sexta-feira, outubro 08, 2004

terça-feira, outubro 05, 2004

Prefeituras 2005/2008


Passou o primeiro turno e já saíram todos os resultados das eleições municipais de 2004. Poucas foram as surpresas, principalmente aqui no Rio. César Maia venceu já no primeiro turno, ajudado pela falta de visão da esquerda e mais ainda pelo medo de Crivella e Conde (esse último um fantoche da família Matheus).

Votei com tranquilidade no domingo, já que o lugar onde eu voto não tem muitos eleitores e a chuva insistente com certeza contribuiu para aumentar o número de abstenções. Não fugi das minhas convicções e marquei o 99 tanto para vereador quanto para prefeito. Não sem antes fazer o "teste da urna" que sempre faço: digitar o número dos candidatos e de alguns partidos sem candidato para verificar se a urna está "mandada" ou não. Pois ao contrário do que gostam de alardear por aí, não acredito que a urna eletrônica seja totalmente imune a fraudes.

O que me causou maior espanto foi a reeleição de Rubens Bomtempo para a prefeitura da minha querida cidade natal, Petrópolis. Ele pertence a um partido pequeno (PSB) e ainda tinha que lutar contra Leandro Sampaio (PMDB), candidato apoiado ostensivamente pela família Matheus, leia-se toda a máquina do governo do estado a favor. Meus conterrâneos mostraram que não são bobos e deram mais de 65% dos votos para Rubens, impedindo que a nossa cidade passasse a ser controlada pela turma de Campos.

Aliás, nem mesmo na cidade que é o berço eleitoral dessa família eles conseguiram ganhar, fato inédito nos últimos 16 anos. O candidato-laranja da vez, Geraldo Pudim (PMDB) obteve um bom número de votos, mas vai ter que se virar contra Carlos Alberto Campista (PDT), que naturalmente vai aglutinar todas as forças de oposição em torno de sua candidatura. Será que é o prenúncio da decadência desse estilo populista rasteiro que vem dominando a política fluminense nos últimos tempos? Respostas no dia 31 de outubro.

::: Mas eu continuo com medo do Crivella...:::

domingo, outubro 03, 2004

Saci, faz um gol aí!

Mais um grito de torcida que poderia ter virado manchete! Os editores de esporte Brasil afora não pensaram assim, paciência. Em Florianópolis, nossos bravos amigos burronegros foram enfrentar o possante Figueirense que assim como na partida contra o Glorioso não teve pena e enfiou 3x2 de virada.

O grande destaque foi o famosíssimo César Prates, o nosso saudoso Saci. Lembro de uma partida do estadual de 1999 entre Botafogo e Flamengo, que caminhava para um insosso 0x0. Eis que numa arrancada sensacional ele deixa três molambos para trás e dá um chute forte da entrada da área, aos 47 do segundo tempo!!! Não estava no Maracanã, mas vibrei muito! Estava comendo uma pizza na Cobal do Leblon, praticamente em frente à sede do Império do Mal, e pulei e xinguei igual doido!

Voltando a 2004, o fla chegou a estar à frente no placar por duas vezes. No segundo gol inclusive ocorreu um fato insólito: O atacante Dimba (mais um CRIA NOSSA!) fez o gol de cabeça e foi comemorar atrás do gol com a torcida... sozinho! Os outros se abraçaram, abraçaram o técnico, mas nada de abraçar o rapaz que resolve, o único que joga alguma coisa no meio daquela molambada.

O Figueira, que tem um uniforme igualzinho ao nosso, não deixou por menos e fez a alegria da galera no Orlando Scarpelli, no Maracanã, onde vibramos a cada gol do alvinegro catarinense, e no Brasil inteiro. Já no fim do jogo o nosso César Prates, com fôlego de sete gatos, pegou um rebote e mandou ver de fora da área fazendo o gol da virada do Figueirense. Com isso, a situação do campeonato se normalizou (Botafogo na frente do flamengo) e de quebra os deixou a um ponto da zona de rebaixamento.

::: Antes que alguém pergunte: Não, ele não tem uma perna só. :::


Turma do Assassino leva OLÉ e fica de QUATRO para o Glorioso!

Taí uma manchete que poderia ter saído nos jornais de ontem! Bem que eu procurei, mas ninguém teve a idéia ou a coragem de botar. Uma grande vitória do Glorioso sobre o time da terceira divisão que passeia impunemente pela primeira foi a grande alegria de um sábado chuvoso no Rio. Joguei na minha pelada (muito mal, apesar de ter marcado um bonito gol) e de lá segui sozinho para o Maracanã, já que meus amigos, tanto alvinegros quanto tricolores, não quiseram me acompanhar. O 464 me deixou em frente à bilheteria 6 faltando uns 15 minutos para o jogo, mas nem assim deu para entrar na hora: as filas, a desorganização, e má fé dos funcionários da federação me fizeram perder muito tempo. E ainda por cima, como eu decidi ir de geral (antes que ela acabe) eles mudaram o local de entrada e eu, desavisado, ainda tive que dar a volta quase em torno de todo o estádio até conseguir entrar.

Quando entrei, pulando e cantando com meu folclórico "mini-system de bolso" em punho, já estava 2x0 para o Glorioso gols de Almir e Ruy. Me acomodei na geral e acompanhava embevecido a boa atuação do alvinegro quando já no final da primeira etapa, o senhor Edílson Soares da Silva mais conhecido pela alcunha de "Michael Jackson", resolve dar uma mãozinha para o "timinho" e inventa um pênalti bem na minha frente: Ramon vê que não vai dominar a bola após cobrança de lateral (que já havia sido invertida erradamente...) tropeça e SE JOGA embaixo de Scheidt. O assassino Edmundo pega a bola e chuta devagarinho no canto direito de Jefferson que dessa vez não alcançou. 2x1 e a torcida do flu grita um pouquinho achando que vai dar para virar. Antes do intervalo ainda deu tempo do veloz Ricardinho mandar uma bola na trave, que na volta bateu nas costas de Fernando Henrique e saiu em escanteio.

Começou o segundo tempo, e como era de se esperar, o Fluminense veio pra cima tentando o empate. Só que aos 8 minutos o lateral-esquerdo Juan acerta um soco no peito, seguido de cotovelada no rosto de Ruy. Como o rapaz já havia levado cartão amarelo antes, não deu para o Michael Jackson segurar: vai esfriar a cabeça no chuveiro, vai! Parecia que nossos problemas haviam acabado, certo? Impossível! Só quem torce para o Botafogo sabe que sem sofrimento, não dá. Por isso, em dois minutos o rebolativo juiz tratou de inventar outra falta contra o Glorioso e fazer a média expulsando nosso zagueiro Scheidt, que já havia levado amarelo no pênalti inexistente.

E agora? Agora é hora do show! Ricardinho invade a área e chuta em cima do goleirinho tricolor que é fraco, mas tem muita sorte, já que a bola bate nele, quica e volta em suas mãos. Aos 40 ele deixa dois zagueiros para trás e toca mansinho na saída do goleiro. Festa alvinegra no Maraca, a pequena torcida adversária vai saindo de fininho, não sem escutar os gritos da massa: ÃO,ÃO,ÃO TERCEIRA DIVISÃO!! ÃO,ÃO,ÃO TERCEIRA DIVISÃO!! Quem já comeu, Adriane Galisteu?! (Esse em referência à namorada de Roger) E o tradicional: Ah, é Assassino!!! Ah, é Assassino!!!

E a cereja no sundae: aos 45, o juiz sinaliza três minutos de acréscimos. O Botafogo pega a bola com Túlio e troca exatos 31 passes (ok, eu contei depois vendo o VT) em um minuto e meio culminando com o mesmo Túlio sendo derrubado na área por uma tesoura voadora criminosa de Diego. Michael Jackson marca o pênalti mas não expulsa o agressor, lamentável. Têti apenas espera o goleiro voar para o canto e chuta a bola no meio do gol mesmo. Placar final: 4x1, festa na arquibancada, na geral, na especial, e no mundo, que afinal é alvinegro! Quinta-feira, vamos pegar o outro time de terceira que entrou pela janela no campeonato em 2001 e teima em se manter onde não deveria. Todos ao Caio Martins!

:::Sou alvinegro e não desisto nunca!!!:::