segunda-feira, junho 22, 2009

O grande dia em detalhes e imagens

Foi assunto de uns poucos posts atrás, mas já que a data dobrou e tem até video do registro, vale a pena guardar aqui. O dia em que o Botafogo me escolheu. Um dos dias mais felizes da minha vida, com toda a certeza.

http://globoesporte.globo.com/Esportes/Noticias/Times/Botafogo/0,,MUL1201184-9861,00-HA+ANOS+ESTRELA+SOLITARIA+VOLTAVA+A+BRILHAR+BOTAFOGO+CAMPEAO+CARIOCA+DE.html

sexta-feira, junho 19, 2009

O último Nilton

O último suspiro vestindo a capa do meu alter-ego favorito...
Foi um bom ano e meio de labuta baixando o sarrafo na molambada e na playboyzada.
Daqui por diante sigo escrevendo por aqui, neste velho novo espaço.
Sem pressões de tempo, espaço, e principalmente, audiência.
PS: O personagem não morreu, está apenas largado à própria sorte.


Postado por General de uma estrela

Engenhão: o centro do esporte brasileiro no domingo 14/5/2009 23:41:00

Caros Alvinegros,

O domingo já se aproxima e poderemos matar a saudade da nossa casa, o Engenhão. Mas antes de ganhar do chorinthians, vou acordar cedo e rumar para o nosso estádio para ver algumas das maiores estrelas do atletismo mundial, como a nossa campeã olímpica, Maurren Maggi, o panamenho Irving Saladino e o português Nélson Évora, também campeões em Pequim. Aproveitem, até porque o atletismo é de graça e a diretoria finalmente estabeleceu um preço justo para o futebol: R$20.

Só quem tem o melhor e mais moderno estádio da América Latina pode se dar ao luxo de assistir uma grande competição de atletismo pela manhã e um bom jogo de futebol à noite. Por falar nisso, até os torcedores do chorinthians, que é outro clube sem teto, assim como a dupla fra-flor, são bem-vindos e podem ficar tranquilos no setor sul. Espero que o gordinho do marketing não se perca na night e faça sua estreia no Engenhão, para não haver desculpa para a derrota.

Entre um evento e outro, vou almoçar ali pelo Méier e bater um papo com o nosso Magocruel. Os europeus já estão aí oferecendo milhões de euros para levá-lo embora em julho. Isso não é surpresa, mas se esses empresários fossem mesmo espertos, esperariam ele ser o melhor jogador do Brasileiro, como já foi do Carioca, para vendê-lo por um valor muito maior no fim do ano. E também não adianta sair do Glorioso, um dos 12 maiores clubes do século XX, segundo a FIFA, para jogar em um clubezinho inexpressivo qualquer. Vou tentar convencer nosso craque disso, mas já sem muita esperança.

O amigo leitor Juarez Jason lembra muito bem que Émerson Leão está disponível. Atendendo ao desejo dos também alvinegros, Allan Martins e Carlos Casto, acredito que seria a melhor opção neste momento em que estamos desmoralizados graças à mediocridade de Ney Largo. O problema é que ele cobra caro. Então é preciso ver o que pensa a diretoria: Vale a pena investir mais para ter um técnico realmente vencedor? Ou vão continuar com essa economia porca, pagando "pouco" a alguém que não traz títulos e não nos leva a lugar algum?

PS: Antes, no sábado, estarei no Maracanã para receber e apoiar nosso irmão em Santa Catarina, o Avaí. Clube de bela e sofrida história, como a nossa, e que faz sua primeira partida no Rio desde 2003. Amigos avaianos, não tenham medo desse timeco burro-negro: torcida não ganha jogo. Basta dar a bola no pé do Evando que ele resolve!

E ninguém cala esse nosso amor!

quarta-feira, outubro 22, 2008

Melô das musas (pálidas)

Depois da árdua labuta, saí esbaforido rumo à Lapa, naquele fim de tarde. Queria reencontrar meus ídolos logo, depois de mais de um ano sem vê-los. Chegamos quase ao mesmo tempo ao Circo Voador. Eles saíram da van e fui cumprimentá-los. Tony, Areia e Fred se entreolharam sem entender o que eu fazia ali. Nervoso, mal consegui balbuciar algumas palavras.

- Vou ver vocês hoje e amanhã. Não os vejo há mais de um ano, mal podia esperar.

Fred me deu um abraço e seguiu em frente. O segurança, surpreendentemente gentil, me deixou entrar para ver a passagem de som. Não mais do que três músicas. Deleite total assim mesmo. Chega a putinha, digo, apresentadora de TV, para fazer uma entrevista com Zeroquatro. Espero um tempão e nada de ele vir para a gente trocar uma idéia. Tudo bem.

Fui em casa tomar uma ducha para me livrar da inhaca da redação. Voltei para a Lapa, dei uma rápida entrada no Estrela da Lapa, para abraçar o Maurício Valladares e (re) conhecer o Nando, uma figura lendária do IACS, que hoje apresenta o Ronca Ronca ao lado dele.

E de lá voltei para o Circo. Nem lotado como num show do Nação nem vazio. Cheio na medida certa para balançar o esqueleto sem ser pisoteado e reverenciar os caras. Encontro outras figuras lendárias, dessa vez do colégio, Christiano e Bernardo. Mas não fiquei com eles para ver o show.
Fui lá para o gargarejo, onde fiquei até a metade e depois subi para o mezzanino, para tirar fotos e ouvir melhor o som.

Lá de cima, vendo o show sozinho e o povão na pista, tive o estalo. As musas estão todas ficando pálidas. Mesmo as de pele morena. Em um canto vi a gringa de vestido vermelho, dançando e cantando, absorta. Do outro lado, a morena de saia, mini-blusa e barriguinha de fora, balançando seus quadris intermináveis. Mais pro meio, aquela menina indiferente, que pouco se importava com a homenagem, e nem entendia a mensagem, apenas esperando o show acabar para se livrar do tormento. Por fim, aquela outra que ainda está por vir, mas parecendo adivinhar o que está para acontecer, nem ao menos levanta o pescoço para me olhar.

Do outro lado, o Mundo Livre. Agora só em 2009, infelizmente. Segue o setlist.

1 Free World
2 O Mistério do Samba
3 A Expressão Exata
4 Intergalactic + Destruindo a camada de ozônio
5 Melô das Musas
6 Mexe Mexe
7 Computadores Fazem Arte
8 Meu Esquema
9 Maroca
10 Saldo de Aratú
11 O Outro Mundo de Xicão Xucuru
12 Muito Obrigado
13 E a Vida se Fez de Louca
14 Terra Escura
15 Super-Homem Plus

(Bis)

16 Bolo de Ameixa
17 Estela (A Fumaça Do Pagé Miti Subitxxy)
18 Livre Iniciativa

sexta-feira, setembro 05, 2008

Tudo (começa) e acaba em pizza

Quem não é fã da famosa redondinha italiana? Eu gosto muito. Inteira, ou aos muitos pedaços, estou sempre degustando. Salgadas, doces, não importa. Só não costumo comer mesmo as caras.

Um início alegrinho para nada. O assunto deste post de retorno não é dos melhores. Sempre tenho uma dificuldade imensa para encerrar vínculos. Mas dessa vez, mais do que necessário, parece inevitável, como aquele vinho maldito.

O paradoxo é que, de certa forma, tudo começou com pizza. E, apenas simbolicamente, terminou também em pizza. Para usar uma expressão muito na moda, posso dizer que se fechou um ciclo de quatro anos. Poderia ser olímpico, ou até mesmo eleitoral, mas é mesmo pessoal.

Quase quatro anos atrás, tudo começou como sempre começa: bem. Muitas pizzas, perguntas, respostas, olhares, risadas, uma caminhada, um abraço, um beijo... interesse. Aparentemente mútuo, que se confirmaria meses depois. Curiosamente, depois de encerrar outro vínculo.

Depois de tanto tempo, luta, paixão e sorte, como diria o amigo, parece que não sobrou nada. Uma declaração muito desagradável me desanimou de vez no mês passado. No fim, troquei a festa hipócrita do milhão para voltar aos velhos amigos do tostão, que não abandonam nunca.

Muitas pizzas, poucas perguntas, olhares enviesados, alfinetadas. Teimoso e burro, ainda tentei salvar a noite com uma cortês caminhada. Doce ilusão. Para uma pergunta simples e objetiva, uma resposta belicosa. Desisti.

Daí até o fim, silêncio sepulcral. Total ausência de diálogos, exceto os dos sapatos com o chão. Nada de olhares, nem de beijos, nem de abraços. O mais profundo desinteresse, e infelizmente mútuo. Como em um filme, vi quatro anos de amor e dedicação se transformarem em um monte de nada.

Meia hora sem palavras. Nada a dizer. Nesse tempo todo, talvez tenha sido o maior período em que ficamos calados. Tive que fazer uma piada sobre isso. Será que se fossêmos surdos-mudos as discussões teriam sido evitadas? Fui embora balançando a cabeça. A caminhada acabou.

quinta-feira, junho 21, 2007

Um grande amor alcança a maioridade

A maioria das pessoas, especialmente as que não compartilham do meu amor, não entendem como eu posso amar tanto. Hoje, pra mim, é um dia mais do que especial! Há exatos 18 anos, assim meio sem querer, fui conquistado por ela, a Estrela que dá nome ao blog.

Não canso de repetir, mas meu pai era um tricolor bem discreto e minha mãe não tinha preferência. O resto da família é quase todo do império do mal. Ainda morava em Petrópolis, mas estava no Rio nesse dia.

Não fui ao Maraca, por razões óbvias, tinha apenas 8 anos e não tinha quem me levasse. Mas vi tudo pela televisão. Antes e depois do histórico gol do Maurício, a festa da torcida foi tão emocionante que me arrebatou para sempre.

Quando o jogo acabou e vi a gandula chorando e o Espinosa sendo carregado pelos jogadores apontando o placar eletrônico, "Eu vi a luz, eu vi a luz", dizia ele mostrando os dizeres "Botafogo Campeão Estadual 1989", não tive dúvida que era aquilo que eu queria para mim.

Depois, saí sozinho, meio que escondido, e fui até o Mourisco. Naquele tempo General Severiano era apenas uma ruína prestes a cair de vez. Nas ruas de Copacabana, as pessoas gritavam, subiam nos carros, cantavam o hino, se abraçavam mesmo que fossem desconhecidos. Nunca tinha visto nada parecido (e nunca veria depois também)e fiquei maravilhado.

O resto é história. Comemorei muitos títulos depois, chorei algumas vezes também, fomos pra segundona, voltamos na bola, perdemos títulos absurdos, somos quase sempre ignorados ou menosprezados pela flaprensa... isso é torcer para o Botafogo. Não desistir jamais. Acreditar sempre.

Amigos vão embora, amigas às vezes também. Namoradas abandonam a gente, a família às vezes nos esquece. Chefes nos demitem. Colégios e faculdade vão ficando para trás. Só o Botafogo não me abandona nunca! É por isso que eu canto assim, por ti Fogo! E ninguém cala esse nosso amor!

sexta-feira, junho 15, 2007

A primeira a gente não esquece...

Ainda vai chegar o dia em que vou poder fazer isso todo dia! Felicidade tremenda!


Cuca tem o seu 'Dia do Fico' no Botafogo

Leon Corrêa, Agência JB


RIO - Depois da goleada de 4 a 0 sobre o Vasco ontem à noite, a torcida alvinegra levou um susto hoje pela manhã, quando informações davam conta que o técnico Cuca iria se transferir do Botafogo para o Al Ittihad, da Arábia Saudita.

O treinador confirmou a proposta do mundo árabe, mas disse que não vai sair do Botafogo.

- Isso não era para ter vazado, mas como se tornou público, tive que antecipar minha decisão. Tenho contrato com o Botafogo até o fim do ano e vou cumprir, sem pedir aumento nem nada.

Sobre a sequência do campeonato, Cuca afirmou que teme a saída de jogadores para a Europa e que o adversário de domingo, o Náutico, merece todo o respeito.

- Eles treinaram a semana toda e estão na parte de baixo da tabela. Isso vai nos dificultar bastante. Aproveito para convocar a nossa torcida a comparecer em grande número ao Maracanã para nos apoiar mais uma vez.

[14:20] 15/06/2007

terça-feira, junho 12, 2007

Dia sem...

Olhando o post abaixo, olhando os últimos acontecimentos, olhando até o nome, que é o mesmo, só posso dizer uma coisa: quanta diferença!!! Ódio e amor caminham mesmo lado a lado!

Depois de alguns anos tendo o que fazer essa noite... dessa vez voltei aos dias de solteiro. Não ligo para obrigações comerciais. Mas bem que podia ser diferente.

quinta-feira, maio 24, 2007

Um ano, um jogo, uma piranha

Mais de 65 mil pessoas cantando e apoiando. A necessidade de vencer por 2 a 0 ou por três gols de diferença. Um time aguerrido. De nada adiantou. Duas falhas lamentáveis de uma paulista desorientada, ou melhor mal orientada, decretaram o fim da participação do Botafogo na Copa do Brasil 2007.

Zé Roberto começou os trabalhos balançando a rede aos 12 minutos, ao pegar um rebote do goleiro Wilson. No entanto, a auxiliar Ana Paula Oliveira marcou impedimento do meia, absurdamente.

Aos 27 minutos, Vágner cabeceou para o gol e marcou, mas a mesma auxiliar assinalou impedimento de Alex, que estava embaixo da baliza, mas não tocou na bola, nem no goleiro, nem em ninguém.

O Figueirense, que veio com o claro objetivo de perder de pouco e não jogar futebol, fazendo um rodízio de faltas no nosso ataque, saiu para o intervalo com 2 a 0 contra, satisfeito, porque deveria estar levando de quatro.

Cozinharam o segundo tempo inteiro, e fizeram um gol espírita aos 43 num chute de fora da área de Cleiton Xavier, numa falha lamentável do goleiro Julio César, que havia passado o tempo inteiro olhando a partida, sem participar.

No último lance da partida, já aos 48, o zagueiro deles deu um carrinho e fez um gol contra, mas já era tarde. O 3 a 1 era favorável ao time de Santa Catarina, que vai enfrentar o frufru de terceira na final.

Aos trouxas, como eu, que foram ver o jogo, resta a televisão e a obrigação de ficar entre os quatro primeiros no Brasileiro para chegar à Libertadores. E domingo tem a vingança contra os selvagens. Vão pagar pelo que fizeram e pelo que não fizeram!!


::: Feliz 2008 pra vocês também :::

segunda-feira, maio 14, 2007

Tirando onda no camarote

Normalmente assisto os jogos da arquibancada, ou da cadeira inferior, antiga geral, onde os ingressos são mais baratos e a distância do campo é menor, permitindo uma participação mais ativa durante as partidas, mas ontem foi diferente... Recebi uma
ligação por volta das 15:30:

- E aí vamos ao jogo?
- Como sempre...
- Vai de que?
- Devo ir de cadeira.
- Então não vai mais. Você acaba de ser convidado para o camarote!
- Que é isso? Beleza! Mas justo hoje que o ingresso é R$1?!
- Me encontra sete e meia lá em casa.
- Beleza.

Meu amigo de infância e atual afilhado de casamento, Vinicius, surpreendeu e arrumou um esqueminha bacana para a gente ver a partida em um camarote de uma empresa que presta serviço para a Petrobras, a Schlumberger. Fomos para o Rio Palace, onde nos encontramos com os outros engenheiros e bicões. Lá ficamos acomodados numa sala vip
com bebida e comida liberada, aguardando a hora de ir para o Maracanã.

Oito e meia, partimos em duas vans. Escolheram o pior caminho, Rebouças, Praça da Bandeira e Avenida Maracanã. Chegamos em cima da hora... até aí tudo bem, porque
quase sempre chego em cima da hora, mas aí começaram as diferenças: Entramos pelo portão 16, e subimos pela antiga rampa da arquibancada. Entramos no camarote junto com os times em campo.

Que diferença! Poltornas confortáveis, visão ampla, tv com replay, ar-condicionado, mais comida e bebida sem limite. O galo é massacrado no primeiro tempo, mas saiu na frente no placar graças a um solitário contra-ataque executado pelo Éder Luis. Para alegria dos dois mineiros que torciam pelo Atlético. O outro mineiro não tinha noção nenhuma e foi pro Maraca com a camisa do cruzeiro... correu sério risco de apanhar de ambas as torcidas! Mas saiu ileso.

Intervalo, papo ininteligível de engenheiros. Resolvi pedir a menina que servia os petiscos em casamento. Vai que ela aceita? Bonitinha, falsa ruiva, sorri o tempo todo, me dá comida e bebida o tempo todo, me dá transporte de ida e volta pra casa... a mulher perfeita! Ela continuou rindo, mas não respondeu. Nunca saberemos.

Fui ao banheiro liberar um pouco da quantidade industrial de cerveja que havia bebido. As pessoas começam a bater na porta e gritar. Pô, eu nem demorei tanto assim... Abro a porta, o jogo já recomeçou e o Botafogo empatou com 2 minutos! Imperdoável, e jamais aconteceria se estivesse na arquibancada! Mas, enfim... Me refestelei na poltrona e vi a virada, aos 10 minutos, numa cabeçada de Alex.

Tensão vai, calma vem. Fico vidrado com a festa dos 50 mil presentes ao Maraca. Acaba a partida, alívio, o Botafogo coloca uma mão na taça. A moça do cabelo de fogo, sempre sorrindo, ordena: - Vamos embora gente!

Somos rapidamente escoltados até as vans. Elas saem alucinadamente rápido, para fugir do povão e do engarrafamento. 15 minutos depois estamos de volta ao Rio Palace. Achei ótima a experiência, mas preferia ir de novo vendo outro time jogar. A emoção da cadeira e da arquibancada é impagável. E essa coisa de não se misturar, de fugir das "pessoas comuns", decididamente não é a minha praia.

sexta-feira, maio 11, 2007

Botafogo 2 x 1 Atlético Mineiro

Depois do desastre de domingo, e dos sucessivos jogos sendo prejudicado por árbitros com intenções pra lá de duvidosas... eis que o trio gaúcho capitaneado pelo coleguinha Carlos Eugênio Simon, nos deu uma mãozinha na vitória sofrida contra o Atlético Mineiro, numa autêntica final antecipada da Copa do Brasil, que nos valeu a classificação para a semifinal, contra o Figueirense.

O lance decisivo foi no último minuto, quando Alex derrubou Tchô dentro da área. Só que não dizem que o Botafogo estava com apenas nove homens, pois Leandro Guerreiro fora expulso e Lúcio Flávio saído contundido após as três substituições. Além disso, o jovem meia atleticano se jogou com muita vontade após um leve toque na perna, o que certamente induziu o juiz a pensar que ele tinha se atirado para cavar o pênalti, talvez isso explique a não marcação da penalidade.

Não me sinto vingado, nem gosto de ganhar desse jeito, ao contrário do que muitos imaginam. Eu preferia que os árbitros fossem profissionais e errassem menos em todos os jogos. Assim, não haveria espaço para questionamento da lisura de todos eles a cada falha, especialmente em jogos decisivos como o de domingo e o de ontem.

::: No próximo post, os bastidores :::

quarta-feira, maio 09, 2007

O dia em que o repórter virou notícia

Pois é, depois das duas divagações abaixo, vamos voltar ao tema-base do blog. Eu e o Alvinegro. Trabalho há quase dois anos produzindo reportagens sobre os mais diversos temas. Mas no domingo, após o desastre provocado pela quadrilha liderada por Djalma Beltrami e assessorada por Hilton Moutinho, foi diferente. Sem querer, acabei virando notícia, e logo neste veículo que eu prezo tanto!

Compreensivelmente, o repórter alterou a maioria das minhas declarações, que se levadas ao pé da letra seriam impublicáveis. Por exemplo, onde se lê: "Estou esperando os flamenguistas irem para casa...", Na verdade quis dizer: Estou esperando esse bando de ladrões e selvagens terminarem o arrastão e o tiroteio para ir pra casa em paz".

Fui ridicularizado por muita gente que se diz amiga, mas é nessa hora que a gente descobre quem tá com a gente de verdade e quem não está.



07/05/2007 - 10h53m - Atualizado em 07/05/2007 - 12h34m

Solitário, torcedor não deixa o Maracanã
Revoltado, Leon Corrêa reclama que o Alvinegro foi prejudicado pela arbitragem
Fred Huber

do GLOBOESPORTE.COM, no Rio de Janeiro

Um torcedor do Botafogo chamou a atenção nas arquibancadas do Maracanã após a derrota para o Flamengo nos pênaltis. Uma hora e meia após o término do jogo, ele ainda estava lá, solitário, sentado na arquibancada, olhando para o gramado como se não quisesse acreditar no que havia acontecido. O estádio já estava escuro, apenas alguns funcionários começavam o trabalho de limpeza.

- Estou esperando os flamenguistas irem para casa... - diz Leon Corrêa, estudante.

Ele, como todos os botafoguenses que foram ao Maracanã, estava revoltado com a arbitragem, que marcou impedimento do atacante Dodô e o expulsou por ter chutado a bola para rede após o apito. Nem o longo tempo de espera na arquibancada o fez acalmar.

- Não teve impedimento. O Dodô não ouviu o apito porque estávamos gritando, fez o gol e acabou levando o cartão vermelho. De novo o Hilton Moutinho (auxiliar que marcou o impedimento) prejudicou a gente - lamenta.

Leon Corrêa teme que a perda do título possa atrapalhar o desempenho do Botafogo daqui para frente. Ele acredita que o grupo alvinegro possa ficar abatido.

- A perda do título pode trazer um efeito psicológico ruim, abater os jogadores. Contra o Vasco a gente ganhou, contra o Fluminense a gente ganhou, mas contra eles (Flamengo) não deixam a gente ganhar - reclama.

O torcedor faz questão de ressaltar que a torcida, apesar de estar em menor número, não deixou de apoiar os jogadores em nenhum momento, nem após a derrota.

- Aplaudimos todos eles. Não sei qual vai ser a reação da torcida (quinta-feira), mas eu vou estar no Maracanã, o jogo contra o Atlético-MG é a final da Copa do Brasil para a gente. Nenhum outro time é melhor que o Botafogo - conclui, que aposta na promoção de ingressos para ter um grande público.

O Botafogo enfrenta o Atlético nesta quinta-feira para decidir uma vaga na semifinal da Copa do Brasil. A primeira partida, em Belo Horizonte, terminou 0 a 0.


::: Para quem não acreditou e acha que é pegadinha, veja em:

http://globoesporte.globo.com/ESP/Noticia/0,,MUL32476-4399,00.html :::

Lula 1989 x Lula 2007

Esse eu recebi por email, mas é tão bom que vale a pena reproduzir. Parece que eu vou virar compilador ao invés de escritor!



TEORIA DA RELATIVIDADE
por Ronaldo Rocha

Um dos filmes que mais causaram impacto em minha vida foi "Em algum lugar no passado", com Christopher Reeve, uma história de amor lindíssima, em que um escritor apaixona-se pela foto de uma atriz dos anos vinte. Uma paixão tão avassaladora que ele acha uma forma de voltar ao passado para encontrar a moça e viver uma história de amor emocionante. O filme é lindo, a trilha sonora é fabulosa e o tema, instigante: viajar no tempo.

Quando Albert Einstein anunciou a sua Teoria da Relatividade, em 1905, viajar no tempo - pelo menos em teoria - deixou de ser algo impossível. Pois outro dia observei uma foto de um grupo de amigos na reunião de comemoração de 30 anos de minha formatura no colégio. Olhei aqueles senhores de cabelos brancos, gordos e carecas e imaginei o que aconteceria se a foto pudesse ser vista por eles quando tinham 16 anos.

Já pensou? Você poder ir até o futuro e olhar onde estará, que rumo sua vida tomou? Imaginei então uma situação interessante. Alguém inventa uma máquina do tempo. E vai testar. Escolhe uma data aleatória - 1989, por exemplo - e aperta um botão. A máquina traz para o presente ninguém menos que Luis Inácio Lula da Silva. Aquele de vinte anos atrás. Lula chega meio zonzo:

-O que é isso, companheiro?
Sem entender o que acontece, Lula é recebido com carinho, toma uma água, senta-se num sofá e recupera o fôlego.
-Onde eu tô?
-No futuro, Presidente. Colocamos em prática a Teoria da Relatividade!
-Futuro? Logo agora que vou ganhar do Collor, pô! Me manda de volta pro passado! Zé Dirceu! Zé? Cadê o Zé?
-Calma, Lula. Aproveite para dar uma olhada no seu futuro. Você é o presidente da República!
-Eu ganhei?
-Não daquela vez. Mas ganhou em 2002. E foi reeleito em 2006!
-Reeleito? Eu? Deixa eu ver, deixa eu ver!!!
E então Lula senta-se diante de um televisor de plasma. Maravilhado, assiste a um documentário sobre os últimos 20 anos do Brasil. Um sorriso escapa quando a eleição de 2002 é apresentada.
-Pô, fiquei bonito! Ué. Aquela ali abraçada comigo não é a Marta Suplicy?
-Não, Presidente, é a Marisa Letícia.
-Olha! Eu e o Papa! E aquele ali, quem é?
-É George Bush, o Presidente dos Estados Unidos!
-Arriégua! Êpa! Mas aquele ali abraçado comigo não é o Sarney? Com a Roseana? E o que é que o Collor tá fazendo abraçado comigo? O que é isso? Tá de sacanagem?
-Não, presidente. Esse é o futuro!
-AAAAhhhhhh! Olha lá o Quércia me abraçando! O Jader Barbalho! Cadê o Genoíno? Cadê o Zé Dirceu?
-O senhor cortou relações com eles.
-Meus amigos? Me separei deles e fiquei amigo do Quércia?
-Pois é...
-E aqueles ali? Não são banqueiros? Com aqueles sorrisos pra mim?
-Estão agradecendo, Presidente. Os bancos nunca tiveram um resultado tão bom como em seu governo.
-Bancos? Os bancos? Você tá de sacanagem. Sacanagem!
-Calma, Presidente. O povo está gostando, reelegeram o senhor com mais de cinqüenta milhões de votos!
-Mas não pode! Cadê os proletários? Só tô vendo nego da elite ali. Olha o Vicentinho de gravata! E o Jacques Wagner também! Mas que merda é essa?
- É o futuro, Presidente.
-E o Walter Mercado? Tá fazendo o quê ali?
- Aquela é a Marta Suplicy, Presidente.
-Ah, não. Não quero! Não quero! Não quero aquele meu terninho. Não quero aquele cabelinho. Não quero aquela barbinha. Desliga isso aí!
-Mas Presidente, esse é o futuro. O senhor vai conseguir tudo aquilo que queria.
-Não e não. Essa tal de teoria da relatividade é um perigo.
-Perigo?!
-É. As amizades ficam relativas. A moral fica relativa. As convicções ficam relativas. Tudo fica relativo.
-Bem-vindo a 2007, Presidente.

::: Por essas e por outras é que eu voto nulo e recomendo a todos que façam o mesmo :::

Lado a lado com o Lobo

Trabalhar onde estou trabalhando tem algumas vantagens. Uma delas é o prazer de poder ler, gratuitamente, os artigos desta grande figura chamada Fausto Wolff. Ele me faz entender claramente o quanto eu sou medíocre e quanta grama preciso comer para ser, no futuro, um bom jornalista. Reproduzo na íntegra o artigo da última sexta, que trata de um tema que me é muito caro, as mulheres e sua indecisão eterna. A minha identificação, com o articulista, é total!



Fausto Wolff
04/05/2007

Descobri o que elas querem, dr. Freud!

Ah, as mulheres! Já tentei me imaginar uma. Não consigo. A idéia de algum malandro passar a mão na minha bunda me faz vomitar na hora. Já imaginaram, então, trazer cerveja para um bando de vagabundos jogando pôquer? Não dá. É mais fácil me imaginar cachorro ou jacaré. Entretanto, já nadamos dentro delas e por mais que nos façam infelizes continuamos gostando delas. Nada na vida teria graça sem elas, entre uma corrida de cavalos e outra, por exemplo. Todas as vezes em que estive no topo do mundo ou filando cerveja num balcão sujo de bar é porque havia no horizonte uma mulher. Não me perguntem as coisas que já fiz por mulher, pois não sou maluco de contar. Transitei por todo o espectro do patético ao sublime. Deveria entendê-las, mas, como Freud, ainda não consegui. E olhem que comecei cedo, com a mãe de um coleguinha de escola. Foi quando descobri que mães também "davam". Mais tarde, para meu espanto, depois de uma briga com meu irmão mais velho, soube que todas as mães do mundo já haviam dado uma vez.

Para entender o que a mulher quer é preciso entender o homem. O homem quer poder. E dinheiro para desfrutá-lo. Ser bonito não importa. Para a mulher isso é secundário. O homem foi feito para a guerra, para dominar o mundo. A mulher não quer o mundo. Basta-lhe a casa e a família (o marido, principalmente) para mandar. Certa vez cheguei a pensar que se o homem não fosse um acessório indispensável na vida delas, nem precisariam dele. As mulheres se vestem, por exemplo, para as outras mulheres, às quais odeiam. Bisavós, avós, mães, filhas, todas só querem ver o homem na coleira, e o fazem de um modo tão sutil que ele nem consegue ver a coleira e abana o rabo. A ex-mulher do Eike não o convenceu de que ela deveria sair quase pelada na Sapucaí e ele não entendeu? Pois é.

O homem é um esteta por excelência. Não há nem nunca houve nada mais bonito que mulher. Nem fjord na Noruega nem aurora no Pantanal. Uma vez conheci uma mulher tão bonita que minha reação foi bater com a cabeça contra uma árvore até a testa sangrar. Não havia no meu vocabulário uma palavra que definisse aquela beleza e, ao mesmo tempo, satisfizesse o meu coração e o meu sexo. Até a mulher feia é bonita. Sério.

Há anos tive uma discussão com o Nani sobre isso. Ele dizia que a atração era mútua e que as possibilidades do homem conquistar uma mulher eram as mesmas da mulher conquistar o homem. Na época eu era jovem, magro, e não fazia feio em matéria de cara. Fiquei uma hora na esquina de Santa Clara com Copacabana paquerando todas as mulheres e nada. Paguei uma cachaça para uma mendiga que era uma síntese de feiúra em essência. Dei-lhe as instruções e, menos de três minutos depois, já surgia um mocorongo tentando levá-la para a cama. É claro que, eventualmente, a mulher leva a pior, mas é raro. Cheguei a uma vetusta idade onde outras coisas me preocupam além do sexo. Como fazer um Viagra para bebuns, por exemplo.

Por isso darei às mulheres alguns conselhos que fortalecerão nossa relação. Peitos e popôs foram feitos para serem admirados e não finjam que não gostam. Aprendam a manejar o assento da privada. Deixem-no levantado para nós, como nós o deixamos abaixado para vocês. Sábado: turfe à tarde e teatro à noite. Fazer compras não é um esporte. Para nós, shopping é sacrifício. Choro é chantagem. Peçam o que quiserem, mas deixem isso bem claro.

Dicas sutis, óbvias ou grossas não funcionam, pois fingiremos não entendê-las. Sim e não são respostas perfeitamente aceitáveis. Se a dor de cabeça persistir por mais de uma semana, consulte um médico. Tudo aquilo que dissemos seis meses atrás não será admitido como argumento. Aliás, todos os nossos argumentos tornam-se sem efeito depois de uma semana. Se vocês acham que estão gordas, provavelmente estão, não nos perguntem.

Se algo que dissermos pode ser interpretado de duas formas, boa e má, escolha sempre a primeira. Procurem dizer o que têm a dizer durante os comerciais. Pêssego é uma fruta, abóbora é um legume. Não são cores. Jamais saberemos o que é fúcsia. Sim, vocês têm roupas e sapatos demais e eu estou em forma porque redondo é uma forma. Finalmente nós homens aprendemos depois de séculos. Aquele negócio de passar dias sem falar pode dar errado. Já descobrimos que não falando a gente se entende. Não exigimos subserviência, mas, quando voltar a falar, faça-o com naturalidade e boas maneiras. Acho que é só, por enquanto.

::: Bravo!!! :::

terça-feira, dezembro 12, 2006

Uma longa viagem acaba

Peguei um 415, indo do Leblon para a Usina. Só quem conhece esse ônibus sabe o quanto ele anda devagar. Mesmo assim nunca poderia imaginar que uma viagem poderia levar longos 20 meses. E acabar num 422 indo do Grajaú para o Cosme Velho.

terça-feira, agosto 22, 2006

Nova função

Testando essa parada de enviar posts por e-mail.

Se funcionar... fudeu! Pau no cú do websense e do proxy!!!