terça-feira, outubro 14, 2003

Orgulho do Rio, Botafogo enfrenta o Remo e forma uma nova geração de torcedores

Cristiana, Lucas, Lucca, Felipe, Augusto, Ricardinho. Meio time de futebol. São alunos de 4 a 7 anos da escolinha de futebol do Colégio Anglo-Americano, em Botafogo. A nova geração de torcedores do Botafogo mostra a sua cara em plena disputa da Segunda Divisão do futebol brasileiro. No desanimador universo da Primeira Divisão, onde Flamengo, Vasco e Fluminense fazem pífias campanhas, o alvinegro virou a verdadeira estrela solitária do Rio. Hoje, o clube enfrenta o Remo, às 21h40m, no Estádio Mangueirão, em Belém, tentando dar mais um passo na sua luta para voltar à elite.

Com alegria e disposição de criança, a três meses de comemorar o seu centenário. Que o diga Lucca Perrone, de 6 anos, ao explicar porque virou Botafogo:

- Gostei da estrelinha. É uma estrelinha linda.

O professor Ricardo Reis, que comanda a escolinha, também um alvinegro, fica impressionado com o número de crianças que torcem pelo clube.

- Tenho 44 alunos. Destes, 16 são botafoguenses. É impressionante sobretudo porque alguns pais não torcem pelo clube. Mas são democráticos e deixam os meninos fazerem suas opções no futebol.

A beleza do uniforme ajudou a seduzir Cristiana, única menina da escolinha. E muito bem aceita.

- O listradinho preto e branco me atraiu.

Para o desinibido Lucas Maia, nem as provocações dos adversários mudam a sua vocação alvinegra.

- Sou Botafogo porque é o time do meu pai. Eu vejo os jogos com ele e também gostei. Tem uns que zoam comigo porque o time está na Segunda Divisão, mas não estou nem aí. Sei que o Botafogo vai voltar à Primeira - afirma, ouvindo os colegas cantarem: "O Vasco faz cocô, o Fla é urubu podre e o Flu é tricocô. Fogo!"

Time leva mais torcida que Fluminense e Vasco juntos

A prova de que a campanha do clube na Série B mexe com os torcedores está nos números divulgados pelo site da CBF. A média de público em jogos do Vasco no Rio é de 3.603; a do Fluminense, 5.559. O Botafogo está levando quase o público dos dois juntos: 9.007 torcedores por partida. Perde para o Flamengo, com 10.694. Mas pode igualar a marca do rival se chegar à fase final. A tendência é que a torcida aumente nos jogos decisivos.

O fenômeno do crescimento da torcida jovem também é observado no clube.

- De 1 a 10 anos, a média de garotos que assistem aos jogos do Botafogo no Caio Martins é de mil - afirma Jeferson Melo, responsável pelo marketing do clube.

Ele lembra, que nos 20 anos e oito meses em que o clube ficou sem ganhar (1968 a 1989), a torcida cresceu.

- Esses garotos são filhos dos pais que ficaram 20 anos sem ver o time vencer. Só o nosso clube e o Corinthians conseguiram crescer sem conquistar tí­tulos. Hoje, de sócios torcedores pagantes, temos cinco mil.

Longe dos olhos dos torcedores, em Belém, o técnico Levir Culpi cobra atitude de seus jogadores para vencerem o Remo:

- O Remo vai vir com tudo. Mas se vencermos, damos um passo grande para chegarmos à fase final.

Remo: Gilberto, Moisés, Sérgio, Augusto e Arlindo; Marcelo Augusto, Márcio Belém, Gian e Rogério Belém; Waldomiro e Walderi. Botafogo: Max, Márcio Gomes, Sandro, Edgar e Jorginho Paulista (Daniel); Fernando, Túlio, Valdo e Camacho; Dill e Leandrão. Juiz: Lourival Dias (BA).

Fonte: O Globo, 11/10/2003

O Botafogo acabou deixando de vencer o Remo por 2x3 (gols de Sandro e Camacho no 2º tempo), mas não me lembro de ter lido nos últimos dez anos (tempo que leio "O Globo"), uma única matéria sequer valorizando ou falando a verdade sobre o Glorioso Botafogo de Futebol e Regatas e sua torcida neste jornal que reconhecidamente trabalha em função do fl... bem, daquele time da imensa massa de iletrados. Por isso, o grande destaque do dia vai para esta matéria publicada na contra-capa do primeiro caderno da edição de 11/10/2003.

quarta-feira, outubro 01, 2003

Como seria na sua opinião um "mundo livre"?

"Seria um mundo em que as pessoas pudessem escolher seus próprios caminhos sem ser censuradas por isso.

Seria um mundo em que populações inteiras não teriam que se submeter à dominação econômica e cultural de um "império" arrogante e inescrupuloso.

Seria um mundo no qual as rádios tocariam música de acordo com critérios artí­sticos, e nunca através desse vergonhoso esquema montado pelas grandes gravadoras, o maldito "jabá".

E por último, mas não menos importante, seria um mundo no qual um jovem latino-americano poderia encontrar o novo disco da sua banda favorita, uma vez que após mais de um mês de lançamento do referido disco, revelou-se impossí­vel adquirí­-lo seja nos grandes magazines seja nas pequenas lojas independentes desta que é a capital cultural e segunda maior cidade do Brasil.

Salve 04! Salve a música!"


E foi assim que após mais de um mês de peregrinação por pequenas e grandes lojas de discos do Rio de Janeiro eu finalmente consegui colocar as mãos no novo disco da melhor banda do Brasil: respondendo uma pergunta idiota! Essa foi uma das raras vezes em que devo admitir que ser assinante do jornal "O Globo" me trouxe algo de positivo... nos próximos posts estarão as minhas impressões sobre o disco "O outro mundo de Manuela Rosário", o novo show do Mundo Livre S/A, e o meu emocionante encontro com Zero Quatro, Xef Tony, e Bactéria após o show.