovação ou rejeição de algo que já foi discutido e aprovado pelos nossos representantes. Nós apenas assinamos embaixo ou não.

Refletiríamos, então, sobre um único artigo de um estatuto inteiro, aprovado no Congresso Nacional. Um grupo de parlamentares defenderia o fim do comércio de armas e munições no Brasil, enquanto outro grupo de deputados se posicionaria pela manutenção do estado de coisas atual, ou seja, a continuidade do comércio legal de armas e munições. A campanha e os (poucos) debates que ocorreram durante a mobilização nacional para a ida às urnas neste último domingo, ganhou tons maniqueístas e simplistas. O “sim” dizia sim porque dizia sim à vida. Logo, o “não” seria contra a vida. Os jornais de hoje deixam isso bem claro. A maioria fez campanha pelo sim, vendendo uma ilusão de fim das armas e da violência no Brasil. O Globo, triste com o resultado, estampa: “Por um Brasil com armas”. Coloca isso como se optasse pelo apelido a ser dado ao cara que votou NÃO: burro ou suicida.

Nos jornais eram edições e mais edições mostrando o drama de famílias que perderam entes queridos vítimas de morte por armas de fogo, além de uma profusão impressionante de estatísticas tentando provar por A + B que as armas legais abastecem o tráfico e que um brasileiro morre a cada sei lá quanto tempo por arma
de fogo, o que mostra, pasmem, que a violência está nas armas. Era difícil encontrar na defesa do “SIM” ressalvas ao fato de que o gatilho é puxado por alguém que pensa de determinada maneira, por motivos que não são, nem de longe, apenas o fato de ele ter uma arma na mão ou o fato de haver uma lojinha na esquina vendendo um 38. O buraco é mais embaixo, eles sabem disso, mas não optaram por não deixar isso claro. Afirmaram que votar SiM seria o primeiro passo para o fim da violência.

Que argumento escandaloso! Isso é afirmar com todas as letras que o primeiro passo para o fim da violência é tirar dos seres-humanos o instrumento capaz de matar.
Esquecem que a vontade de matar continuará lá dentro da cabeça dessa pessoa. O primeiro passo para o fim da violência é a Educação, a formação das pessoas, criação de alternativas para se alcançar uma vida digna. E, pior que isso, tentava nos convencer de que o fim do comércio LEGAL de armas acabaria com o comércio de armas. Se fosse assim, não haveriam tantos viciados em cocaína por aí. Não é proibido? É. Mas e daí? Amigo, se vende bem, se dá lucro, armas, drogas e prostitutas sempre estarão sendo negociadas por aí.

A defesa do “NÃO” consegue ser ainda pior ao adquirir tons fascistas vergonhosos. Afinal, o que esperar de uma chapa formada por pessoas do naipe de Jair Bolsonaro e Alberto Fraga? A dicotomia, para eles e para os veículos de comunicação defensores do “NÃO”, como a Veja, está entre o “cidadão de bem” e a “bandidagem”. É o direito à auto-defesa que está em jogo. É uma frente não de parlamentares, mas de verdadeiros paramilitares. Na Colômbia, o maior grupo paramilitar de direita chama-se “Auto-Defesas Unidas da Colômbia”, a AUC. Coincidência? Se o Estado não consegue fazer uso eficiente de seu monopólio da violência, caberia, então, a cada um dos “cidadãos de
bem” (nomenclatura ridícula e fascista também, utilizada tanto pelo partidários do SIM, como do NÃO) proteger-se de seu algoz. Alimentados, ainda, por uma crescente cultura do medo, muito bem mostrada por Michael Moore no documentário “Tiros em Columbine”, uma situação de barbárie não espantaria. E Hobbes finalmente triunfaria, provando sua teoria de que “o homem é o lobo do homem”, justificando um Estado ainda
mais repressor, para conter esses “instintos humanos”. O fato é que os argumentos de um lado e de outro são teses ridículas, simplistas, fascistas, hipócritas. Lamentáveis.

Portanto, caro leitor, vamos ao que interessa: o estatuto. Alguém já leu o estatuto do desarmamento na íntegra? Lembrando que ele foi aprovado em dezembro de 2003 pelo governo Lula e sofreu ainda mais três modificações a partir de legislações posteriores. Pois bem. Vamos fazer um exercício de verificar o que nos diz esse estatuto e pensar qual o efeito (se piora ou melhora) da inclusão de um artigo proibindo o comércio legalizado e controlado de armas de fogo no Brasil.

O artigo sobre o qual opinamos diz que o comércio de armas e munições está proibido, mas excetua uma série de entidades. Quais são elas? São os chamados aparelhos repressivos do Estado, adicionados de seu mais novo componente neoliberal: a indústria da segurança privada. Portanto, polícia federal, polícia militar, polícia civil, polícia rodoviária, Forças Armadas, Gabinete de Segurança Institucional, carcereiros, guardas portuários e fiscais da Receita Federal podem portar – e comprar – armas de fogo. E aqui entra o elemento mais surreal deste artigo do Estatuto: as guardas municipais das cidades com mais de 50 mil habitantes também podem portar armas. Fico imaginando o município de Cajazeiras, no interior da Paraíba. Segundo o IBGE, 56 mil pessoas moram por lá. Imagine as ruas dessa cidade, com polícia rodoviária, polícia federal, polícia militar e guarda municipal ostentando armas. Para quê? Não conheço a cidade, mas desconfio que o número de traficantes armados com bazucas e fuzis de nome estranho seja reduzido. Porém, mesmo desconhecendo o lugarejo, tenho certeza que o número de desempregados e de pessoas que apelam para o comércio informal seja bem elevado.

Um detalhe importante. Essa redação sobre a guarda municipal foi alterada por lei posterior. Na origem do estatuto, estava determinado que apenas cidades acima de 250.000 habitantes poderiam ter guarda municipal armada. Depois, a lei 10.867/04 foi sancionada e o limite caiu para 50 mil. Ainda não consegui entender. Se o SIM ganhasse o referendo, ninguém não autorizado pelo estatuto poderia comprar armas, mas haveria uma aparato repressivo ainda maior e legitimado pelo Estado contra uma população impedida de adquirir armas pela via legal. Hipotetizo uma situação em Niterói, cidade onde vivo. Existem muitos camelôs no Centro. Podem conferir reportagem sobre o assunto. Os camelôs já não têm armas – não que eu saiba. Agora a guarda municipal tem o poder de andar armada, nos constantes rapas promovidos no centro da cidade. Isso é que é cultura do medo... Já que a luta é contra traficantes,
por que não dar armas apenas para o Exército (soberania nacional), Polícia Federal e uma fração da Polícia Militar, devidamente treinada para a repressão ao tráfico? Ou Guarda Municipal vai passar a combater o tráfico também?

Outro ponto complicado do estatuto: há a permissão de porte para moradores de área rurais que comprovem sua condição de caçadores. Latifundiários armados, esses
continuam, agora com a credencial de um Estado que tem o poder de controlar a violência. “Ah, mas os sem-terra também podem adquirir armas”. Bom, o estatuto também nos dá uma tabela com os preços para adquirir porte e registro da arma (sem contar com o preço da própria arma). O porte custa R$ 1.000,00. O registro custa R$ 300,00. Vale lembrar que não estamos falando de Casas Bahia, portanto, não há compra a prazo para o povão.

Falam também que a vitória do “NÃO” é a vitória da indústria de armas. Pode ser. Mas argumento que a indústria de armas não vive da venda de pistolas, mas sim da venda de mísseis, bombas e demais máquinas de matar. Ah, e quem compra não somos nós. A vitória do SIM, contudo, seria o triunfo de um setor que vem crescendo vertiginosamente em todo o mundo: a indústria da segurança privada, que nos oferece seus seguranças, seus carros blindados, seus alarmes, seus seguros de vida.

Em todas as questões da vida, há vencedores e perdedores. É importante que saibamos identificar quem ganha e quem perde e, a partir daí, fazer um balanço para nos posicionarmos. Assim, um estatuto é aprovado pelos nosso representantes. Ele estimula a repressão às camadas populares, aos excluídos da sociedade, aumenta o monopólio do Estado sobre o uso da violência e ainda nos passa a imagem de humanista, ao “controlar o uso das armas de fogo”. De quebra, ainda nos joga no
colo um artigo que aprofunda a diferença entre o povo soberano e os aparelhos repressivos do Estados, inchados com a presença dos seguranças particulares e dos “caçadores”. Por isso, para deixar o estatuto menos pior, eu votei NÃO. Mas não o NÃO fascista. O NÃO defensor da soberania popular, o NÃO que tenta neutralizar a autoridade do Estado sobre aqueles que, em tese, mandam no Estado. Um NÃO contra o simplismo, contra a ingenuidade, contra a hipocrisia.

P.S. Ontem, quatro homens armados fizeram um arrastão na Ponte Rio-Niterói, roubando três carros. Eles estavam armados. Armados com fuzis. Desses que a gente encontra escondidos na gaveta do papai e que acha numa lojinha de armas qualquer.

Por Breno Costa, em www.fazendomedia.com

::: Por essas e por outras que esse cara é meu ídolo! :::

quarta-feira, setembro 21, 2005

Prefeitura fecha casa que divulgou anúncio pornográfico

SÃO PAULO - A Prefeitura da capital fechou nesta tarde a boate Romanza, na Avenida 9 de Julho, zona oeste da capital. De acordo com a assessoria de imprensa da secretaria de Subprefeituras, a entrada do local foi lacrada com blocos de concreto. A casa foi fechada depois de divulgar anúncios com conteúdo pornográfico em vários pontos da cidade. Os outdoors têm fotos que insinuam sexo oral entre uma mulher e um mecânico de Fórmula 1. O anúncio promove o turismo sexual ao público que vem à cidade para participar do Grande Prêmio de Fórmula 1, principalmente estrangeiros.

O fechamento da casa foi feito pela subprefeitura de Pinheiros com o apoio da Guarda Civil Metropolitana. Segundo a assessoria, há um parecer do setor jurídico da Prefeitura que enquadra a publicidade divulgada "como mensagem de pornográfica e congênere". O parecer afirma que elas não deveriam ser expostas em público com base no artigo 234 do Código Penal e no Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA).

A secretaria ainda retirou os anúncios de cerca de 30 outdoors na zona sul da capital. As peças estavam expostas ao longo das Avenidas Washington Luís, 23 de Maio e Interlagos. A assessoria afirma que será feito um levantamento para saber se os anúncios têm licença. Se não tiverem, o anunciante e a empresa que veicula o outdoor ficam sujeitos à multa.

De acordo com a direção do Romanza, o anúncio "é ousado, mas não ultrapassa o limite da moralidade". A casa afirma que a moralidade está na interpretação maldosa ou maliciosa de quem vê.

Ainda nesta terça-feira, o Café Millenium, boate no Ipiranga, zona sul da capital, deve ser fechada pelo mesmo motivo. A publicidade do Café Millenium, que também deve ser lacrado, traz uma mulher de costas sem roupa, com mensagens em português e em inglês.

No início da tarde, o Conselho Nacional de Auto-Regulamentação Publicitária (Conar) recomendou à boate Romanza a retirada dos outdoors pornográficos. O pedido foi feito por meio de liminar, assinada pelo presidente do conselho. Esse tipo de liminar não tem efeito jurídico, mas suas recomendações costumam ser seguidas. De acordo com a assessoria do Conar, a boate Romanza, assim como outras casas do gênero, é reincidente. A entidade afirma que tem uma equipe monitorando as ruas da capital para identificar outros anúncios do tipo.

Durante os treinos para o Grande Prêmio de Fórmula 1, no Autódromo de Interlagos, são distribuídos catálogos com fotos de garotas de programa, algumas delas com preços em dólar.

CBN - 20/09/2005 - 18:14

::: O pessoal dessa estranha cidade do sul tem um apego impressionante a falsos moralismos, como este... Até parece que as meninas vão deixar de ser oferecidas dessa e de muitas outras formas, como afirma o próprio último parágrafo. :::

terça-feira, setembro 20, 2005

Frases bisonhas da semana

Domingo: "Mal por mal, é melhor ter o de Alzheimer que o de Parkinson, pois é melhor esquecer de pagar a cerveja do que derramar tudo no chão."

2°-feira: "As vegetarianas não gritam quando têm um orgasmo... não querem admitir que um pedaço de carne lhes dá prazer!"

3°-feira: "Depois dos 40 anos, a única coisa que o médico deixa um homem comer com gordura, é a sua própria mulher..."

4°-feira: "Amigo é igual parafuso, a gente só sabe que é bom na hora do aperto."

5°-feira: "Celulite não é defeito. Os furinhos querem dizer 'Eu sou gostosa', em braille..."

6°-feira: "De nada adianta ter barriga de tanquinho se a torneira não funciona."

Sábado: "Para que serve a beleza interior, se o pinto não tem olho?"

Três presos e sete feridos em partida de apenas 46 segundos

ROMA - A partida entre Ebolitana e Cosenza, pelo grupo 1 da série D italiana de futebol, pode entrar para a história como um dos jogos mais rápidos e violentos porque durou apenas 46 segundos e acabou com três pessoas presas e sete policiais feridos.

A curiosa situação aconteceu neste domingo no estádio Dirceu de Eboli, em Salerno, quando após o início da partida um torcedor invadiu o gramado, deu um chute no goleiro adversário Spicuzza e fugiu.

O goleiro, após receber o forte golpe, caiu sobre o gramado fazendo gestos de dor, o que motivou ao árbitro decretar o final da partida, quando só haviam sido disputados quarenta e seis segundos desde o apito inicial.

A partir deste momento, foram desencadeados confrontos nas arquibancadas entre os próprios torcedores da equipe da casa. Os enfrentamentos motivaram uma intervenção dos policiais, que tentavam acalmar os ânimos.

No final, sete agentes tiveram que ir ao hospital para serem atendidos de feridas leves. Durante a noite, os policiais examinaram as imagens de vídeo e fotografias tiradas durante o conflito. Foram presos três torcedores e outros 250 reconhecidos.

Da Agência EFE em 19/09/2005

::: Deve ser muito ruim viver num lugar com tamanha violência nos campos... :::

quinta-feira, agosto 18, 2005

A musa está de volta!

Ela chegou alegre e sorridente.
Me deu um beijo e um abraço.
Pedi que ela me beliscasse,
porque eu achei que era um sonho.

Enfim, ela voltou.
Mas vai ter que esperar bastante...

quinta-feira, agosto 11, 2005

Solidariedade Masculina

Num supermercado, dois homens se esbarram com seus carrinhos:

- Desculpa, mas é que eu estava meio distraído. Estou procurando a minha mulher e não sei onde ela está.

- Mas que coincidência! Eu também estou procurando a minha mulher. A propósito, como é a sua?

- Ela é morena, tem um corpo de violão, cabelos pretos até a cintura, com peitos grandes e duros empinados para a frente e está usando um vestido preto, meio transparente, com um decote na frente. E a sua?

- A minha?? A minha mulher que se foda, vamos procurar a sua.

quarta-feira, junho 15, 2005

Sobre o amor e seus desvios - Parte I


Uma semente foi plantada em 15/11/04. As pretensões não existiam, exceto divertir as moças com as minhas piadas infames, politicamente incorretas, chulas, sem graça e sem sentido. (Acredite: funciona e elas gostam!!) As duas calouras, que têm um biotipo bem parecido, chegam vestidas exatamente com as mesmas peças de roupa, como se fossem gêmeas siamesas.

A mineira é mais recatada, enquanto a outra é mais despachada e fala com desenvoltura sobre todos os assuntos. Para quebrar o gelo, peço a identidade da calada moça das Alterosas, já pensando em fazer troça (Merda, não se faz rima em prosa! Mas vai ficar assim mesmo!). "Táia?! Isso é apelido para quê mesmo?!" O Professor irrompe numa gargalhada, engasgado e surpreso com a minha pergunta incoveniente e inoportuna.

Constrangida e ruborizada, ela responde: "Não é apelido não. É meu nome messsssssmo." com aquele doce sotaque de Minas. Apesar da insistência dela em dizer que, na verdade, provém de Volta Redonda, como se esta cidade não fizesse parte daquele estado. Pressionada, e ainda mais encabulada, ela responde sobre o significado do exótico nome: "É indígena, significa algo como: 'Ardente como pimenta'."

No fim, como bom cavalheiro que sou, decido levá-las (andando, para queimar as gorduras adquiridas no rodízio) até as suas respectivas casas. Tudo parte constante do programa: "Emagreça e Enrijeça com um MDH (Só para mulheres, bem entendido...)" Raquel acha que estou afim dela. Isso até poderia ser verdade, porque ela é linda, mas não é. De qualquer forma, fiquei honrado ao descobrir isso depois! Volto metade da Zona Norte e levo a outra apimentada menina. Papo vai, papo vem, e descubro que ela é surpreendentemente inteligente para uma caloura.

No portão do prédio dela, agradeço pelos elogios virtuais ocultos, num site de relacionamentos, e despeço-me com dois beijos no rosto. Um apressado poderia me criticar por não tê-la agarrado precisamente neste momento. Mas cabe a ressalva de que eu estava envolvido com outra pessoa naquela época, e como sempre, pensei que não valia a pena atropelar meus princípios em troca de uns beijos e uns amassos.

::: Continua... :::

Indiana é forçada a "casar" com sogro que a estuprou!

NOVA DÉLHI (Reuters) - Uma indiana, vítima de estupro, está sendo forçada pelos moradores mais velhos de seu vilarejo a casar com o estuprador, seu sogro, segundo informou um jornal nesta quarta-feira.

Lideranças comunitárias de Charthawal, que receberam apoio de clérigos muçulmanos, acreditam que os 10 anos de casamento dela acabaram sendo anulados devido ao estupro, sob leis islâmicas, informou o jornal The Asian Age.

Em uma reunião especial no domingo, líderes do vilarejo determinaram que a mulher, de 28 anos e mãe de cinco filhos, deixasse o marido, Noor Mohammed, para viver com os pais durante sete meses e 10 dias a fim de se tornar "pura" outra vez, disse o jornal. Não foram dados detalhes, no entanto, sobre como ela se tornaria pura novamente.

Depois disso, ela deve se "casar" como o sogro e viver com ele, junto com a mulher legal do homem. "Ela... será então como uma mãe de Noor Mohammed", afirmou o clérigo local Shamim Ahmad, segundo o jornal.

Os quatro irmãos da mulher concordaram com a decisão.

A polícia investiga o caso e disse que pretende prender o sogro. Os policiais não quiseram comentar a decisão dos líderes mais velhos, alegando que é uma questão religiosa delicada.
O vilarejo fica em Uttar Pradesh, um dos Estados mais pobres e mais populosos da Índia, com mais de 165 milhões de habitantes.

::: Essa nota é da Reuters. Já pensou se a moda pega por aqui?! E ainda tem gente que acredita em "evolução humana" e outras baboseiras :::

domingo, maio 15, 2005

SER GONÇALENSE É...

Bater no peito e ter orgulho de dizer que tem o prefeito com o maior índice de rejeição do país...
Ter um ex-prefeito bêbado
Ter as propagandas eleitorais mais cômicas do Brasil
Ter inveja do Rio por não ter um aeroporto...
E para compensar isso, ter lotações (kombis caindo aos pedaços) que tocam um barulhinho semelhante ao de aeroporto (tchu-ru!)
Seguido de uma voz rouca dizendo: Alcântara! (tchu-ru) Alcântara... (tchu-ru) Alcântara!
Ter que ouvir isso toda a vez que sair na rua
Ser constantemente humilhado pelos niteroienses, mais ainda por cariocas e ainda assim, puxar saco de ambos
Ter seu próprio piscinão de São Gonçalo
Tomar banho no piscinão de São Gonçalo
Ter uma praia e ao mesmo tempo não ter, porque ela é tão imunda que nem os próprios gonçalenses conseguem entrar
Dizer que o Rodo Shopping é Shopping...
Ir ao São Gonçalo Shopping Rio nos fins de semana para ir "no" cinema e depois voltar pra casa, pois lá não tem nada
Ser chamado “carinhosamente” de Papa Goiaba
Passear na Rua da Feira (ninguém merece...)
Andar de trem até Porto das Caixas... Dividir o trem com bois e vacas e outros bichos
Ter apenas um McDonalds
Chamar o Caneco 90 de casa de shows
Chamar o Tulipão de casa de shows
Não ter sequer uma rádio regularizada na cidade
Aturar Marcelo Amendoim falando besteira “Guaaarde esse nome no seeu coraçãaao!!”
Sonhar com o metrô ligando São Gonçalo ao Rio de Janeiro
Sonhar com o catamarã ligando São Gonçalo ao Rio de Janeiro
Acordar na van no meio da ponte depois de duas horas e meia no engarrafamento e saber que nenhum dos dois jamais vai acontecer
Jogar lixo na rua e dizer que é necessário para garantir o trabalho dos garis...
Ter sua cidade consagrada com a mais suja do estado e uma das mais sujas do Brasil
Rir de raiva do que está escrito no hino da cidade, principalmente na parte que fala do “povo ser ordeiro, a cidade ter um passado honroso e que o futuro será maravilhoso...”
Ver que aos poucos Niterói vai pegando para si os bairros mais “decentes” de São Gonçalo como Itaipu e não poder fazer nada
Saber que Alcântara NÃO é o centro da cidade
Muito menos Manilha, Guaxindiba, Mutuapira e Colubandê
Ter a “honra” de ter um “Castelo das Pedras”... O melhor baile da cidade (Dãaa só tem esse!) eca!
Saborear um delicioso Pastel + Suco de Caju por 1 Real nas famosas pastelarias “Du China, Xangai e King Of Mate”
Chamar o “Centro de Formação de Professores” da UERJ de Universidade...
Pegar o buzum Mauá (Jockey - Arsenal), vulgo Guaravita, que custa 50 centavos, para descer no centro e lá pegar o Via Shopping, esse de 40 centavos, para ter uma economia de 10 centavos em relação ao ônibus que vai direto de Alcântara ao Shopping.
Enfim...
Ser gonçalense é uma dádiva da natureza... Um dom herdado por muitos desejado por poucos, e só mesmo a “Asa Branca” pra ter orgulho de ser gonçalense.
::: Huahuahuahuahu, amigos gonçalenses, não me levem a mal: foi uma própria conterrânea orgulhosa de sua emporcalhada cidade que me mandou essa pérola... :::

quarta-feira, abril 20, 2005

No melhor estilo náufrago

Um analista de sistemas meio introvertido finalmente estava começando a desfrutar da sua viagem de férias, quando um furacão virou o navio no qual viajava como se fosse uma caixa de fósforos. O rapaz conseguiu agarrar-se a um colete salva-vidas e chegar a uma ilha aparentemente deserta e muito escondida.

Deparou-se com uma cena belíssima: cachoeira, bananas, coqueiros... mas quase nada além disso. Ele se sentiu desesperado e completamente abandonado.

Vários meses se passaram...

Um belo dia, apareceu remando um bote, uma belíssima moça. Uma mistura de Scheila Carvalho com Gisele Bündchen, num traje a la Jane, pra lá de provocante. A moça puxou uma conversa:

- Olá! Eu sou do outro lado da ilha. Você também estava no cruzeiro?
- Estava! Mas onde você conseguiu esse bote?
- Simples! Tirei alguns galhos de árvores, sangrei alguma borracha, reforcei os galhos, fiz a quilha e os remos com madeira de eucalipto.
- Mas... com que ferramentas?
- Bem, achei uma camada de material rochoso, evidentemente formada por aluviões. Eu descobri que esquentando este material a uma determinada temperatura, ele assumia uma forma muito maleável. Mas... chega disso! Onde você tem vivido esse tempo todo? Não vejo nada parecido com um teto...
- Na verdade, tenho dormido na praia.
- Quer conhecer a minha casa?

O analista de sistemas ficou meio sem jeito, mas aceitou. A moça remou com extrema destreza ao redor da ilha. Quando chegou no "seu" lado, amarrou a canoa com uma corda que mais parecia uma obra prima de artesanato. Os dois caminharam por uma passarela de pedras construída pela moça e depararam, atrás de um coqueiro, com um lindo chalé pintado de azul e branco.

- Não é muito, disse ela, mas eu o chamo de "lar".

Já dentro da casa, ela convidou:

- Sente-se, por favor. Aceita um drinque?
- Não, obrigado! Não agüento mais água de coco!
- Mas não é água de coco! Eu tenho um alambique meio rudimentar lá fora, de forma que podemos tomar piñas coladas autênticas!

Tentando esconder a surpresa, o analista aceitou. Sentaram no sofá dela para conversar. Depois de contarem suas histórias, a moça perguntou:

- Você sempre teve barba?
- Não. Toda a vida eu andei bem barbeado.
- Bem, se quiser se barbear tem uma navalha lá em cima, no armarinho do banheiro.

O homem achou que a moça estava de sacanagem, mas foi conferir assim mesmo. Lá em cima, surpreso, fez a barba com um complicado aparelho feito de osso e conchas, tão afiado quanto uma navalha. A seguir, tomou um bom banho, sem nem querer arriscar palpites sobre como ela tinha água quente no banheiro. Desceu a escada sem poder deixar de se maravilhar com o acabamento do corrimão: "Que mulher!"

- Você ficou ótimo! Vou lá em cima também me trocar, vestir algo mais confortável.

Nosso herói continuou bebericando sua piña colada, imaginando se aquilo tudo não passava de um sonho. Em instantes, a moça estava de volta, com um delicioso perfume de gardênias, e vestindo um estonteante e revelador robe, muito bem trabalhado em folhas de palmeira.

- Bom - disse ela - ambos temos passado um longo tempo sem qualquer companhia... Você não tem se sentido solitário? Há alguma coisa de que você sente muita saudade? Que lhe faz muita falta e da qual todos os homens e mulheres precisam?
- Mas é claro! - disse ele esquecendo um pouco sua timidez. Tem algo que venho querendo desesperadamente durante todo esse tempo. Mas aqui nesta ilha... sabe como é... é simplesmente impossível!

- Olha - continuou ela - já não é mais impossível, se é que você me entende...

O rapaz, tomado por uma excitação incontrolável, disse:

- Não acredito! Você está querendo me dizer que... bolou um jeito de receber os seus e-mails aqui na ilha?

::: O que fazer com um sujeito desses?? Nerd! :::

terça-feira, abril 19, 2005

Pessoas que têm um cotidiano feliz são mais saudáveis

LONDRES - As pessoas que se mantêm felizes no dia-a-dia têm índices de substâncias químicas saudáveis mais altas do que as quem demonstram menos satisfação indicou um novo estudo, segundo informa a edição desta segunda-feira da revista "New Scientist". De acordo com os cientistas da Universidade College London, na Grã-Bretanha, isso significa que as pessoas mais contentes podem ter corações e sistemas circulatórios melhores e, quem sabe, até ter o risco de diabetes reduzido.

Estudos anteriores já haviam demonstrado que a depressão está associada com problemas de saúde comparados com estados emocionas em geral. No entanto, segundo a "NewScientist", poucos estudos analisaram o efeito dos humores positivos sobre a saúde. Agora, os cientistas britânicos associaram a felicidade cotidiana a outros níveis de importantes substâncias químicas do corpo, como o hormônio do estresse cortisol.

"Esse estudo mostrou que o fator de as pessoas serem felizes ou menos contentes em sua vida diária têm efeitos nos marcadores biológicos que são associados às doenças", afirmou a psicóloga clínica Jane Wardle, integrante da equipe de pesquisadores. "Talvez a risada seja o melhor remédio", acrescentou ela.

Os cientistas estudaram 216 homens e mulheres de meia idade que vivem em Londres, que participam do projeto "Whitehall II" que estuda centenas de civis, conduzido por Michael Marmot. Os voluntários tiveram de dar uma nota sobre o quão felizes eles se sentiam nos últimos cinco minutos durante seus dias de trabalho e de lazer. Seus batimentos cardíacos e pressão eram medidos por um sistema automático nesses momentos.

Mostras de saliva também foram colhidas dos voluntários em oito pontos durante o dia de trabalho e de folga para testar os níveis de estresse do hormônio cortisol. Em uma ocasião, os voluntários eram chamados ao laboratório e tinham de realizar uma tarefa relativamente estressante, durante a qual suas respostas biológicas eram medidas. A equipe observou fatores como posição sócio-econômica, idade e gênero para poder observar apenas os efeitos da felicidade sobre a saúde.

"Quanto mais feliz você era, menor era o nível de cortisol durante o dia. Para os homens, mas não para mulheres, quanto mais feliz você era mais baixa era sua média de batimentos cardíacos", explicou Wardle.

O cortisol é um hormônio do estresse cujos níveis são associados a doenças como a diabetes tipo II e hipertensão. Índices cardíacos mais baixos são associados a uma boa saúde cardiovascular.

Fonte: Globo Online

::: É... a vida é bela... :::

segunda-feira, abril 18, 2005

Michael Jackson campeão carioca 2005

Juiz rebolativo estraga final do campeonato "errando" lances decisivos contra o Volta Redonda e entregando o título para o Fluminense.


Nenhum jornal saiu com uma manchete dessas hoje. A maioria preferiu imbecilidades óbvias como: "Flu deu um voltaço no Maracanã!" Ninguém dedicou espaço aos erros grosseiros de arbitragem cometidos por Edílson Soares da Silva, o Michael Jackson, que influíram decisivamente no resultado da partida.

Alguns deles chegaram até a afirmar que o fluminense virou o jogo e conquistou o título "empurrado pela torcida". Só se teve outro jogo lá em Marte! Quem esteve no maior do mundo, como eu, viu outra vez uma torcida pequena (incapaz de fechar o anel da arquibancada) e calada em grande parte do tempo, só abrindo a boca para rezar.

Fui ao Maracanã com a Táia, Mayra, Amana e Rodrigo. Chegamos pouco antes do início da partida, e nos juntamos aos cerca de 15000 aurinegros que faziam a festa com bandeiras e balões de gás no setor verde à esquerda das cabines de rádio.

O tricolor da terceira divisão começou atacando para tentar tirar os dois gols de diferença necessários para conquistar o trigésimo título estadual. Mas... foi o Voltaço que abriu o placar aos nove minutos, após bom passe de Mário César para Fábio (cria do Glorioso), que apenas teve o trabalho de deixar o nanico goleiro Kléber estatelado no chão e empurrar para o fundo do gol.

Lembrei da semifinal da Taça GB, quando o Glorioso foi eliminado não pelo Americano mas pelo apito de Michael Jackson. A diferença é que a massa alvinegra era muito mais numerosa e não parou de incentivar em nenhum momento, chegando a fazer tremer a arquibancada algumas vezes, mesmo após levar os gols.

O time da cidade do aço se fechou de vez na defesa e o fluminense tentava atacar, mas sem a menor organização e passou até o fim do primeiro tempo sem ameaçar. Irritado, o treineiro Abel tirou o meia Juninho e colocou o bizarro atacante Rodrigo Tiuí, um negro alto e muito magro, de pernas longas porém finíssimas, que quase sempre se enrola com a bola.

Aos 47, o lance que começou a mudar o rumo da taça, de Volta Redonda para as Laranjeiras: Arouca cruza da esquerda, Tuta sobe junto com Lugão na linha da pequena área e o empurra para baixo fazendo uma falta clara. Ao derrubar o goleiro, Tuta consegue cabecear a bola no travessão. Ela volta, bate no zagueiro Aílson e entra. Empate e intervalo.

O único pecado de Dário Lourenço, treinador do time do sul fluminense, foi apostar demais na defesa. Quem joga pra empatar, quase sempre se dá mal e perde. E a tônica da segunda etapa foi essa, ataque do flu contra defesa do Voltaço. Aos 12 minutos, numa disputa de bola próximo à lateral, o nervosinho Tuta desfere uma cotovelada no lateral esquerdo Maciel e é merecidamente expulso.

Conhecendo bem o soprador de apito, comentei com o Rodrigo que era bom o Volta Redonda tomar cuidado porque ele iria expulsar um deles para fazer média. E ele nem sequer tentou disfarçar, pois não levou nem cinco minutos para isso acontecer: Tiuí dominou a bola pela direita e cortou para o meio. Mário César tirou a bola, e somente a bola. O atacante tricolor se jogou, e ato contínuo, Michael Jackson apitou a "falta" e sacou o cartão vermelho para o meia aurinegro.

Mais cinco minutos e o fluminense chega a seu único gol legítimo na partida, numa falha de Lugão, que não saiu para cortar o cruzamento de Juan. Esse resultado levaria a decisão para os pênaltis, e assim o Volta Redonda tentou uma reação. Aos 35, Túlio invadiu a área mas acabou conseguindo a façanha de chutar em cima de Kleber.

Mais uma vez nos acréscimos, de novo aos 47, o ataque do fluminense teve um impedimento marcado pelo bandeira, mas ignorado pelo árbitro. No lance seguinte, a bola foi cruzada para a área, onde só estavam Antônio Carlos e Lugão. Este saiu hesitante e perdeu a disputa no alto, na qual o zagueiro tricolor havia subido de costas para o gol. A bola bateu na nuca dele e subiu, caindo mansamente dentro da rede, um autêntico gol espírita.

Finalmente a torcida pó-de-arroz se manifestou e comemorou o gol e o título, sem se importar com a vergonha e o ridículo de precisar da ajuda substancial do juiz para derrotar um modesto time do interior. Eles não aprenderam nada com a lição do tri rebaixamento... deixa que o castigo vem num momento oportuno.

::: Tirando isso, o resto do fim de semana foi uma beleza! :::

sexta-feira, abril 15, 2005

Quando a liberdade de imprensa se torna intrusão

Descobri esse site por indicação da Mariana, e é realmente muito bom, por isso reproduzo o texto. Ler coisas em português lisboeta é sempre uma diversão, mesmo quando o assunto é teoricamente sério.



Muito se escreve na imprensa ocidental acerca da liberdade de imprensa na Federação Russa, muitas vezes por jornalistas que não entendem o que escrevem, nem sequer se maçam a pesquisar a área sobre a qual vão escrever, mesmo na Internet. A verdade crua e nua é que as coisas não são bem como andam a dizer por aí.

PRAVDA.Ru é um exemplo da imprensa livre na Federação Russa. Como um dos três directores e chefes de redacção (nesse caso da versão portuguesa) e sendo amigo pessoal dos directores e chefes de redacção da versão russa Vadim Gorshenin e da versão inglesa Inna Novikova, posso declarar que não há qualquer tipo de controlo, nem de influência exercida sobre nós, em qualquer das versões.

Quando iniciei o projecto da versão portuguesa em Setembro de 2002, tive reuniões em Moscovo com as autoridades competentes. Á pergunta se havia linhas-guia a seguir, veio a resposta: “Claro que não. Tem de colocar no jornal a verdade, mais nada. Se a verdade dói a quem for, assim seja”.

O que não se pode fazer na Federação Russa é divulgar mentiras como se fossem a verdade ou providenciar informação gratuitamente a elementos subversivos que trabalham contra o Estado. Por exemplo, há restrições sobre o conteúdo das informações que podem ser divulgadas durante uma crise provocada pelas acções de terroristas. Logicamente.

Porém, há que traçar uma linha entre normas de funcionamento, como existem na Federação Russa, e normas repressivas, como existem hoje em dia na Argélia e em Tunísia, por exemplo, onde a imprensa não está totalmente livre e onde os jornalistas podem ser processados por dizerem a verdade simplesmente porque o Estado a entende como mentira.

Hoje surgiu um belíssimo exemplo duma imprensa intrusiva em Portugal, num dos jornais diários mais vendidos (nem interessa qual, porque esse jornal não interessa mesmo), onde veio na capa a revelação que nas escutas policiais ao telefone do senhor Jorge Nuno Pinto da Costa, Presidente do FC Porto, havia referências na gíria portuguesa a prostitutas.

Primeiro, o que isso tem a haver com notícias e segundo, quem passou a procuração a esse farrapo (que não se pode chamar de jornal) de falar da vida pessoal do Sr. Pinto da Costa (mesmo sendo verdade a peça)? Terceiro, se essas escutas estão incluídas no processo policial “apito dourado” que investiga a corrupção no futebol, como é que o conteúdo pode estar apresentado na praça pública, porque sendo parte do processo judicial, influencia o caso. Em muitos países o caso de investigação contra Sr. Pinto da Costa seria considerado nulo só por esse motivo.

Ora bem, o jornal em questão apresentou a cabeça no bloco, porque entre utilizar prostitutas (que não é crime) e utilizar palavras que referem a prostitutas, há uma grande diferença e fica aberto a um processo de calúnia e o devido pagamento duma multa elevadíssima. E merece.

Se um jornal serve para apresentar as notícias à população e se um jornalista serve para as escrever ou apresentar na televisão ou rádio, há que discernir entre o que constitui uma notícia no interesse público e o que constitui fofoqueira, coscuvilhice ou bisbilhotice, seja o que for, que pertence à sala do cabeleireiro ou nos bares, mas que só pertence à sarjeta do jornalismo.

Se Sr. Pinto da Costa utilizar/utilizou ou não prostitutas, o problema é dele e de mais ninguém. Se tivesse sido um caso de rapazes de 18 anos (que não foi), teria também sido uma questão particular. Contudo, se tratasse de rapazes ou moças de sete anos, seria sim uma questão que poderia ser apresentada como de interesse público, porque sendo uma figura pública, a cometer um crime, sujeita-se ao facto que o público tem o direito de exigir um comportamento pelo menos dentro dos limites legais.

Caso contrário, perde o direito. No entanto, o facto do Sr. Pinto da Costa estar sob investigação no processo “apito dourado” não quer dizer que é culpado de qualquer coisa que fosse, até ser julgado (e com essas manchas atiradas contra seu carácter, como é que o processo pode continuar de forma objectiva?) e o facto dele ser investigado não quer dizer que perdeu seus direitos como ser humano.

Imprimir na primeira página duma publicação diária que Senhor X. faz referências a prostitutas nos seus telefonemas (informação que de qualquer modo foi propriedade das autoridades policiais) é uma intrusão na vida pessoal, é interferir com a objectividade do processo legal e é uma expropriação do carácter judicial e fundamental do material em questão.

Isso não se trata da liberdade de expressão ou da imprensa. Trata-se de intrusão.

Há por isso três pontos a ter em consideração na questão da liberdade de divulgar (porque sendo jornalistas, assumimos uma certa responsabilidade e como chefes de redacção e directores, um grau de responsabilidade muito maior).

Primeiro, há normas deontológicas a seguir. Segundo, além de normas, há uma questão ética a respeitar. As normas passam pela representação da verdade na condição de ser de interesse público, e só nessa condição, e a questão ética tem a ver com o respeito pelo ser humano, providenciando-lhe o mesmo tratamento que nós queríamos receber se estivéssemos no lugar dele.

É basicamente uma questão de decência comum. Os leitores saberão discernir entre os órgãos que trazem notícias a eles, e os outros e depois questionar-se-ão se valeu a pena gastar o seu dinheiro do modo que gastaram.

Fonte: Pravda.ru

::: É bom saber que existem portugueses do bem! :::

Estagiário de direito

Mais uma de "adevogados" para não perder o pique:

Era meu aniversário de 37 anos e meu humor não estava lá essas coisas. Naquela manhã, ao acordar, dirigi-me à copa para tomar café na expectativa de que meu marido dissesse: "Feliz aniversário, querida!" Mas ele não disse nem bom dia... Aí pensei: "Esse é o homem que eu mereço até o fim da dos meus dias!"

Não desisti e continuei a imaginar: "As crianças certamente lembrarão..." Quando elas chegaram para o café não disseram nem uma palavra. Saí de casa bastante desanimada, mas me senti um pouco melhor quando entrei no Fórum e o meu jovem estagiário disse: "Bom dia Doutora. Meus parabéns, Feliz Aniversário!"

Quem diria, finalmente alguém havia lembrado, e logo o estagiário... Trabalhei até meio-dia, quando o estagiário entrou na minha sala falando: "Sabe Doutora Promotora, Está um dia lindo lá fora, e já que é o dia do seu aniversário, pensei que poderia convidá-la para almoçar juntos, só a senhora e eu."

Como ele era o maior gatinho e eu já estava puta com meu marido, decidi aceitar. Fomos a um lugar bastante reservado, nos divertimos muito, e no caminho de volta ele sugeriu: "Doutora, com esse dia tão bonito, acho que não devemos voltar ao Fórum. Vamos até o meu apartamento, e lá tomaremos um drinque para comemorar."

Fomos então para o apartamento dele, e enquanto eu saboreava um Martini ele disse: "Se não se importa eu vou até o meu quarto vestir uma roupa mais confortável." Ao que eu respondi: "Tudo bem. Fique à vontade."

Decorridos mais ou menos cinco minutos, ele saiu do quarto carregando um bolo enorme, seguido de meu marido, meus filhos, amigas e todo o pessoal do Fórum... Todos cantando: "Parabéns Pra Você"!

E lá estava eu, totalmente nua, sem sutiã, sem calcinha, sentada de perna aberta no sofá da sala... pronta para dar para o meu estagiário gostoso...

::: É por isso que eu digo: ESTAGIARIO SÓ FAZ MERDA! :::

quarta-feira, abril 13, 2005

Coração de advogado

Num sábado de manhã, um bem sucedido advogado estava sendo conduzido em uma limusine para sua chácara, quando observou dois homens maltrapilhos comendo grama ao lado da estrada. Ele ordenou imediatamente ao motorista que parasse, saiu do veículo e perguntou:

- Por que vocês estão comendo grama?
- Porque nós não temos dinheiro para comprar comida - respondeu um dos homens.
- Bem, você pode vir comigo para a chácara - disse o advogado.
- Senhor, eu tenho uma esposa e três filhos aqui.
- Traga-os também - replicou o advogado.
- E quanto ao meu amigo?

O advogado virou-se para o outro homem e disse:

- Você pode vir também.
- Mas, senhor, eu também tenho esposa e seis filhos - diz o segundo.
- Não há problema. Eles podem nos acompanhar - disse o advogado enquanto se dirigia de volta à limusine.

Todos se acomodaram como puderam na limusine e, quando já estavam a caminho, um dos acompanhantes disse:

- O senhor é muito gentil e bondoso, obrigado por levar a gente com o senhor.

O advogado respondeu:

- Não precisa agradecer, vocês vão adorar minha chácara. A grama está com quase um metro de altura!

::: É por aí mesmo que esse pessoal raciocina :::

terça-feira, abril 12, 2005

Feeling de Bêbado

Uma mulher foi às compras em um supermercado perto de casa, onde pegou:

a) 2 caixas de leite desnatado,
b) 1/2 dúzia de ovos,
c) 1 litro de suco de laranja,
d) 2 alfaces americanas,
e) 1 kg. de café descafeinado,
f) 1 pacote de carne de soja,
g) 1 Cream Cheese
h) 1 garrafa de Coca Cola light lemon
i) 6 iogurtes de ameixa
j) 300 gramas de peito de peru defumado

Ela estava passando as compras do carrinho para a esteira do caixa, e um bêbado, seguinte na fila, a observava. Enquanto o caixa registrava as suas compras, o bêbado calmamente disse:

"Você deve ser solteira."

A mulher ficou um pouco espantada com a declaração, e intrigada com a intuição do bêbado, já que, de fato, era solteira. Ela olhou os dez itens sobre a esteira e não viu nada de particular em sua seleção que pudesse sugerir ao bêbado seu estado civil. Com a curiosidade aguçada, ela disse:

"O senhor sabe, está absolutamente correto. Mas como diabos conseguiu descobrir isso?"

E o bêbado respondeu:

"É porque você é feia pra caralho!"

::: Por isso que eu parei de beber... :::

segunda-feira, abril 11, 2005

Volta Redonda, olímpica e triunfal sobre o salto alto tricolor

O estadual 2005 provavelmente já teria acabado se um soprador de apito não tivesse inventado um pênalti pra lá de suspeito, no melhor estilo Mandrake, na partida entre o Voltaço e o flacasso, na semifinal da Taça Rio. O time da imensa massa de iletrados pagou caro pela vitória injusta e indevida e levou um chocolate da páscoa com uma semana de atraso do limitado tricolor das laranjeiras: 4x1.

Este por sua vez, assumiu durante a semana a condição de favorito ao título, com o tradicional oba-oba da imprensa e torcida. Até que na sexta-feira, Maicon, um inocente aprendiz de perna-de-pau, recém saído das fraldas, respondeu o seguinte quando perguntado por um setorista se ele arriscava um palpite para o primeiro jogo contra o Volta Redonda:

"Acho que o Fluminense ganha por 2x0."

Pois é, ele quase acertou. Aliás, se o jogo terminasse aos 5 minutos do primeiro tempo ele teria se dado bem. Mas... nos outros 85 minutos o time da terceira divisão mal viu a cor da bola, e levou um passeio com estilo do surpreendente time do Vale da Paraíba.

Comandado por Dário Lourenço fora do campo e pelo incansável craque Túlio Maravilha dentro dele, o Voltaço virou a partida na segunda etapa e chegou a abrir 4x2. No fim, após inúmeras caneladas e gols perdidos, o bonde Tuta diminuiu numa desatenção da defesa aurinegra.

Com esse placar de 4x3, basta ao Volta Redonda empatar a segunda partida para se tornar o primeiro campeão estadual de fora da capital em 99 anos de disputa. Se o tricolor vencer por um gol de diferença a decisão vai para os pênaltis. E somente com uma vitória por dois ou mais gols de saldo o fluminense leva o título.

A medíocre torcida pó de arroz mostrou mais uma vez o quanto é pequena, não só em tamanho como em disposição. Pouco mais de 30000 pessoas estavam na arquibancada pelo lado tricolor, com cerca de 5000 abnegados fãs do Voltaço completando o ridículo público de 35000 pagantes numa final de campeonato.

Sem falar que eles ficam calados o tempo todo, só de vez em quando cantam uma oração para o recém-falecido Papa João Paulo II. Pensando bem, não dá para esperar muito mais do que isso: com um time horrível desses, só rezando mesmo!

No final, o melhor. E não me refiro ao olé, nem ao resultado em si, mas à entrevista dada pelo treinador do Volta Redonda à Vênus Platinada:

Repórter: O que você achou da reação do time na partida?
Dário: O gol no final do 1º tempo foi fundamental, e no segundo tempo tivemos tranqüilidade para virar o jogo, impondo nosso ritmo.
Repórter: Alguma mudança para domingo?
Dário: Vamos ver durante a semana...
Repórter: Essa vitória foi uma resposta às provocações do Abel?
Dário: Não, a ele não. Mas teve gente que falou muita besteira durante a semana. Na sexta-feira, um colunista do jornal "O Globo" (o bestial Renato Maurício Prado, meu parêntese) escreveu que o Fluminense ia dar de goleada. Tem que falar para o pessoal lá do Globo escolher melhor seus colunistas! Dedico a vitória a ele!

Sensacional!! Soube depois que o narrador e o comentarista foram corporativistas e ficaram defendendo o colega no ar, dizendo que o técnico tinha que aproveitar a vitória e não alfinetar a imprensa. Ah, então tá! O cara escreveu merda, como de costume, e quem é atingido ainda tem que escutar calado? Tô fechado com o Voltaço e não abro!

A propósito, joguei bem na pelada sábado, com a camisa atual do eterno Túlio Maravilha, fiz dois gols e algumas jogadas muito bonitas, além de combater o tempo todo.

::: Domingo estarei lá mais uma vez, para a despedida definitiva da geral, que já está deixando saudades :::

quinta-feira, abril 07, 2005

Uma comparação (para refletir)

Chegando em casa, liguei a tv e fiquei vendo Santos x LDU. Que diferença! Não tem como não gostar do Robinho: ele é tudo aquilo que todo moleque gostaria de ser. Vamos combinar que a tal LDU é um time extremamente limitado que só tem chance quando joga nos quase 3000m de altitude de Quito, mas o Santos só não enfiou mais por causa do caneleiro Deivid, que é o único que destoa no time paulista comandado por Gallo. (aquele mesmo, cabeça de área lento e botinudo, mais um discípulo de Lalauxemburgo, que praga!)

Quase não há erros de passe e pasmem, num jogo valendo pela Libertadores, o time da Vila Belmiro cometeu apenas quatro faltas... em toda a partida!!! E dá-lhe Robinho, entortando e enlouquecendo o lateral direito e zagueiros equatorianos. Final 3x1, Santos. Desde 2002, o alvinegro praiano investe maciçamente nas divisões de base, de onde saíram Diego, Robinho, Elano entre muitos outros.

A diretoria soube capitalizar os dois títulos brasileiros e o vice na Libertadores e contratou bons jogadores para compor o elenco, além de fechar bons contratos de patrocínio que rendem muitos cobres aos cofres santistas.Aí fica a dúvida? Por que o Botafogo não tenta esse caminho? Tradição por tradição, os dois clubes têm uma trajetória semelhante.

Por que insistir na contratação, a peso de ouro, de veteranos cansados e desinteressados, que ficam no esquema come e dorme, sugando os escassos recursos do clube sem trazer nenhum retorno? Exemplos: Guilherme, Caio, Scheidt, Ramon, Valdo, Luizão, Mortinho Paulista.

Por que insistir na contratação de jogadores obscuros de times inexpressivos, pagando gordas comissões a empresários que não têm o menor interesse no sucesso do clube, usando-o apenas como vitrine para exposição de "produtos"? Exemplos: Rogério Souza, Luis Cláudio, Elvis, Raúl Estévez, Dill, Marquinhos, Juca entre tantos outros.

O caminho é investir na base, revelar talentos, injetar sangue novo no time, criar identificação entre atleta, clube e torcida. Quem joga no Botafogo tem que saber o que é o Botafogo, tem que ter no mínimo respeito pela história do clube. Não falo nem em "amor à camisa", porque sei que hoje em dia já não há espaço para isso na ditadura do "profissionalismo".

Sei que isso que escrevo não é nenhuma novidade, mas será que ninguém vê? O campeonato nacional promete ser duríssimo, e quatro times descem para a Série B em 2006. Além disso, já faz sete anos que não entra nenhuma taça em General Severiano. Periga, daqui a pouco, a gente começar a ouvir torcedores de outros times cantando parabéns para nós outra vez, como acontecia na década de 1980...

::: Acorda, Bebeto! As eleições estão chegando e não queremos aturar o Montenegro e sua turma de novo... :::

Empate é derrota, hoje e sempre.

2005 começou muito bem para o Botafogo e para mim em particular. Mas aos poucos, velhos problemas voltaram a acossar nosso time e nossa torcida. Depois do Americano, Fluminense e Cabofriense nos tirarem do estadual, mesmo sendo o clube com a segunda melhor campanha, ontem o Paulista de Jundiaí eliminou o Glorioso da Copa do Brasil com o empate em 2x2, diante de pouco mais de 5000 testemunhas no Maracanã.

Depois do empate com a Cabofriense, Bonamigo caiu e para o seu lugar foi contratado... Paulo César Gusmão, o algoz! Confesso não lembrar de nenhum caso parecido, mas é aquela história: se não consegue derrotar o inimigo, junte-se a ele. O time partiu para a aprazível Águas de Lindóia com o objetivo de escapar das cobranças da torcida, dar uma chance para PC conhecer o elenco e se concentrar exclusivamente no jogo contra o time do interior de São Paulo.

Como dizem os coleguinhas de rádio, "detalhe": uma rápida olhada no cartel do bravo discípulo de Luxemburgo aponta o seguinte retrospecto: Vasco da Gama, nenhum título; Palmeiras, nenhum título; Flamengo, sem nada e quase rebaixado para a Série B em 2004; Cruzeiro, título mineiro 2004 (detalhe do detalhe: os próprios mineiros não dão a mínima para o campeonato, tanto que o chamam de "Ruralzão" ou Rural...) mas eliminado da Libertadores; Cabofriense, fracasso no estadual 2005. Será que esse sujeito tem perfil para ser treinador do Botafogo? Eu não vejo como um cara que fracassou em todos os lugares que passou possa vir a fazer sucesso justo agora, por aqui. E ele tratou de confirmar isso logo de cara!

Como o jogo de ida terminou em 1x1, bastava ao Glorioso um empate em 0 a 0 para se classificar para as oitavas de final da Copa do Brasil. Todos sabem o que acontece com quem entra pensando em empatar...

Aos 4 minutos, após cobrança de escanteio rasteira, o bom atacante Léo (que passou pelo Botafogo em 2003, sem ser aproveitado) arriscou um despretensioso chute de fora da área. Jefferson pulou de forma estranha e a bola passou ao lado de sua mão esquerda, entrando no meio do gol. Uma falha extremamente inoportuna desse que vinha sendo o destaque do time em todas as partidas.

Atordoado com a desvantagem, o alvinegro só conseguiu criar a primeira chance aos 13. O inoperante Juca fechou os olhos e mandou ver, também de fora da área. Provavelmente a bola iria parar na arquibancada, como já aconteceu muitas outras vezes, mas encontrou as costas de um zagueiro e subiu com uma trajetória diferente, enganando e encobrindo o goleiro Rafael que estava adiantado.

Esse resultado levaria a disputa da vaga para os pênaltis, mas o Paulista não se acomodou e continuou explorando o contra-ataque. Um desses resultou numa falta na intermediária aos 32 minutos. O meia Cristian bateu de trivela, com muita força, e a bola entrou no ângulo esquerdo de Jefferson. Uma bola indefensável, mesmo sendo de longe.

Um locutor flamenguista imbecil, que dizem ser o melhor do Rio, pergunta para o comentarista: “Esse goleiro é horroroso! Tá falhando muito! Será que não era melhor colocar o Max? Ou será que não é trocar xixi por pipi?” (acredite, as palavras foram ditas assim mesmo) O comentarista solta uma gargalhada e concorda.

Talvez fosse o caso de algum Geraldino mijar numa garrafa d’água e arremessar dentro da cabine onde esses infelizes “trabalham”, para verem que xixi e pipi é o desserviço que prestam mentindo escandalosamente para torcedores do Brasil inteiro, num jogo sem televisão (O Sportv preferiu passar o sensacional duelo entre Corinthians e Cianorte, e a flaglobo ficou com o Santos x LDU). Tenho medo só de imaginar que amanhã posso estar dividindo o microfone com essa gente...

Para se classificar, agora o Botafogo precisaria de dois gols. E aos 35 PC resolveu mostrar serviço, sacando o inacreditável Elvis, que errava passes de dois metros, colocando Almir. Três minutos depois, o "matador" Guilherme aproveitou um erro de passe do Paulista no meio campo e fez um lançamento primoroso (acredite se quiser) para Alex Alves, que ganhou da zaga na corrida e tocou com categoria por cima do goleiro. 2x2.

Intervalo, e os repórteres correm pra cima do goleiro Jefferson. Reproduzo uma das entrevistas mais insólitas que já ouvi na minha vida. Nesse caso, os ponteiros trabalharam direito, as respostas (em negrito) é que foram surreais:

- O que houve nos gols, Jefferson?
- Confesso que falhei no primeiro gol, mas no segundo o jogador deles foi feliz.
- Mas o chute foi de muito longe, houve uma desatenção?
- Não, é que eu entrei um pouco cansado (!?!?!?).
- Cansado? De quê? O Botafogo está a duas semanas sem jogar!
- Não sei. Estou um pouco cansado.
- Aconteceu algum problema durante o dia, na alimentação ou no sono?
- Não sei qual é o problema. Não sei se dormi muito, ou pouco, ou se não dormi!(!?!?!)
- Você não sabe se dormiu mal ou não dormiu?
- É... não sei...

Dá pra acreditar num negócio desses? Só mesmo no Botafogo, né? Jefferson foi campeão mundial sub-20 com a seleção e foi o melhor goleiro do brasileiro 2004 e do estadual 2005. Mas como todo goleiro, está sujeito a falhar. Até aí tudo bem, mas entrar em campo "cansado" e sem saber se dormiu ou não é demais! E olha que ele nem é da turma dos putanheiros e farristas como alguns "atletas" do clube...

No segundo tempo, como era de se esperar, o Botafogo entrou com tudo e o Paulista tratou de ficar na retranca. Mas bola na rede que é bom mesmo, nada. Já no final, na base do desespero, aos 41, Ricardinho chutou a bola na trave e voltou para Guilherme que, dentro da pequena área, mandou na trave de novo. Só que dessa vez, após bater na trave, a bola entrou e foi tirada já de dentro do gol. Os jogadores protestaram, mas o bandeirinha e o juiz ficaram impassíveis e deixaram o jogo correr.

Terminou a partida e terminou a participação do Botafogo na Copa do Brasil. O time jogou mal? Sim, jogou. Mas é a terceira vez em menos de dois meses que o alvinegro é eliminado por erros de juízes. Esse nem foi grosseiro como os anteriores, mas teve o mesmo efeito.

::: Agora, só nos resta ganhar o brasileiro! :::

terça-feira, abril 05, 2005

O facão do Assador

O gaúcho chega em uma churrascaria em São Paulo, senta e, indignado,chama o garçom:

- Mas bah! Lá na minha terra não tem essa história de cardápio. Nos pampas, a gente escolhe a carne cheirando a faca do assador!

O garçom deu um sorriso irônico, mas como não queria perder o cliente atendeu a caráter. Dirigiu-se ao assador das carnes, pegou sua faca que tinha acabado de cortar uma picanha e levou-a ao gaúcho. Ele pegou a faca, colocou-a embaixo de seu nariz e exclamou:

- Mas bah! Essa picanha está maravilhosa, me traz um pedaço, tchê!

O garçom, assustado, serviu a picanha e, logo após, buscou a faca utilizada para cortar a costela e deu para o gaúcho. Este exclamou:

- Mas bah! Essa costela está no ponto! Pode trazer, tchê!

O garçom continuou sem acreditar naquilo e foi à cozinha mais uma vez. Trouxe outra faca diferente para testar o gaúcho:

- Mas bah!Agora este serviço está melhorando!Adoro lingüiça toscana, corta uma pra mim!

O garçom, já puto da vida com o gaúcho, pegou uma nova faca e pediu pro assador:

- Tião (assador) passa a mão no teu pau e depois esfrega nessa faca! Mas esfrega com vontade!

Dito e feito, o garçom entregou esta faca para o gaúcho. Ele a colocou em frente de seu nariz, suspirou, sorriu, olhou para o garçom e disse, surpreso:

- Mas bah! Como este mundo é pequeno, tchê! O Tião trabalha aqui!?!?!

::: Gaúcho é tudo igual... huahuahua :::

quarta-feira, março 30, 2005

Jornalistas querem reagir contra sua banda podre

Réu em cerca de 100 processos por crime contra a honra, o comentarista esportivo Jorge Kajuru foi condenado, na semana passada, a 18 meses de detenção, em regime aberto, na Casa do Albergado de Goiânia. O processo foi aberto pela filial da Rede Globo em Goiás, onde a emissora é tocada pela Organização Jayme Câmara. Kajuru, cujo nome é Jorge Reis da Costa, responde por, pelo menos, mais 108 processos por dano moral.

Por ser definitiva, a decisão é incomum. Por ter sido movida por empresa jornalística, é emblemática. A condenação acontece em um contexto pouco favorável para a imprensa em geral e especialmente ruim para os jornalistas. Levantamento feito por este site, há pouco mais de 1 ano, mostra que para um universo de 2.783 jornalistas de 5 grupos jornalísticos havia 3.342 ações judiciais por dano moral.

O estudo mostra que a imprensa foi engolfada pelo alto grau de litigiosidade que vigora em todos os setores do país, o que se constata pelo entupimento do sistema judicial. Mas mostra outras duas vertentes típicas do setor: uma é o assédio judicial movido por políticos, empresários, juízes e outros segmentos que usam o Judiciário para que suas mazelas fiquem em segredo.

O outro vetor é o segmento de empresas e profissionais que usam o jornalismo para fazer negócios: suprimem ou dão notícias em troca de dinheiro, publicidade ou favores. É esse setor que contamina a imagem de toda a imprensa, contribuindo para a multiplicação de processos e condenações.

Caso concreto

Um caso acabado de extorsão é descrito em detalhes nos autos de processo (000.02.226954-1) julgado pela 2ª Vara Cível Central de São Paulo. Enquanto um empresário e sua empresa eram alvejados por notas consideradas mentirosas e ofensivas de um colunista, as vítimas foram procuradas por uma ONG do próprio jornalista para comparecer com uma "doação" de 30 mil reais. Sem a doação, os ataques recrudesceram.

A ONG em questão é uma entidade assistencial chamada Projeto Down, alegadamente voltada para o apoio a crianças acometidas da síndrome. A entidade tem o mesmo endereço da empresa jornalística e o site do colunista direciona os leitores para o projeto down.

Gilberto Luiz di Pierro, que atende pelo pseudônimo de "Giba Um", e sua empresa, a Manager Comunicação, foram condenados pelo juiz José Tadeu Picolo Zanoni a pagar 1.000 salários mínimos como reparação.
Em sua sentença, o juiz anota que o pedido de dinheiro "foi claramente confessado". A coincidência de o endereço do recibo da ONG ser o mesmo da Manager, afirma Picolo Zanoni "derruba toda a argumentação dos requeridos em prol do trabalho social que eles acreditam desenvolver".

O colunista Giba Um, em primeira instância, já foi condenado e recorre contra outras decisões que lhe impuseram as penas de três meses de detenção, uma reparação de 20 salários mínimos e outra de 500 salários. Outros processos estão em curso, como o da filha do presidente Lula, Lurian, e do prefeito Blumenau. Ambos pedem reparação de 1.000 salários mínimos. Todos os casos envolvem crime contra a honra.

Reação de classe

A Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj) reuniu-se neste final de semana para discutir suas diretrizes para 2005. Na pauta, uma campanha de revalorização profissional. O vice-presidente da Federação, Fred Ghedini, que também dirige o sindicato dos jornalistas de São Paulo, concorda que para recuperar o respeito da sociedade e do Judiciário a corporação deve reagir contra quem usa o jornalismo para atos de banditismo.

"Por isso vamos retomar a luta pela criação do Conselho Federal dos Jornalistas", afirma Ghedini. O Conselho teria instrumentos disciplinares mais efetivos que as comissões de ética da Fenaj e dos sindicatos. Segundo o dirigente, "uma ação mais firme no âmbito profissional traria um ganho de qualidade nessas questões", que hoje são arbitradas de forma descompensada pela magistratura.

Da Revista Consultor Jurídico, 26 de março de 2005

::: Será que o conselho sai dessa vez? Vamos aguardar... :::

quinta-feira, março 24, 2005

Bolinha de Pinball - Parte II

Voltei pra casa para me livrar da roupa pesada e da mochila idem. Bermuda e sandália no pé, estou pronto para ir ao Maraca. O trânsito está infernal por todos os lados por causa da chuva e da véspera de feriado, por isso, resolvo ir de metrô, apesar de não gostar das baldeações.

Tem uma pelada preliminar entre os reservas do Volta Redonda contra os do fluminense, que não vale nada porque ambos já estão na semifinal. Em seguida, depois da novela, mas sem a transmissão da flaglobo, que preferiu o vermelho e preto mais uma vez num jogo contra o América que não vale nada, o Glorioso entra em campo contra a poderosa Cabofriense, em busca da vaga para a semifinal.

Parei na parmê e comi uma pizza de calabresa. Depois encarei a longa viagem no metrô lotado. Na transferência para a linha 2 encontrei a Débora, que trabalhou comigo na... naquele lugar que não gosto de falar o nome. Ela está ainda mais linda do que já era antes, e me ajudou a esquecer de vez a biba portenha.

Chego na bilheteria, e para minha surpresa ainda havia ingressos de meia-entrada. Mais surpreendente ainda, a bilheteira, uma loura linda de olhos azuis e óculos. Parecia uma miragem no meio do deserto: ainda por cima, ela era simpática, sorridente e sabia todas as informações que eu pedi sobre os próximos jogos!! Uma sereia perdida no meio daqueles tubarões bandidos que trabalham na SUDERJ! Eu deveria ter tentado pedir a mão dela em casamento, mas me faltou a coragem que sobrava naquele narigudo que pensa que é gente.
Apenas balbuciei: “Muito obrigado, você é linda!” ela ficou vermelha, riu e eu fui embora.

Lá dentro, O Voltaço ia dando uma chinelada no subtime de terceira até que o soprador de apito resolveu inventar um pênalti para o fluminense, final 3x2 para o tricolor.

Encontrei o meu amigo e discípulo Pedra na arquibancada branca e vimos o jogo juntos, como de hábito. Não estava tenso, como deveria estar, e estava desconfiado de que alguma coisa não ia bem. Menos em relação ao jogo do Vasco e mais em relação ao jogo da Portuguesa, que tinha mais chances em caso de fracasso nosso.

Quinze minutos nada de gol, o time parece sonolento, e eis que o nosso Alex Alves arrisca uma jogada de ataque, e passa para Ramon. Este, dentro da área, mas de costas para o gol, gira manhosamente para a direita, esperando que o beque o derrube. Dito e feito, pênalti para o Glorioso. Alex bate e faz 1x0. Quase não comemorei.

Aos 24, Alex foi à linha de fundo e cruzou precisamente para o arremate de nosso “matador” Guilherme. 2x0, tudo normal e eu quase quieto na arquibancada. O comentarista diz que o placar é injusto, porque a Cabofriense dominava “amplamente” o jogo e o Botafogo havia “apenas” feito os gols. Engraçado, porque quando acontece o contrário, é justo que o alvinegro seja castigado por não fazer os gols...

Depois da saída, o simpático Arcelino saiu fazendo fila e driblou três jogadores nossos que não esboçaram muita reação. Apenas César Prates correu para evitar que ele marcasse, e deu um carrinho na entrada da área. Por ser o último homem, o juiz o expulsou. Com um a mais, o time de Cabo Frio se animou e veio pra cima, principalmente com o endiabrado Diego que após rebote num escanteio, chutou sem chances para Jefferson.

Aos 43, o incansável Túlio roubou uma bola no meio e partiu ele mesmo pela esquerda. Cruzou na medida para Guilherme que apenas teve o trabalho de empurrar com a direita para o canto direito do goleiro. Dessa vez vibrei com mais entusiasmo e a torcida, precipitadamente, começou a gritar “Adeus Vasco, Adeus Vasco!”. Não gosto desse tipo de coisa, menos ainda faltando um tempo inteiro por jogar.

No segundo tempo, a Cabofriense voltou pressionando ainda mais e diminuiu aos 10 com um gol de Diego. Importante dizer que ele estava impedido na hora em que recebeu a bola, mas vão dizer que é choro de perdedor, né?

Diego foi às redes buscar a bola para recomeçar o jogo o mais rápido possível e formou-se uma confusão entre ele e os jogadores do Botafogo. Quando saía da área, Elvis tentou tirar a bola dele, que caiu como se tivesse levado um soco, ou coisa pior. O honesto e justo soprador de apito, atendeu o apelo do bandeirinha e o expulsou pela “agressão”.

Com dois a menos, não há esquema tático ou preparo físico que resista. Nosso técnico Bonamigo (da onça) pensou em segurar o resultado e seu emprego tirando os atacantes Alex Alves e Guilherme, para a entrada do cabeça de área Thiago Xavier e do machucado atacante Ricardinho.

Não podia ter dado certo, e não deu. Por piores que sejam as condições, um time nunca pode abdicar do ataque. Por pior que seja o adversário, ele vai acabar marcando, nem que seja só pela insistência. Como a essa altura o Vasco já vencia o Olaria por 2x1, se a Cabofriense empatasse o Botafogo seria eliminado do campeonato.

E aos 29, a casa acabou caindo de vez: Diego, outra vez em posição pra lá de duvidosa, recebeu passe de calcanhar de Flavinho e empatou a partida em 3x3. A partir daí, curiosamente, o time da região dos lagos diminuiu o ritmo, mesmo com dois a mais. Inexplicavelmente, já que se fizesse mais um gol e vencesse, se classificaria para a semifinal eliminando o flamengo que não passou de um empate sem gols com o América.

Aos 37, já no desespero, nosso treinador saca o lateral esquerdo Daniel e coloca em campo o atacante Almir. Aos 43, ele fez uma jogada que marcou sua atuação na série B em 2003, arrancando com a bola desde o meio campo driblando dois adversários e mais um na entrada da área, cortou pra esquerda e chutou no canto direito do goleiro, a bola caprichosamente bateu num zagueiro e saiu em escanteio.

No minuto seguinte, o juiz resolveu fazer uma média e expulsou Flavinho por uma falta em Ramon, que por sinal nem foi das mais grosseiras, mas Pablo dos Santos Alves queria mostrar “isenção” e que estava coibindo a violência...

Então tá... 47 minutos, o juiz encerra a partida. As pessoas se entreolham na arquibancada, não sabem o que fazer, parecem não acreditar no que viram, mas é isso aí mesmo: o Botafogo está fora do campeonato devido a mais um gol irregular, mesmo tendo a segunda melhor campanha entre todos os clubes.

Enquanto isso, Vasco (sexto lugar) e flamengo (oitavo) continuam na disputa! Aliás o time da gávea poderia ter conseguido (e quase conseguiu) a façanha de ser rebaixado e campeão ao mesmo tempo! Cosias do regulamento... se a gente conta uma dessas lá em Lisboa, diriam que é piada de brasileiro!

Fui até a saída do estacionamento, vi alguns dos nossos “craques” se escondendo dentro do ônibus, e fiquei conversando com meu amigo Vitor, que é chefe da equipe de seguranças e conselheiro do clube. Depois levei o Gustavo até o Cervantes para comer um sandubão de filé com queijo e abacaxi e mostrei pra ele onde fica o Bip-Bip, reduto de sambistas de plantão no Posto 5. Três da manhã, fim da linha.

::: A nossa bolinha caiu e se foi, agora só resta torcer para Túlio Maravilha e o Voltaço conquistarem o título e acabar com a festa dessa gentinha :::

Bolinha de Pinball - Parte I

Pra cima, pra baixo, pra cima, pra baixo.
Pra dentro, pra dentro, pra fora... Pra fora? Pra fora!!!

Assim passou meu dia 23 de março de 2005. Acordei às quinze pras sete em Niterói, na casa do meu camarada Vitor Munhoz, numa prévia do que pode vir a se tornar uma rotina a partir do mês que vem. Peguei a barca de 07:12 e cheguei no escritório exatamente uma hora depois.

Tudo indo normal até as 10. Toca meu estridente tijolo móvel, do outro lado da linha fala Adriana, que faz uma proposta indecente: “Esteja de barba feita e bem arrumado no Marina Hotel às 14:30, 26º andar!”

Calma, não é isso que vocês estão pensando, a coisa é estritamente profissional: vender alguns exemplares de livros do autor Dernizo Pagnoncelli, que estaria no local proferindo uma palestra e distribuindo autógrafos.

Saio do escritório às duas em ponto e pego um táxi para casa, para poder entrar no perfil pedido pela “minha chefe”, vamos dizer assim. Chego no hotel, um cinco estrelas no Leblon, e procuro por Priscila, que deveria estar com os livros.

Quando finalmente a encontro, ela diz que nada sabe sobre os livros. Tudo bem, nem prestei muita atenção no que ela dizia, e não é difícil explicar por quê:

Priscila é uma morena bronzeada de nada mais nada menos que 1,85m de altura. Disso tudo pode colocar que mais de um metro são só de pernas, belíssimas pernas por sinal. As ancas também superam a marca dos 100cm por larga margem, e para não deixar a menor dúvida, longas madeixas castanhas lisas (mas não alisadas) que batem na cintura, devendo estar mais ou menos nessa metragem.

Não consegui encaixar um papo não profissional com ela, mas nem precisava, pelo contrário, poderia até estragar aquela visão do paraíso na Terra. Só pelo olhar, arrogante, já deu pra sacar que ela é daquele tipo de mulher que tem a exata noção do quanto é linda e gostosa, e que somente por isso pode conseguir tudo que quiser. Inclusive humilhar e esnobar todo e qualquer homem que não lhe interesse, no caso, eu.

Os potenciais compradores dos livros, que assistiam à palestra, iam abrindo o bolso e comprando alguns exemplares. Ao mesmo tempo passavam pelo lugar onde eu estava hóspedes do hotel, na maioria gringos que se dirigiam para a sauna e piscina, que ficam no andar de cima.

Seis horas, empacotei os livros que sobraram e fiquei admirando essa moça que mais parecia uma obra de arte do que qualquer outra coisa. Filosofando (mentalmente) como é bom ser homem, e melhor ainda ser apaixonado pelas mulheres. Me despedi dela e das outras duas pessoas que estavam na organização do evento.

Esperando o elevador, que demora uma eternidade, já que são apenas dois para atender 26 andares, pára ao meu lado um hóspede que parecia recém-saído da piscina. Reparei que ele já tinha passado algumas vezes antes pelo corredor e olhado para mim bem mais do que deveria.

Entramos eu e o sujeito no elevador, que é todo espelhado e tem uma enorme câmera de vigilância no teto. Na esperança de evitar o pior, fico de costas para o cara, e olho no espelho para ajeitar a barba, sabendo que continuo sendo observado. Mesmo assim, ele não se conteve e soltou a pérola: “És muy lindo!”

Virei e fiquei de frente pro infeliz, com a cara de mais ódio e nojo que consegui fazer e soltei um “Como é que é?!” Ele, fingindo arrependimento, levantou as mãos como se não tivesse entendido o que disse ou ficado com medo de apanhar e emendou “Desculpe”. Chegou no andar dele e saiu.

A porta fechou e eu comecei a gritar: “Argentino! Viado! Cheirador! Filho da puta! Morre de aids! Vai dar o cu no inferno!” (Sei que é tudo redundante, mas não custa nada recitar...) Tudo isso esmurrando o espelho e mostrando o dedo médio para a câmera.

Por que a Priscila, que passou a tarde inteira comigo, não teve uma sacada dessas: “Você é lindo!”; “Vamos jantar amanhã.”, “Vamos lá pra casa pra eu te mostrar minha coleção de biquínis” ou qualquer coisa na linha?

Como é que um argentino viado depilado pau no cu desgraçado sem mãe, (não dá pra evitar...) que ficou apenas 30 segundos perto de mim, teve a cara de pau de me dar uma cantada tosca dessas?

Ainda bem que eu tive a presença de espírito e auto controle suficientes para me segurar e não partir pra cima e dividir o focinho desse infeliz em dois. Poderia dar uma merda grande dupla: eu perder futuros eventos, e ainda por cima esse cão do inferno se apaixonar por mim de vez e querer levar mais porrada.

::: Achou que tava ruim? Prepare-se porque o pior ainda está por vir... :::

terça-feira, março 22, 2005

Audi A4 e Fiat Uno

Um grupo de brasileiros alugou um carro na Alemanha para viajar pela Europa. Quando eles chegaram na fronteira de Portugal, o policial português deu uma volta ao redor do carro e disse aos brasileiros:

- Vocês não podem passar.
- Mas por quê? - perguntou o motorista brasileiro.
- Porque vocês são cinco num Audi a Quatro.
- E daí?! - disse o brasileiro - Isso não tem nada a ver. “A Quatro” é o modelo do carro, mas o senhor pode olhar os documentos e ver que é um carro de cinco lugares.
- Isso não me interessa - continuou o policial português - O meu chefe me passou a orientação de que num Audi A4 podem viajar no máximo quatro passageiros.
- Mas isso é um absurdo!! - indignou-se o brasileiro - Chame o seu chefe agora, que eu preciso falar com ele, isso é inacreditável!
- Agora não será possível, ele está muito ocupado. Vocês vão ter que aguardar.
- Ocupado com o quê?
- Com os dois caras do Fiat Uno.

::: Só para relaxar... :::

segunda-feira, março 21, 2005

paulista = argentino

Diálogo entre pai e filho corintianos após a vitória do Corinthians sobre o Palemiras por 2x0 no Morumbi, ontem à tarde:

- Pai?
- Fala, filho.
- Por que eu não entendo o que esse jogador novo do Corinthians fala?
- Porque ele é argentino, filho.
- Argentino não é do Brasil?
- Não, meu filho. Argentino é quem nasce na Argentina.
- Aquele país que o senhor disse que só tem filho da puta?
- Er... bem... não é bem assim, filho.
- Então, se o Brasil jogar com a Argentina, agora a gente vai ter que torcer pra Argentina?
- Não, meu filho. Vamos continuar a torcer pro Brasil.
- E aquele outro que veio com ele, o Sebastião?
- Não é Sebastião, filho. É Sebastian!
- É aquele do comercial da C&A?
- Não, filho, aquele lá é um negão viado, mas não é argentino.
- E esse não é ?
- Não, ele é só viado porque é argentino, lá não tem crioulo.
- É mesmo??
- É.
- Então, pra ver jogo do Corinthians agora a gente vai ter que ir pra Argentina?
- Não, meu filho.
- Mas, e a Argentina, agora não tem mais jogador? Vieram todos pro Corinthians, né?
- Não, só vieram três argentinos, lá eles têm um monte de jogadores.
- Ah, entendi. Como na Argentina tem um monte de jogadores então eles mandam pra cá. Acabaram os jogadores brasileiros?
- Não, filho.
- Pai?
- Diga, meu filho.
- Agora quando a torcida começar a gritar "Filho da puta, Filho da puta" é por causa dos argentinos do Corinthians?
- Não, filho, na verdade isso é pro juiz...
- Por que? Ele também é argentino?
- Não, meu filho! É porque ele rouba o Corinthians, então a torcida xinga.
- Mas o senhor não vivia dizendo que todo argentino era filho da puta?
- Vivia, e com razão.
- Então o Corinthians virou um time de filho da puta?
- Não, filho! Presta atenção na televisão e para de me encher o saco que eu quero escutar!!
- Então me explica o que eles estão falando.
- Porra! Com você falando sem parar aqui e com aquele filho da puta falando enrolado lá, não dá pra entender nada direito!!! Cala a boca que eu quero escutar a entrevista!!
- Pai, o que é "porra"?
- Foi a merda que enfiei na tua mãe pra nascer um filho da puta que nem você!
- Ahhhhh, agora entendi! Então eu sou um argentino!!!

::: huahuahauhauhau subraças, eles se merecem! :::

segunda-feira, março 14, 2005

Gente que faz... merda!

Uma grande empresa entendeu que estava na hora de mudar o modelo de gestão e, para isso, decidiu contratar um novo administrador, de estilo durão e com dois cursos MBA na bagagem. Ele veio determinado a agitar as bases e tornar a empresa mais produtiva.

No primeiro dia de trabalho, acompanhado dos principais assessores, resolveu fazer uma inspeção em todos os setores da companhia, até para que os funcionários o conhecessem. Na fábrica, todos estavam trabalhando, exceto um rapaz, que estava encostado na parede com as mãos no bolso, aparentemente matando tempo, sem fazer nada.

Identificando uma boa oportunidade de demonstrar a nova filosofia de trabalho que pretendia implantar na companhia, o administrador perguntou ao rapaz:

- Quanto é que você ganha por mês?
- Quatrocentos reais - respondeu o rapaz, sem saber do que se tratava - Por quê?

O administrador puxou R$400,00 do bolso e entregou ao rapaz, vociferando:

- Aqui está o seu salário deste mês. Agora desapareça daqui e não volte nunca mais!

O rapaz guardou o dinheiro e saiu o mais depressa que pode. O gerente, encheu o peito de orgulho, pediu a todos que interrompessem o que estavam fazendo e, usando um alto-falante, começou a discorrer sobre a nova ordem na empresa. Afirmou que a demissão do rapaz deveria servir de exemplo para todos, e que estaria permanentemente “de olho” no comportamento dos funcionários. Então, perguntou ao grupo de operários:

- Algum de vocês sabe o que este tipo fazia aqui?
- Veio entregar uma pizza - respondeu um dos operários.

E uma gargalhada generalizada irrompeu na fábrica...

Pano rápido!

::: Eu conheço gente que estuda ADM há mais de 10 anos, e faria exatamente a mesma coisa... :::

Shit, Scheidt, Shit, Scheidt!!!!

Aconteceu ontem um grande acidente no Maracanã, uma espécie de batida de caminhão com trem, algo que não acontece todo dia, que não deixou mortos, mas deixou muitos corações alvinegros gravemente feridos.

Parece difícil de acreditar e é, mas aquele subtime da terceira divisão que entrou pela janela e está infiltrado na primeira venceu o Botafogo por 4x0. Curiosamente, o placar dilatado não foi motivado por erros grosseiros de arbitragem, ou por superioridade técnica do adversário (visto que o time tricolor é muito fraco, salvando-se o lateral-direito Gabriel), mas sim pela total apatia do alvinegro durante os 90 minutos da partida.

Estranhando a situação, procurei minhas fidedignas fontes para tentar encontrar uma explicação para o ocorrido. Muitas delas revelaram que os salários do elenco estão em atraso a dois meses, e isso poderia ter motivado uma espécie de “operação tartaruga” por parte dos jogadores dentro das quatro linhas.

Aí eu pergunto: Se foi isso mesmo que aconteceu, porque os atletas não se reuniram ANTES do jogo para fazer uma “greve” ou convocar uma coletiva e mostrar a insatisfação para a imprensa e esta repercutir o fato publicamente? Mais de 35000 alvinegros (maioria absoluta em relação ao adversário em clássicos mais uma vez) foram enganados e tiveram que assistir seu time andar em campo, literalmente.

Sem falar na humilhação perante tricoloucos, e até mesmo burronegros e vascaínos, que não têm absolutamente nada a ver com isso, mas também estão me infernizando. O único a se salvar foi o melhor goleiro em atividade no Brasil, Jefferson, que além de não ter tido culpa nos gols, salvou inúmeras vezes a meta alvinegra de levar outros tantos, inclusive pegando um pênalti.

Na outra ponta, chamou a atenção a lamentável atuação do zagueiro Scheidt, que falhou diretamente nos quatro gols. Isso leva a uma outra possível explicação para o desastre: na quarta-feira, o doublé de lutador e meia Felipe, do Fluminense foi suspenso por seis meses devido a uma agressão covarde e despropositada contra o zagueiro Marcos Mendes, do possante Campinense-PB numa partida válida pela Copa do Brasil.

No dia seguinte, nosso astuto zagueiro falou para toda a imprensa que a punição foi branda e que seria muito maior se o agressor fosse um zagueiro. Nas Laranjeiras, já contando com o reforço da ausência do jogador suspenso, que se arrastava em campo e atrapalhava o time com seus dribles inúteis, essas declarações serviram para insuflar os ânimos dos atletas e do treineiro Abel. Ontem, o que se viu foi um Fluminense correndo muito mais do que em todos os jogos anteriores somados.

E na entrevista coletiva no vestiário, após o jogo, um atônito Scheidt não conseguia encontrar uma explicação para a derrota!! Dificilmente faço isso, mas ontem, depois do quarto gol, que foi aos 25 minutos, decidi ir embora. Queria ter feito uma despedida mais digna da geral... e ainda quase apanhei de três vermes, digo gentis homens da lei que não queriam permitir que eu assistisse alguns minutos da partida atrás do gol. Peguei o nome dos três infelizes e tive vontade de mandar para a corregedoria, mas achei melhor deixar quieto: quem é ruim se destrói sozinho.

::: Um epílogo adequado para um dia terrível :::

sexta-feira, março 11, 2005

Pingüins gays provocam protesto na Alemanha

De Bremenhaven – Bremen 14/02/2005

Um plano de um zoológico alemão para testar o apetite sexual de um grupo de pingüins suspeitos de serem homossexuais está provocando protestos de grupos de gays e lésbicas na Alemanha, que temem que os pesquisadores do zoológico forcem os pingüins a se tornarem heterossexuais.

"Vários grupos gays e de lésbicas de toda a Europa têm mandado e-mails e ligado para expressar insatisfação", afirmou um porta-voz do zoológico localizado na cidade de Bremerhaven, no noroeste do país. Ele afirmou que o zoológico concluiu que os pingüins talvez sejam gays depois de observarem tentativas de alguns pingüins machos de manterem relacionamento com outros machos. Alguns pingüins também teriam tomado conta de crias, comportamento normalmente assumido pelas fêmeas.

Alguns veículos de comunicação na Alemanha informaram que o zoológico planejava trazer algumas fêmeas pingüins da Suécia para testar a teoria de que as aves na cidade alemã seriam realmente gays. Assim que a notícia se espalhou, os protestos contra os planos do zoológico começaram.

"Ninguém aqui está tentando separar casais do mesmo sexo à força", reagiu o diretor do zoológico, Heike Kueck, em uma entrevista na rede pública NDR. "Nós não sabemos se os três pares de pingüins machos são realmente homossexuais ou se apenas estão juntos por falta de fêmeas", explicou.

Fonte: Reuters

::: Naturalmente, apóio a iniciativa do Zoológico de tentar reabilitar os pinguins!!! :::

terça-feira, março 08, 2005

Um casamento diferente

Essa veio lá do Sul, da pacata cidade de Amaral Ferrador, no interior dos Pampas do Rio Grande do Sul.


Conheceram-se no casamento do primo Tavinho. Apaixonaram-se e, 5 meses depois, resolveram casar. Duzentas pessoas compareceram à pequena igreja. O padre, visivelmente cansado da viagem, e com a batina amassada começou o sermão:

"A data de hoje é muito importante... duas pessoas que se amam e se respeitam vão unir-se aos olhos de Deus... assim como o respeito e o companheirismo, o sexo também é fundamental para uma aliança duradoura."

Os convidados se entreolharam em silêncio, pensando que ia ser só uma observação sob a ótica da procriação.

"O sexo bem feito pode segurar o homem em casa e garantir, também, a fidelidade da mulher..."

A mãe da noiva aperta forte a mão do marido.

"Marcelo, você deve respeitar a vontade da Tatiana quando ela não quiser ter relações... mas isso não deve ser motivo para desgastes.... o que eu sempre recomendo, nessas horas, para meus fiéis, é o prazer solitário, a masturbação... que dá maiores resultados quando se passa um creminho na face interna da mão."

Os convidados reprimem o riso. A mãe da noiva começa a suar dentro do vestido mostarda alugado. O pai ameaça interferir, mas se coloca no seu lugar de cordeiro de Deus e tenta parecer relaxado.

"Tatiana, você não deve se conformar só com a posição papai e mamãe. Ser ativa, no matrimônio, também é muito importante. Quando seu marido chegar cansado do futebol, por exemplo, você deve ficar por cima dele. Essa posição, além de dar uma folga para o esposo, também é excelente para que a mulher atinja o orgasmo, já que o contato do clitóris com a pélvis do marido é mais intenso. Se você, Marcelo, tiver um pênis muito avantajado, e que Deus o conserve assim, é conveniente que vocês escolham fazer amor de lado. Assim, você evita machucar a sua companheira, sem perder o prazer."

Os convidados deixaram o riso transbordar como água num dique perfurado.

Algumas mães, horrorizadas, tampam os ouvidos dos filhos pequenos. A essa altura, a mãe da noiva começa a se abanar com as folhas da decoração do altar. O pai olha o relógio na esperança do sermão estar chegando ao fim. Mas o Padre, com a maior naturalidade do mundo, continua:

"O coito anal deve ser praticado de vez em quando para não estagnar a relação. Se o seu orifício anal for muito apertado, Tatiana, você poderá usar o lubrificante íntimo Molhadinha e Discreta da Smart & Helmet ou usar o famoso KY Gel da Jonhson & Jonhson que são incolores e não tem cheiro. Você também pode encontrar, em sexs shops, alguns lubrificantes de sabores extravagantes como, por exemplo, Pinã Colada..."

Alguns convidados sentam para rir. Outros, começam a ficar com tesão e loucos para enfiar a mão por debaixo dos vestidos das mulheres.

O padre pega o copo de vinho e, dizendo umas palavras em latim, oferece ao casal.

"Quando a noiva estiver menstruada ela deverá avisar o marido antes da relação. Apesar das chances de engravidar serem bem menores, alguns cônjuges não gostam de fazer amor nesses dias".

A mãe da noiva já começa a apresentar sinais evidentes de tontura e o pai, de taquicardia.

Enquanto isso, o padre abençoa a hóstia e a coloca na boca dos noivos, e continua o seu discurso:

"O sexo oral também é muito importante... tanto para o homem quanto para a mulher... por isso é fundamental que o casal mantenha os seus órgão sexuais sempre limpinhos e saudáveis. Muitas mulheres só conseguem atingir o orgasmo através do sexo oral, e a maioria dos homens não vive sem uma boa chupeta."

A mãe da noiva faz que vai desmaiar. Os padrinhos também se controlam e, junto com os convidados, começam a rir, enquanto o fotógrafo japonês, de terno listrado, dispara um clique atrás do outro.

Finalmente, o Padre abençoa o casal, introduzindo, em seus dedos, as alianças.

"Se a tentação for muito grande, a infidelidade até será permitida perante o Senhor... mas nunca sem camisinha... Aproveito para lembrar que as camisinhas Loló, Hot, Red and Wet e Fuck me Baby foram as únicas que passaram nos testes de qualidade do Inmetro e do Ministério da Saúde... Os convidados podem sentar-se..."

Neste instante, um tio da noiva não resistiu e interveio ferozmente.

- Escuta aqui ô seu padre, que diabo de sermão é este? Isto mais parece um manual de sacanagem. Dê por encerrada esta cerimônia imediatamente!!! Pelo jeito tu também deves ser um daqueles padres pedófilos. Caia fora, seu depravado!!! E tem mais: o nome da minha sobrinha não é Tatiana e do noivo não é Marcelo.

Silêncio profundo no altar e no templo...

O padre, agora com um olhar de surpresa, desculpa-se.

"Olha aí gente, não levem a mal não: na verdade eu não sou padre, sou um ator, que foi contratado por amigos dos noivos pra fazer esta brincadeira, mas acho que errei de igreja e de casamento!!

Mas se serve de consolo, lhes asseguro que essas dicas servem muito bem para todos que moram neste autêntico cú de mundo. Fui!!!"

Dizem que a cidade de Amaral Ferrador nunca mais foi a mesma...

::: Cada uma que brota no meu email... :::

terça-feira, março 01, 2005

Você acredita na Justiça?

Aí amigo, Você acredita na Justiça Brasileira? Então leia isso:

Juiz mata comerciário dentro de supermercado no Ceará

FORTALEZA - O juiz de Direito Pedro Pecy Barbosa de Araújo matou com um tiro o vigia José Renato Coelho Rodrigues, funcionário de um supermercado na cidade de Sobral, a 230 quilômetros de Fortaleza. O crime aconteceu neste domingo, dentro da loja. O juiz chegou quando as portas já estavam sendo fechadas e foi impedido de entrar pelo vigia.

- Eu ficava pedindo calma para ele e ele dizia que não queria conversa, que queria o gerente. Aí ele viu o rapaz e atirou. Ele estava embriagado - conta João Batista de Oliveira, funcionário do supermercado.

O gerente do supermercado, Assis Viana, disse que liberou a entrada do juiz porque foi ameaçado.

- Ele disse que se eu falasse muito também ele iria me prender e prender o meu funcionário porque ele era uma autoridade - lembra o gerente.

O disparo foi registrado pelo circuito interno de TV. Uma imagem mostra que José Renato não teve defesa. Ele foi atingido na nuca, a queima roupa.

José Renato tinha 33 anos, era casado, tinha um filho e trabalhava no supermercado havia uma semana.

O juiz, que está foragido, vai responder a dois processos, um criminal e outro administrativo disciplinar. Ele avisou que vai se entregar nesta terça-feira. Pecy disse que faria isto hoje, mas adiou seu retorno para evitar o flagrante. Se for condenado, poderá perder o cargo de juiz e ser condenado de 6 a 30 anos de prisão.

O presidente do Tribunal de Justiça do Ceará, Fernando Ximenes Rocha já abriu inquérito para o caso. O crime está sendo investigado pela delegacia de Sobral.

- É um fato profundamente lamentável para a Justiça ter um dos seus membros envolvido em um crime de uma dimensão dessas, um crime contra a vida de um ser humano - disse Ximenes

Extraído do Jornal Nacional 28/02/2004

segunda-feira, fevereiro 14, 2005

Como funciona o Brasil

Agora começou aquele intervalo insuportável entre o Carnaval e o Ano Novo!

quinta-feira, fevereiro 03, 2005

Análise Econômica Pré-Carnavalesca

Se você tivesse comprado, em janeiro de 2000, US$1.000 em ações da Nortel Networks, um dos gigantes da área de telecomunicações, hoje teria somente US$59!

Se você tivesse adquirido, também em janeiro de 2000, US$1.000 em ações da Lucent Technologies, outro gigante mundial da área de telecomunicações, hoje teria meros US$79!!!

Agora, se você tivesse, em janeiro de 2000, investido US$1.000 em Skol (entenda-se cerveja, não em ações), tivesse bebido tudo e vendido somente as latinhas vazias, teria hoje cerca de US$100!!!

Conclusão: No cenário econômico atual, você perde menos dinheiro ficando sentado e bebendo cerveja o dia inteiro do que se ficar neurótico acompanhando o sobe e desce da Bolsa...

Logo... Vamos Beber!!!


IMPORTANTE LEMBRAR QUE: Quem bebe vive MENOS:

menos triste;
menos deprimido;
menos tenso;
menos puto da vida

"Quem se mata de trabalhar merece mesmo morrer." (Millôr Fernandes)

quarta-feira, janeiro 05, 2005

Tim-Tim: Feliz 2005 com muita Absolut!

PELOTÃO DE ELITE

Produzida no mundo inteiro, inclusive no Brasil, a vodca é um destilado que faz sucesso, principalmente as do tipo premium e superpremium, elaboradas na Rússia, Polônia e Suécia

A vodka ou vodca, como grafamos em português, é uma "aqua vitae" cuja origem a Rússia e a Polônia disputam. Talvez nunca cheguem a um acordo. Mesmo assim, embora o nome seja derivado do polonês woda (pequena água), os historiadores tendem a crer na origem russa. O nome da bebida apareceu pela primeira vez no século XVI, para denominar um produto elaborado com técnicas de destilação desenvolvida na Pérsia.

Combatida pelo clero desde o início, era consumida como remédio devido a seus "poderes mágicos". A Suécia não teve grande participação nessa primeira fase, porém no começo, a exemplo da Polônia, lá também a vodca era usada para fins medicinais.

Tecnicamente, é um álcool retificado de grãos. Também pode ser obtida pela destilação de centeio e de beterraba. Mas, na prática, qualquer produto agrícola pode servir para elaborá-la, contrariando a crença popular de que todas são feitas de batata.

O spirit retificado, completamente insípido, tem graduação alcoólica que pode atingir 96 graus centígrados. Depois de alongada com água para reduzir a graduação até 40 a 50 graus, a solução é filtrada em carvão de madeira de bétula para não alterar as características. Muitas são aromatizadas com ervas ou frutas.

A exemplo da grappa, que ganhou novo status depois de velha, as vodcas sofisticadas chamadas premium surgiram nos anos 1970 com a russa Sotolichnaya, feita de pura água glacial e trigo em vez de outros grãos inferiores. Na mesma categoria apareceu, pouco depois, a sueca Absolut.

Em 1990, a vodca premium foi elevada a um nível ainda superior, o superpremium, com a chegada da Stolichnaya Cristall, seguida da Smirnoff Black. Mais recentemente a Cristall foi substituída pela Gold. Essas vodcas, macias e puras, são feitas em alambiques de cobre que destilam lentamente os grãos de trigo fermentados. O processo termina com a filtragem, em várias etapas. A Absolut, a Stolichnaya e a polonesa Wyborowa são as mais conhecidas desse grupo de elite.

Além da Rússia e da Polônia, atualmente outros países fabricam a vodca, entre eles o Brasil. Nos Estados Unidos, uma das mais famosas é a Teton Glacier Potato Vodka, feita com batatas de Idaho; no Canadá, a mais famosa é a Pepper Pot Vodka, produzida com infusão de pimentas vermelhas que permanecem inteiras na garrafa; e, na Holanda, a marca mais reputada é a Ketel One, de trigo.

A melhor maneira de apreciar uma boa vodca é colocá-la no congelador. A garrafa pode ser rodeada de gelo. Ela é excelente para escoltar peixes defumados e, principalmente, o caviar. Como ingrediente de coquetéis, é a alma do bloody mary e do vodca martini, o drinque favorito de James Bond. Ele alterou a receita consagrada trocando o gim pela vodca. Como o famoso personagem é conhecido pelo gosto refinado, deve ter tido boas razões para isso.

:::Para começar bem o ano:::